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29/11/16

[RESENHA #144] UNI-DUNI-TÊ - M. J. ARLIDGE

08:53

Título: Uni-Duni-Tê
Autor: M. J. Arlidge
Editora: Record
Páginas: 322
Ano: 2016
ISBN: 9788501105264
Onde Comprar: Livraria Cultura - Saraiva

Sinopse: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.

Resenha: A obra inicia-se com uma história macabra e perturbadora, com o casal de namorados Amy e Sam que haviam acabado de assistir um show em Londres e voltavam para casa, porém pediam carona e em certo momento uma van branca parou com uma mulher oferecendo ajuda, todavia não sabiam que tinham acabado de cair em uma armadilha.

Durante a carona Amy e Sam recebem da caroneira um pouco de café para se esquentarem, pois estavam molhados da chuva que pegaram, porém o casal acorda em uma piscina abandonada, com cerca de cinco metros de profundidade e sem chances de escaparem. Dessa forma, os dois são mantidos presos e recebem apenas o contato do sequestrador, que condiciona a liberdade, a possibilidade de vida com a obrigatoriedade de um matar o outro, para isso tem um revolver na piscina, com apenas uma bala.

"A mulher gritava de dor. E depois ficava quieta. Linhas arroxeadas se formavam ao longo de suas costas. Jake ergueu novamente a chibata, fazendo-a descer com um estalo." p. 7.

No início, o casal não pensou em tal hipótese e ficaram unidos. Porém com o decorrer do tempo eles ficaram sem comida, a união foi sendo quebrada aos poucos, imaginavam formas de escapar, mas tudo era em vão, a única forma era um dos dois morrerem. Com o passar dos dias e com sua sanidade mental afetada, Amy acaba por matar o seu namorado e ganha a liberdade.

"Lágrimas inundaram os olhos de Amy e sua cabeça pendeu sobre o peito. Tinha as palmas das mãos levemente esfoladas. Isso talvez fosse compatível com o esforço para se firmar numa escada de corda." p. 23.

A sobrevivente busca a polícia, relatando a sua história, todavia o seu caso não foi algo isolado, pois pouco tempo depois outro caso muito aparecido acaba nas mãos da polícia e ai entra Helen Grace, considerada uma das melhores investigadores, ficando responsável por descobrir, caçar e capturar a pessoa responsável pelo assassinato em série.

"Helen verificou o arquivo. Sandra Lawton era uma romântica obsessiva que, quando rejeitada, tornava-se insuportável. Tinhas três condenações por intimidação." p. 85.

Com o decorrer do tempo o jogo, os assassinatos ficam mais brutais. Enquanto Helen busca o responsável, ela se vê envolvida nos jogos macabros, fantasmas do passado retornam para a sua vida e os seus piores pesadelos voltam para atormentá-la, ganhando vida.

Opinião: Arlidge apresenta ao leitor uma obra que repleta de adrenalina e mistérios, onde acompanhamos os horrores aos quais as vítimas são submetidas em um jogo macabro. Em certos momentos, devido ao toque de violência e mesmo ao esquema de sobrevivência, a obra me lembrou os Jogos Mortais.
O livro é narrado em terceira pessoa, apresenta uma leitura muito fluída, além disso o autor conseguiu prender minha atenção do início ao fim. Arlidge criou um cenário repleto de personagens, porém isso não me causou confusão. Outro ponto positivo é que através da personagem principal Helen, a autora vai desvendando todo o quebra cabeça que é apresentando, dando uma explicação para tudo, não deixando pontas soltas.
Um fato curioso, é que durante a leitura, por diversas vezes eu me colocava no lugar das vítimas, para analisar se existia alguma forma ou possibilidade de fugir, de encarar o jogo, como poderia sobreviver e se conseguiria fazer os sacrifícios necessários para poder viver.
Uni-Duni-Tê é uma thriller muito psicológico e também pesado, além de nos apresentar e narrar as mortes de forma nua e crua, aborda também um relacionamento amoroso bem conflituoso da inspetora Helen. O livro possui um final extremamente eletrizante e repleto de tensão, é uma leitura perfeita para os fãs do gênero ou mesmo para aqueles que querem apenas uma leitura de qualidade.
A Editora Record está de parabéns pelo projeto gráfico, pela bela edição capa e edição publicada. A capa é repleta de detalhes, árvores, pássaros, borrões em vermelho para representar o sangue das vítimas. A fonte é confortável e as folhas são amareladas, o livro ainda possui orelhas e capítulos curtos, o que dinamiza a leitura.

28/11/16

[ARTIGO #21] QUAL A SUA DESCULPA PARA NÃO LER?

12:30
Em 2005 uma pesquisa realizada em 30 países analisou o tempo médio gasto pelas pessoas lendo livros. O Brasil participou dessa pesquisa e obteve a 27ª colocação, com uma média de 5,2 horas semanais. Em outra pesquisa realizada, as pessoas alegaram passar cerca de 6 minutos exclusivamente lendo por dia, enquanto passavam pouco mais de 2,5 horas vendo TV. Nesse tempo de 6 minutos estavam inclusos revistas e jornais também (isso porque em 2005 as pessoas não perdiam tempo no Facebook - acho que ficavam um pouco menos no Orkut). Qual é o nosso problema? A pessoa chega do trabalho e fica na internet até a hora de dormir, depois pergunta: onde você arruma tempo para ler tanto?

Particularmente eu encaro o Facebook como algo positivo em certos momentos: muitas pessoas que não se dão o trabalho de ler um jornal costumam acessar diariamente as notícias através da rede social. Embora ficar na frente do computador não queira exatamente dizer que estamos agregando qualquer tipo de conhecimento, ainda significa que estamos sim, lendo. Por que perdemos nosso tempo lendo bobagens e alegamos não ter tempo para ler um livro? Boa parcela desses "leitores" de Facebook nem ao menos terminam de ler as notícias, simplesmente ficam satisfeitos em ler a manchete e tiram suas próprias conclusões sobre o desfecho. Aqui eu excluo as pessoas que afirmam não gostar de ler (embora passem o dia inteiro lendo bobagens também), vamos ficar só com os que supostamente gostam, mas “não têm tempo”.

Segundo dados divulgados pelo próprio Facebook, o brasileiro passa cerca de 12 horas por mês apenas olhando a tela e fazendo scrolling: ficar deslizando a rodinha do mouse e vendo as publicações alheias. Com 12 horas em um mês é perfeitamente possível concluir um livro de 400 páginas. Isso porque a atividade mais realizada no facebook não é nem a leitura, mas sim os cliques de "like" em fotos. É perturbador porque esse tempo é referente apenas ao uso da rede social, sem contar outros sites como google, YouTube, etc. Não digo que deveríamos parar de usar as redes sociais, assistir vídeos e tudo mais, mas me pergunto se realmente é necessário todo esse tempo na frente do computador. Eu tenho certeza que muitos de vocês já tiveram um momento em que olharam para a tela do computador e pensaram: que tédio, nada para fazer, já rodei toda a minha “timeline” e vi todos os vídeos que queria. E mesmo assim continuaram rolando a tela, esperando algo aparecer.

Eu não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que todos os dias leio e aprendo uma coisa nova, mas eu tento pelo menos ler de 1 a 2 horas por dia, sejam livros didáticos ou de literatura, pois o hábito de leitura, no mínimo, amplia o vocabulário, ainda mais quando nos forçamos a ler livros em inglês, por exemplo, onde aprendemos até um novo idioma. A falta de leitura influencia também em coisas fundamentais na nossa vida: estudo e trabalho. No vestibular, existe um número alarmante de erros de ortografia e concordância, questões respondidas de forma incorreta não por falta de conhecimento, mas por erro de interpretação. Nos processos seletivos de empresas também existem provas de redação, que são afetadas diretamente pelos maus hábitos
de ficar somente na linguagem de internet. Alguns tiveram a cara de pau de dizer que as empresas exigem demais do candidato, como se falar corretamente sua língua nativa fosse um absurdo. Talvez, se as pessoas criassem hábitos melhores de leitura, não haveria tanta gente compartilhando tanta bobeira por aí, notícias falsas, os famosos bebês doentes que vão ser curados com "likes", os erros de português...

Eu trabalho demais, tenho dor de cabeça, fico com sono, preciso cozinhar, preciso limpar a casa, meu quarto está uma bagunça, não tenho um lugar confortável e calmo para fazer isso, minha família não me deixa em paz, tenho coisas demais pra fazer, não tenho dinheiro para comprar livros, não tenho interesse por nenhuma história, vou esperar sair o filme... E você, qual a sua desculpa para não ler?
Fontes: BBC - GLOBO - OLHAR DIGITAL - G1 GLOBO

24/11/16

[ENTREVISTA #07] CONVERSAMOS COM MAX WAGNER

07:35
Max Wagner é autor, historiador, estudou letras, atualmente é colunista da Saga Literária, está sob contrato com a Chiado Editora e gerencia a Maxibook Editora e Livraria.

1. Max, para quem não te conhece, pode nos contar um pouco sobre você?

MW:
Tenho 40 anos, nasci e fui criado em Ribeirão Preto-SP, atualmente moro perto de Fernandópolis-SP, sou casado e pai de três filhos, cursei Letras, mas não terminei o curso, depois graduei em História. Sou poeta, romancista, historiador e editor-fundador da Maxibook editora e livraria. Há vinte anos pesquiso sobre as duas guerras mundiais, autor do romance "Do Orgulho Nasce a Guerra" que retrata a Primeira Guerra Mundial, publicado pela Chiado Editora de Portugal. Coautor da Bíblia Comentada Chapter a Day - O Velho Testamento do canadense Norman Berry. Já participei de algumas antologias e várias feiras de livros, sou colunista da Saga Literária, apresentador do Frontcast, um grupo de historiadores que grava entrevistas sobre literatura e história militar. Também possuo um blog onde escrevo sobre meus livros, história militar, literatura e cinema.


2. Max, você poderia nos dizer qual foi o livro que te marcou e despertou o seu interessa pela leitura?

MW: Com certeza O Pequeno Príncipe de Saint Exupéry, foi o primeiro livro que ue li na vida, eu tinha sete anos, ele não só me despertou para a leitura, mas também pela paixão pelos aviões.

3. Quando surgiu o interesse em se tornar escritor?

MW:
Desde os 14 anos eu escrevo poemas, o interesse em me tornar romancista foi em 1996, eu tinha 20 anos, a experiência com um amor platônico junto com a paixão por História me levou a escrever o meu primeiro romance.


4. Quais autores mais te influenciaram?

MW:
O meu mestre literário foi Victor Hugo, autor de Os Miseráveis, na minha opinião é o maior romance já escrito. O Ernest Hemingway também foi um grande professor, quando escrevo procuro misturar o romantismo de Hugo com a escrita dinâmica do Hemingway.


5. Nos conde sobre a saga da a Última Poesia

MW: A Última Poesia é uma saga em 10 volumes que narra a história de duas gerações de uma família francesa que viveram os horrores das duas guerras mundiais. Gerrard de Burdêau é o patriarca da família, piloto de caça da Primeira Guerra Mundial, aristocrata e aventureiro, seus filhos: o poeta e aviador Richard de Burdêau e a bailarina Priscilla Madeleine de Burdêau viverão um amor impossível durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentando os nazistas e o ódio descomunal contra os judeus. Os dois primeiros volumes falam da Primeira Grande Guerra, o terceiro volume abordará o período pós-guerra, e os outros sete volumes tratam da Segunda Guerra Mundial.

6. Está trabalhando em algum projeto atualmente?

MW: Sim, em dois projetos: O Silêncio das Armas e O Pequeno Príncipe Edição Comentada. O primeiro é a continuação da Saga A Última Poesia, ele vai retratar o período pós-guerra da Primeira Guerra Mundial, as consequências, e também irá narrar as grandes batalhas aéreas da Grande Guerra. O segundo será uma obra comentada de O Pequeno Príncipe, com biografia de Saint Exupéry e uma análise completa do livro, além é claro do texto integral do princepezinho.

7. Nos fale sobre esse seu amor pela História.

MW:
Surgiu aos meus 10 anos, quando eu li "A Máquina do Tempo" do escrito H. G. Wells, tornei-me totalmente apaixonado por História, sempre fui um sonhador, e nos meus devaneios me imaginava viajando no tempo, conhecendo personagens de épocas antigas.


8. Indique três dos seus livros favoritos.

MW:
Os Miseráveis de Victor Hugo, Adeus às Armas de Ernest Hemingway e O Morro dos Ventos Uivantes de Emile Brontë.


9. O que pode dizer para aqueles que querem ser escritores?

MW:
Em primeiro lugar talento, mas os escritores não vivem apenas de talento, na verdade é 90% esforço pessoal e 10% de talento, uma imaginação fértil, muita vontade de aprender, ler muito, dedicar-se diariamente à escrita e estudar gramática. O aprendizado do escritor nunca acaba, é pelo resto da vida.


10. Obrigado pela entrevista Max. Por último, gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores da Saga Literária?

MW: Eu só tenho a agradecer aos leitores da Saga, deixo também uma frase que é o meu lema de vida "Não importa o que as pessoas digam ou pensam de você, nunca desista do seu sonho, mesmo que pareça impossível, continue regando-o apesar das tempestades. Um sonho é um projeto a ser realizado no tempo certo, muitas pedras se colocam no caminho, mas ainda assim continue caminhando. Quando se acredita de verdade em um sonho, ele acaba tomando forma e com o tempo se torna realidade. Nunca desista de sonhar, é isso que nos mantém vivo e dá sentido para a vida."

[SOBRE HISTÓRIA] O FIM DA ESCRAVIDÃO - UMA BENÇÃO DE DEUS

02:04
Neste mês de novembro no Brasil é comemorado o Dia da Consciência Negra. O dia 20 de novembro foi constituído feriado. A população brasileira de raça negra não reconhece o dia 13 de maio, data que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, por que com toda razão, após a assinatura, os negros ficaram totalmente abandonados pela nação: marginalizados, excluídos do trabalho e da vida social brasileira. Foram substituídos pelos imigrantes europeus, na maioria italianos, que também acabaram reduzidos a um tipo de escravidão, ficavam totalmente nas mãos dos coronéis com dívidas que nunca acabavam. Essa exploração dos imigrantes italianos ocorreu principalmente na região de Ribeirão Preto-SP, que tornou-se a capital mundial do café substituindo a região do Vale do Paraíba que ficou com suas terras inférteis. A saga da exploração desses carcamanos  em Ribeirão Preto está muito bem retratada no romance "Coronéis e Carcamanos" do escritor Julio Chiavenato.

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado, no Brasil, em 20 de novembro. Foi criado em 2003 como efeméride incluída no calendário escolar — até ser oficialmente instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, sendo considerado feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro através de decretos estaduais. Em estados que não aderiram à lei a responsabilidade é de cada câmara de vereadores, que decide se haverá o feriado no município. A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

 A escravidão existe desde os primórdios da história da humanidade. Os grandes impérios sempre escravizaram outros povos. O Egito, A Babilônia, O Império Assírio, Império Persa, A Grécia, Império Romano, Os Bárbaros, Império Chinês, Império Mongol, Os Europeus, Os Estados Unidos e o Brasil. Escravidão nunca foi novidade para ninguém, diversos povos e várias raças foram escravizadas, mas nenhuma deixou uma mancha tão terrível na História quanto a escravidão dos negros da África, foram tão explorados pelos europeus e pelo Novo Mundo que o Continente Africano quase desapareceu, essa exploração foi tão grave que até hoje os países africanos sofrem com as consequências.

 Os países da África apesar de possuir inúmeras riquezas minerais, ambientais e naturais são os mais pobres do mundo. Fome, miséria e guerras civis são frutos da exploração que ocorreu, e até hoje a África continua sendo explorada, essa exploração que consiste principalmente nas riquezas  minerais ex: diamantes, são realizados pelas maiores empresas do mundo, esses fatores colocaram vários africanos contra si na busca desesperada pelas riquezas que o mundo explorador oferece. A população mundial tem uma visão distorcida da História da África, pensam que eles sempre foram inferiores em todos os níveis, esquecem-se que o Egito fica no Continente Africano e foi um dos maiores impérios do mundo, sem contar o Reino de Axum, onde hoje fica a região da Etiópia. A Bíblia cita uma rainha africana ao qual deixou o rei Salomão de queixo caído, ela era filha do primeiro Rei de Axum, um dos maiores impérios da época. A ONU vem tentando desmistificar as mentiras que o mundo Ocidental contou através das mídias. A Unesco produziu uma coleção importantíssima sobre a História da África, ela pode ser baixada em PDF, tornou-se de domínio público. 

Link  sobre a coleção da História da África PDF

Agora gostaria de indicar três livros que eu considero relevantes sobre a escravidão. O primeiro é um romance da Mary Del Priore, Beija-me onde o Sol não Alcança, eu considero a autora a melhor escritora do Brasil. 2 - A Cabana do Pai Tomáz, que foi um divisor de águas durante a Guerra Civil Americana, a guerra que começou com a separação do Sul  do Norte dos Estados Unidos, por que Abraham Lincoln queria por um fim na escravidão, isso gerou problemas com o Sul, pois eles dependiam da mão de obra escrava para manter suas plantações, ainda não eram industrializados como o Norte, temiam o colapso da economia sulista. 3 - O Quilombo de Palmares da editora contexto, que conta a saga de Zumbi de Palmares, o famoso líder negro que se rebelou.
Beija-me onde o Sol não Alcança - Mary Del Priore

Este é o primeiro romance da historiadora Mary Del Priore, ela retrata a história de um  aristocrata casado que se envolve seriamente com uma negra durante o período do declínio do café no Vale do Paraíba, e também os momentos finais da escravidão no Brasil.

Um conde russo, a herdeira de um barão do café do Vale do Paraíba e uma ex- escrava. Unindo as pontas do triângulo, paixões, tragédias, a moral hipócrita de uma época, grandes fortunas, falências, derrocadas... Neste romance que parte de fatos e personagens verídicos, Mary Del Priore cria uma narrativa que prende o leitor desde a primeira página. O olhar da historiadora faz um retrato vivo do tempo e dos acontecimentos que o marcaram, mas é a história de amor de Maurice Haritoff, Nicota Breves e Regina Angelorum (nomes reais que parecem inventados) que nos arrebata.

Com descrições de uma riqueza impressionante, Mary Del Priore nos faz mergulhar na narrativa, nos carrega para dentro da história. Sentimos os cheiros, ouvimos os sons, vemos pelas frestas dos casarões um mundo onde convivem dramas, angústias, ambição, sensualidade, opressão feminina e religiosidade. Somos levados, ou nos deixamos levar. Difícil é voltar da viagem quando o livro acaba.
A Cabana do Pai Tomáz - Harriet Beecher Stowe

O romance A cabana do pai Tomás da editora Amarilys, 672 páginas,  com tradução  de Ana Paula Doherty, de Harriet Beecher Stowe (1811-1896), ganhou uma nova tradução para o português, com texto integral acrescido de notas e um prefácio crítico de Ricardo Alexandre Ferreira. Além da saga do velho Tomás do título – um escravo humilde e crente que, após anos de dedicação a um bom senhor, precisa ser vendido para quitar dívidas e acaba passando de mão em mão –, a autora Harriet Beecher Stowe costura uma série de narrativas que questiona não apenas a contradição no fato de um país  ( Estados Unidos) fundado sob o lema de que “todos os homens nascem iguais” continuar permitindo o trabalho escravo, mas também outras questões e problemas mais amplos e incômodos. Stowe não só se atreve a pôr o dedo na grande questão política de seu tempo, como também cria personagens femininas fortes que, apesar das limitações sociais, questionam o poder masculino, contornam atitudes dos maridos com as quais não concordam e até mesmo buscam vingança por maus tratos e torturas.
Palmares - Flávio Gomes

Palmares foi a maior e mais famosa comunidade de negros fugitivos da história das Américas. O líder Zumbi apesar de ter fugido da escravidão mantinha alguns escravos em Palmares. Formado por vários agrupamentos interdependentes e articulados no Nordeste açucareiro de Pernambuco e Alagoas, Palmares surgiu no final do século XVI e permaneceu até o século XVIII a representar esperança aos cativos e ameaça aos senhores. O historiador Flávio Gomes narra a história de Palmares, desde os primeiros tempos e a luta constante com as autoridades até a morte de Zumbi e seu fim. O autor desfaz mitos e muda o olhar que até então se tinha sobre este tema tão relevante na história do Brasil.
Bom, agora vamos justificar o tema da postagem (O Fim da Escravidão - Um benção de Deus). É isso mesmo, ao que tudo parece o fim da captura dos negros na África foi realmente uma benção vinda das mãos de Deus, e eu como cristão acredito plenamente nisso, vamos aos fatos. No século XVIII, um capitão de navio negreiro tentava salvar o seu barco no meio da tempestade, parecia que todos iam perecer nas profundezas das águas, mas algo apossou-se do capitão, mais tarde ele citou que era a presença de Deus. Naquele momento ele fez um voto com Deus, disse que se Ele o livrasse da morte nunca mais comandaria um navio em busca de escravos. Para admiração de todos Deus livrou o homem e a tripulação de um naufrágio. Ele tinha absoluta certeza que algo sobrenatural havia acontecido, nada poderia ter livrado aquele barco. Daquele momento em diante ele converteu-se e dedicou sua vida pela causa do fim da escravidão. Um jovem e importante político acabou se convertendo pela pregação do ex capitão. Este jovem seria usado por Deus para acabar com a escravidão. Acompanhe a história...

Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos. Certo dia, durante uma de suas viagens, o navio de Newton foi fortemente afetado por uma tempestade. Momentos depois de ele deixar o convés, o marinheiro que tomou o seu lugar foi jogado ao mar, por isso ele próprio guiou a embarcação pela tempestade. Mais tarde ele comentou que durante a tempestade ele sentiu que estavam tão frágeis e desamparados e concluiu que somente a Graça de Deus poderia salvá-los naquele momento. Incentivado por esse acontecimento e pelo que havia lido no livro, Imitação de Cristo de Tomás de Kempis, ele resolveu abandonar o tráfico de escravos e tornou-se cristão, o que o levou a compor a canção Amazing Grace (em português: "Graça Maravilhosa"). É o  hino mais cantado por denominações cristãs, há muitas versões desta canção.

Mais tarde John Newton ganhou o jovem William Wilberforce para Cristo. Ele tornou-se um político, filantropo, e  líder do movimento para erradicar o tráfico de escravos. Era nativo de Kingston upon Hull, Yorkshire, ele começou sua carreira política em 1780, tornando-se o independente membro do Parlamento para Yorkshire (1784-1812). Em 1785, ele se tornou um cristão pelas pregações de John Newton, o que resultou em grandes mudanças para o seu estilo de vida e uma preocupação ao longo da vida.

Em 1787, ele entrou em contato com Thomas Clarkson e um grupo de ativistas anti-tráfico de escravos, incluindo Granville Sharp, Hannah More e Charles Middleton. Eles persuadiram Wilberforce a assumir a causa da abolição, e ele logo se tornou um dos principais  abolicionistas. Ele se dirigiu a campanha parlamentar contra o comércio de escravos britânico durante vinte anos, até  finalmente conseguir a aprovação de uma lei em 1807 que encarecia o tráfico de escravos para a Inglaterra, tornando-o inviável, mais tarde ele afirmou que a Lei foi uma estratégia que Deus o inspirou, caso contrário os parlamentares jamais assinariam algo que eles tivessem a certeza que acabaria com a escravidão.

Wilberforce estava convencido da importância da religião, da moral e da educação. Ele defendeu causas e campanhas, como a Sociedade para a Supressão do Vício, o trabalho missionário britânico na Índia, a criação de uma colônia livre em Serra Leoa, a fundação da Sociedade Missionária da Igreja , e a Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. Seu conservadorismo subjacente levou-o a apoiar a legislação política e socialmente controverso, e resultou em críticas de que ele estava ignorando injustiças em casa enquanto fazia campanha para o escravizados no exterior.

Nos últimos anos, Wilberforce apoiou a campanha para a abolição total da escravidão, e continuou seu envolvimento depois de 1826, quando ele se demitiu do Parlamento por causa de sua saúde debilitada. Essa campanha levou à Lei de Abolição da Escravatura em 1833, que aboliu a escravidão na maior parte do Império Britânico; Wilberforce morreu apenas três dias depois de ouvir que a aprovação da Lei pelo Parlamento foi assegurada. Ele foi enterrado na Abadia de Westminster, perto de seu amigo William Pitt .

A lei anti-escravidão conseguida por William Wilbeforce, espalhou-se pelas principais nações do mundo. A maioria dos países eram parceiros da Inglaterra e compravam escravos graças a aprovação do Império Inglês. Os países não puderam buscar mais escravos na África, mas o problema não parou por aí, o tráfico de escravos havia se tornado crime, mas ainda sim muitos burlavam a lei, principalmente o Brasil que foi o maior importador de escravos do mundo graças a ganância de Portugal. Mas a semente do fim da escravidão havia sido lançada e mais nada podia pará-la, os Estados Unidos entrou numa guerra civil pelo fim da escravidão. Em 1888 a princesa Isabel assinou a Lei Áurea dando fim a escravidão no Brasil. Claro que isso não resolveu todos os problemas dos negros no Brasil, levou mais de 100 anos até que os negros brasileiros começassem a ser considerados pessoas, e até hoje, infelizmente o racismo ainda existe, não só no Brasil, mas no mundo inteiro.  

Letra da canção Amazing Grace - composição de John Newton

Maravilhosa Graça

Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.
Quando estivermos lá há 10 mil anos,
Brilhantes como a luz do sol,
Não teremos menos dias para cantar louvores a Deus
Do que quando, quando começamos no princípio
Por muitos perigos, labutas e armadilhas,
Eu já passei
A graça de Jesus me trouxe seguro, tão distante,
E a graça me levará para casa.
Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei

Eu estava cego, mas agora eu vejo.



FILMES SOBRE A ESCRAVIDÃO
DJANGO LIVRE

Django (Jamie Foxx) é um escravo cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz  liberta Django com a promessa de liberá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos.

Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos.

A busca de Django e Schultz leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o dono de "Candyland", uma plantação famosa pelo treinador Ace Woody, que treina os escravos locais para a luta. Ao explorarem o local com identidades falsas, Django e Schultz chamam a atenção de Stephen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Os movimentos dos dois começam a ser traçados, e logo uma perigosa organização fecha o cerco em torno de ambos. Para Django e Schultz conseguirem escapar com Broomhilda, eles terão que escolher entre independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência.
  AMAZING GRACE

Amazing Grace (Brasil: Jornada pela Liberdade, Portugal: Amazing Grace) é um filme de Michael Apted lançado em 2006. Sobre a campanha contra a escravidão liderada por William Wilberforce, um famoso abolicionista inglês, responsável por levar ao Parlamento Britânico a legislação antiescravagista.

O filme começa quando William Wilberforce severamente doente passa um feriado em Bath, Somerset, com seu primo Henry Thornton. Onde ele é apresentado a sua futura esposa Barbara Spooner, de início ele resiste, mas ela acaba convencendo-o a contar a história de sua vida. A história retorna 15 anos (1782), e William reconta os eventos que ele passou para chegar onde estava. Começando como um ambicioso e popular membro do Parlamento inglês, foi persuadido por seus amigos William Pitt, Thomas Clarkson, Hannah More e outros a ocupar-se com o perigoso assunto do Comércio de Escravos o que acabou deixando-o muito impopular na Câmara dos Comuns Britânica entre os membros do Parlamento que alegavam a importância dos escravos no comércio de Londres, Bristol e Liverpool.
AMISTAD

Amistad é um filme estadunidense de 1997, do gênero drama histórico, realizado por Steven Spielberg, e com roteiro escrito por David Franzoni. A história remonta ao ano de 1839 e é baseada em factos verídicos que ocorreram a bordo do navio La Amistad. O filme relata a luta de um grupo de africanos escravizados em território norte americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação. Através desta trama de forte conteúdo emocional, é possível conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para a exploração do trabalho na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
                                                           
História verídica baseada na vida de Solomon Northup, publicado em livro por ele mesmo. No Brasil foi publicado uma edição especial da obra.

1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

LINCOLN

Lincoln é um filme de drama-épico e histórico norte-americano de 2012 dirigido por Steven Spielberg, estrelado por Daniel Day-Lewis como o presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln e Sally Field como Mary Todd Lincoln. O roteiro de Tony Kushner foi baseado, em parte, na biografia de Doris Kearns Goodwin, Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln, e abrange os quatro últimos meses de vida de Lincoln, focando os esforços do presidente em janeiro de 1865 para ter a Décima Terceira Emenda à Constituição dos Estados Unidos na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para por fim à escravidão.

O filme foi produzido por Spielberg e sua colaboradora frequente Kathleen Kennedy. Lincoln recebeu aclamação da crítica generalizada, com grande louvor dirigido ao desempenho de Day-Lewis. Em dezembro de 2012, o filme foi indicado para sete Globos de Ouro, incluindo Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor para Spielberg e vencedor de Melhor Ator (Filme - Drama) para Day-Lewis. No Oscar 2013, o filme foi nomeado para doze prêmios da Academia, incluindo Melhor Filme, ganhou o prêmio de Melhor Direção de Arte e Melhor Ator para Day-Lewis. O filme também foi um sucesso comercial, tendo arrecadado mais de $275 milhões em bilheteria.

       Remake da série Raízes de 1977 é apresentada no History Channel


A trama acompanha a linhagem de uma família escravizada, começando pelo retrato do corajoso Kunta Kinte (LeVar Burton), um guerreiro que nunca abandona a sua fé. A história segue por gerações, mostrando a visão de seus descendentes em momentos importantes da história americana, como a Guerra Civil, até ao fim da escravidão.

No Brasil também tivemos grande produções na literatura e nas novelas: Escrava Isaura, Chica da Silva, Quilombo, Casa Grande e Senzala, Sobrados e Mucambos, Navio Negreiro e O Mulato.








                                               
  FILME QUILOMBO - 1984


                                               


     

22/11/16

[GRUPO EDITORIAL RECORD] LANÇAMENTOS DA SEMANA #02 - NOVEMBRO/2016

10:53

Título: Cartas de um Antagonista
Autor: Mario Sabino
Editora: Record
Páginas: 154
Ano: 2016
ISBN: 9788501108173
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Jornalismo na selva selvagem brasileira. O surgimento do site O Antagonista, em janeiro de 2015, representou um marco para o jornalismo no Brasil. Em dupla com Diogo Mainardi, Mario Sabino é o criador deste fenômeno. Estas “Cartas de um antagonista” reúnem a prosa elegante, o olhar preciso e o bom humor de Mario. Além de três ensaios de maior fôlego – dois deles produzidos quando era correspondente da Veja em Paris –, compõem este livro 46 artigos de Mario concebidos para a newsletter do site entre abril e setembro de 2016. São uma reflexão – enxuta e acurada – sobre os meses finais de Dilma Rousseff na Presidência da República. Mas não apenas. O assunto também é o estado mental da nação, cuja loucura só não nos levou ao fundo do poço porque este, no Brasil, sempre pode estar um pouco mais embaixo. Sai-se da leitura deste livro com a certeza de que o brasileiro, tão achacado pelos políticos e pelo Estado monumental, é um resistente, um sobrevivente, e também deveria ser um antagonista.


Título: Dançando no Ar
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 364
Ano: 2016
ISBN: 8528610454
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: A consagrada escritora Nora Roberts, assídua freqüentadora das principais listas de bestsellers do Brasil e do mundo, apresenta o primeiro volume da nova e magnética Trilogia da Magia, cujas histórias se passam em uma remota ilha rochosa impregnada de mistério, romance e lendas. Dançando no Ar, que abre a trilogia,é uma inesquecível fábula que fala de amizade, de destino e dos inesperados caminhos do coração.

Título: Jennifer Lawrence - A Garota em Chamas
Autor: Nadia Cohen
Editora: Best Seller
Páginas: 196
Ano: 2016
ISBN: 9788546500147
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: A biografia que revela detalhes da vida de uma das atrizes mais queridas de Hollywood. Irreverente e icônica, Jennifer Lawrence cativou milhares de fãs e se tornou um nome familiar dentre as grandes estrelas de Hollywood. Seja no papel de Mística, da saga X-Men, ou como Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, a atriz ajudou a redefinir o papel da mulher nos filmes de ação, se tornando um modelo positivo para garotas ao redor de todo o mundo. Em “Jennifer Lawrence: A Garota em Chamas” a autora Nadia Cohen traz detalhes da vida de Jennifer, narrando alguns dos episódios mais polêmicos de sua carreira e de sua vida amorosa.

Título: Mediterrâneos Invisíveis
Autor: Cristovam Buarque
Editora: Paz e Terra
Páginas: 176
Ano: 2016
ISBN: 9788577533541
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Uma análise de como se forma a imensa barreira geográfica que impede a migração social em todo o mundo. Uma das cenas mais tristes decorrentes da tragédia contemporânea dos refugiados de guerra foi a morte do menino sírio Aylan Kurdi, cujas imagens correram o mundo em setembro de 2015. Na tentativa frustrada de cruzar o mar Mediterrâneo com sua família, o garoto, de apenas 3 anos, se tornou símbolo dos milhares de pessoas que buscam sobreviver longe da guerra, da perseguição religiosa, da pobreza – mas que muitas vezes ficam pelo caminho. A partir da alegoria do “mediterrâneo” que interrompe jornadas de vida, Cristovam Buarque analisa como se forma a imensa barreira geográfica que impede a migração social no mundo todo. O autor sugere que, para encontrar um progresso alternativo à divisão do mundo entre a pobreza desvalida e a riqueza indistribuível, a sociedade global deve ser educada para a tolerância e a solidariedade.

Título: O Ano da Lebre
Autor: Arto Paasilinna
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 208
Ano: 2016
ISBN: 9788528621464
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Uma fábula sobre os prazeres da liberdade na meia-idade. Kaarlo Vatanen, jornalista, sente-se exausto, cansado da vida urbana. Em uma noite de verão, durante seu trabalho, atropela acidentalmente uma pequena lebre que atravessava uma estrada do campo. Ele, então, sai em busca da criaturinha ferida. Este pequeno incidente se torna uma experiência transformadora para Vatanen, que decide se libertar dos grilhões do mundo: larga o emprego, deixa a esposa, vende suas posses e parte em uma jornada pelas selvas finlandesas com sua nova companhia. Suas aventuras envolvem grandes queimadas, sacrifícios pagãos, jogos de guerra, ursos assassinos e muito mais.

Título: Um amanhã de vingança
Autor: Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
Editora: Record
Páginas: 2016
Ano: 2016
ISBN: 9788501108098
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: O mundo de Tracy Whitney foi destruído. Sem mais nada a perder, ela está de volta. E com muita sede de vingança… Ela foi responsável por alguns dos roubos mais audaciosos do mundo, mas deixou o passado de crimes para trás, teve um bebê e passou a levar uma vida digna ao lado do filho. Porém, uma grande tragédia obrigou Tracy Whitney a enfrentar seu maior pesadelo. Agora, sem mais nada a perder e com uma sede implacável de vingança, Tracy está de volta à ativa e não vai descansar até encontrar a mulher que ela acredita ter destruído sua vida: Althea. Essa misteriosa figura é a pessoa mais procurada pela CIA e a cabeça da organização criminosa que pretende acabar com o capitalismo. Envolta em uma trama de corrupção e rodeada por inimigos disfarçados de aliados, Tracy precisará ir além de todos os seus limites e enfrentar seus maiores demônios para impedir uma guerra mundial. Impelida pela sede de vingança e com o futuro de tantas pessoas em suas mãos, até onde Tracy será capaz de ir quando não resta mais nada a perder?

21/11/16

[VÍDEOS] A FÁBRICA DE VESPAS - PRIMEIRAS IMPRESSÕES

12:42
Considerado um clássico moderno, eleito entre os cem romances mais importantes do século XX, nunca antes editado no Brasil. Essa obra é A Fábrica de Vespas.

"Dois anos depois de matar Blyth, matei meu irmãozinho Paulo, por motivos muito mais sérios e diferentes daqueles que eu tivera para acabar com o primeiro. Daí, um ano depois, foi a vez da minha priminha Esmeralda, por puro capricho. Esse é o placar até agora. Três. Não mato ninguém há anos, e não pretendo matar de novo. Foi só uma fase pela qual passei."
Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia - a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe -, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na edução "natural", recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou da Educação (1762), que sugere que as crianças devam crescer entre as belezas da natureza, permitindo que ela se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão - um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo.
Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Frank, a estreia literária do autor escocês Iain Banks polarizou a crítica e os leitores quando foi publicada pela primeira vez, em 1984. Sua obra foi tão aclamada quanto criticada, devido à sua macabra descrição da violência. Livro que evoca tanto O Senhor das Moscas (1954) como o Precisamos Falar sobre Kevin (2003), FÁBRICA DE VESPAS consegue produzir um olhar ao mesmo tempo bizarro, imaginativo, perturbador e repleto de humor negro do que se passa dentro da mente de uma criança psicopata.

Confira mais detalhes da A Fábrica de Vespas de Iain Banks

@sagaliteraria

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