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31/08/16

[Editora Aleph] Últimos Lançamentos

21:28

Título: Neuromancer
Autor: William Gibson
Editora: Aleph
Páginas: 312
Ano: 2016
ISBN: 9788576573005
Onde Comprar: Amazon - Saraiva - Submarino

Sinopse:
 'O Céu sobre o porto tinha cor de televisão num canal fora do ar.' Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, “Neuromancer” conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade. Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, “Neuromancer” é o romance de estreia de William Gibson. Esta obra distópica, publicada em 1984, antevê, de modo muito preciso, vários aspectos fundamentais da sociedade atual e de sua relação com a tecnologia. Foi o primeiro livro a ganhar a chamada “tríplice coroa da ficção científica”: os prestigiados prêmios Hugo, Nebula e Philip K. Dick.


Título: Os Sete
Autor: André Vianco
Editora: Aleph
Páginas: 432
Ano: 2016
ISBN: 9788576573388
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Sinopse:
 'Nobres homens de bem, jamais ouseis profanar este túmulo maldito. Aqui estão sepultados demônios viciados no mal e aqui devem permanecer eternamente. Que o Santo Deus e o Santo Papa vos protejam.' Uma caravela portuguesa naufragada com mais de 500 anos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, uma estranha caixa de prata lacrada esconde um segredo. Apesar do aviso grafado, com a recomendação de não abri-la, a equipe de mergulhadores que a descobriu decide seguir em frente, e encontra sete cadáveres. Esses corpos misteriosos e cadavéricos são levados para estudos e tudo parece estar sob controle até o despertar do primeiro deles. Em “Os Sete”, André Vianco atualiza o mito dos Vampiros, apresentando ao leitor seres poderosos, cada um com uma característica única, mas todos com natureza monstruosa e sanguinária. O resultado é um livro envolvente, repleto de ação e reviravoltas, que em pouco tempo ocupou seu merecido lugar entre os mais importantes livros de terror e fantasia brasileiros.

[Grupo Editorial Record] Lançamentos da Semana #04 - Agosto/2016

12:05

Título: Doadores de Sono
Autor: Karen Russel
Editora: Record
Páginas: 168
Ano: 2016
ISBN: 9788501105226
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Sinopse: Quando pesadelos são reais, dormir é um privilégio. Uma epidemia assola os Estados Unidos. Milhares de pessoas perdem a capacidade de dormir. Conheça a Corpo do Sono, uma organização que persuade sonhadores saudáveis a fazer doações para os insones. Sob o comando dos enigmáticos irmãos Storch, o alcance da Corpo do Sono só cresce, e ela já está presente nas principais cidades americanas. Trish Edgewater, cuja irmã, Dori, foi uma das primeiras vítimas da insônia letal, há sete anos recruta doadores para a organização. Mas sua crença na empresa e nas próprias motivações começa a vacilar quando ela é confrontada com a Bebê A, a primeira doadora universal, e com o misterioso e maligno Doador Q.

Título: Guerreiros de Roma (Reis dos Reis)
Autor: Harry Sidebottom
Editora: Record
Páginas: 434
Ano: 2016
ISBN: 9788501402172
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Sinopse: O Guerreiro de Roma sobreviveu ao cerco de Arete, e está de volta. 256 d.C. O Império Romano está abalado. O cristianismo ganha cada vez mais seguidores, entre eles, homens importantes e perigosos que planejam usar a própria autoridade para garantir que sua nova religião obtenha maior influência na região, ameaçando lançar por terra os valores tradicionais do império. Enquanto isso, Balista, um experiente general e sobrevivente do cerco de Arete, retorna à corte imperial em um tempo de intrigas e fanatismo religioso, mas sua recepção não é nada calorosa. Apesar de sua grande coragem e forte lealdade a Roma, ele é malvisto pela maioria dos nobres devido à derrota em Arete e às suas origens como escravo nascido em território germânico. Porém, é na fronteira do leste de Roma — onde um vasto exército de persas sassânidas avança — que está o verdadeiro perigo. Assim, cabe apenas a Balista, o Guerreiro de Roma, proteger o Império Romano dessa ameaça avassaladora.

Título: Quando Roubar Um Banco
Autor: Steven D. Levitt e Stephen Dubner
Editora: Record
Páginas: 322
Ano: 2016
ISBN: 9788501078834
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Sinopse: Neste “Quando roubar um banco”, os best-sellers Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, da série Freakonomics, nos apresentam um verdadeiro guia sobre tudo — ou quase tudo — de economia. Os autores respondem a todo tipo de perguntas esdrúxulas: por que comissários de bordo não recebem gorjeta? Se você fosse um terrorista, como atacaria? E por que o frango do KFC sempre acaba? Você também vai descobrir sobre o que as pessoas mais mentem, e por quê; a melhor forma de diminuir a quantidade de homicídios por armas de fogo; por que está na hora de criar um imposto para o sexo; e, claro, quando roubar um banco (a resposta é nunca, pois as taxas de retorno são péssimas). Com base em sólidos conhecimentos e análises nas áreas de economia e jornalismo, mas ao mesmo tempo surpreendente, divertido e sagaz, Quando roubar um banco expõe o brilhantismo que fez dos autores um fenômeno internacional, com mais de 7 milhões de livros vendidos e traduzidos para mais de quarenta idiomas.

Título: Corte de Névoa e Fúria
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera
Páginas: 658
Ano: 2016
ISBN: 9788501076601
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Sinopse: Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Título: Melancia
Autor: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 480
Ano: 2016
ISBN: 9788528620740
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Sinopse: Edição especial em capa dura do maior sucesso de Marian Keyes.
“Melancia” conquistou uma legião de fãs no Brasil e no mundo ao contar a história de Claire Walsh e apresentar as mulheres da família Walsh, protagonistas de outros romances de Marian Keyes.
Claire tinha tudo o que sempre quis na vida: um marido que ela idolatrava, um ótimo apartamento, um bom emprego. Mas, no que seria uma data muito especial em sua vida, o dia do nascimento da sua filha, James anuncia que a está deixando por uma vizinha com quem tem um caso há mais de seis meses.
Com o coração partido, uma bebê recém-nascida e um corpo pós-parto para o qual ela mal consegue olhar, ela decide ir para a casa dos pais, em Dublin. Lá, recebendo os cuidados de sua excêntrica família, Claire avalia os prós e contras de um casamento de três anos e começa a se sentir melhor. Aliás, bem melhor. Até que o ex-marido reaparece, forçando-a a tomar uma decisão, que, de uma maneira ou de outra, mudará sua vida mais uma vez.
Engraçadíssimo e irreverente, “Melancia” é um romance sobre sobrevivência e a arte de manter o bom humor mesmo diante das circunstâncias mais adversas.

Título: Salva pelos Bolos
Autor: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 232
Ano: 2016
ISBN: 9788528620597
Onde Comprar: Amazon - Saraiva 

Sinopse: “Salva Pelos Bolos” traz um relato extremamente sincero sobre como preparar bolos ajudou Marian Keyes na batalha contra a depressão. Completa novata na cozinha, Marian decidiu fazer um bolo para uma amiga, e isso resolveu a questão — ela percebeu que preparar bolos era do que precisava para suportar cada dia. E, então, ela fez bolos, escreveu as receitas e, pouco a pouco, a depressão começou a ficar leve como seus pães de ló...
Do incrível Bolo de Três Leites, também conhecido como Um Abraço em Forma de Bolo, aos Cupcakes de Chocolate Branco e Caramelo que dão vontade de comer mais, Marian Keyes nos alegra com mais de 80 receitas com gosto de festa, reconfortantes e deliciosas. Seja preparando um bolo para si mesmo ou para outra pessoa, é impossível não se sentir feliz na companhia de Marian.

Título: Tudo por Amor
Autor: Judith McNaught
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 602
Ano: 2016
ISBN: 9788528620689
Onde Comprar: Amazon - Saraiva 

Sinopse: Um romance perfeito, que prende o leitor do início ao fim. Professora respeitada em sua pequena cidade no Texas, Julie Mathison vive apaixonadamente seus ideais. Criada num lar adotivo, a jovem sente-se determinada a retribuir todo o amor e a bondade recebidos. Nada, nem ninguém, seria capaz de destruir a vida perfeita que havia alcançado. Depois de fugir da prisão, Zachary Benedict, um ex-ator e diretor que teve a vida e a carreira destruídas após ser equivocadamente condenado pela morte da mulher, sequestra Julie e a força a levá-lo a seu esconderijo nas montanhas do Colorado. Nenhum dos dois poderia imaginar que estariam embarcando na viagem de suas vidas...

Título: Cura
Autor: Jo Marchant
Editora: BestSeller
Páginas: 350
Ano: 2016
ISBN: 9788576846659
Onde Comprar: Amazon - Saraiva 

Sinopse: “Cura” leva o leitor a uma jornada transformadora e oferece uma nova e instigante visão do que significa ser humano. O campo da medicina voltado tanto para a mente quanto para o corpo é constantemente acusado de enganar os pacientes e lhes dar falsas esperanças. No entanto, cientistas de diversas áreas têm encontrado evidências de que a influência da mente sobre o corpo é muito mais ampla do que se imagina. Em “Cura”, a premiada autora Jo Marchant viaja pelo mundo para conhecer os médicos, pacientes e pesquisadores de vanguarda desse novo campo da medicina. Veremos, entre outros exemplos, como a meditação pode nos proteger da depressão e da demência, como os vínculos sociais aumentam nossa expectativa de vida, como pacientes que se sentem amparados se recuperam mais rápido de cirurgias. Com base nas mais recentes pesquisas, Marchant explora o vasto potencial da mente para curar, expondo suas limitações e explicando como podemos utilizar esses resultados em nossa própria vida.

Título: O Garoto do Cachecol Vermelho
Autor: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus
Páginas: 294
Ano: 2016
ISBN: 9788576865353
Onde Comprar: Amazon - Saraiva 

Sinopse: Uma história comovente, recheada de drama, suspense e romance. Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho... Com esta história intensa e apaixonante, Ana Beatriz Brandão vai emocionar e surpreender o leitor, provando que é uma jovem autora que tem muito a dizer..

[Resenha] Sra. Poe - Lynn Cullen

09:04

Título: Sra. Poe
Autor: Lynn Cullen
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 400
Ano: 2016
ISBN: 9788528618457
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: 1845: O Corvo, de Edgar Allan Poe, alcança os padrões de perfeição literária e está no auge da moda – sucesso com o qual uma poetisa esforçada como Frances Osgood só pode sonhar. Apesar de não ser grande fã dos escritos de Poe, ela vê com entusiasmo a chance de conhecê-lo e, em um sarau literário, fica atraída por sua magnética presença – e pela surpreendente revelação de que ele admira o seu trabalho. Flerte e sedução culminam em um romance proibido. Mas quando a frágil mulher de Edgar insiste em se tornar amiga de Frances, o relacionamento se torna tão ambíguo e tortuoso quanto um dos contos de Poe. Inspirado na vida e na escrita de Poe e Osgood, e baseado em autênticos detalhes históricos, Sra. Poe é uma história de tragédia e perda envolta em uma aura de paixão e vitalidade.

Resenha: Estamos no ano de 1845, em pleno inverno na cidade de Nova York, onde Edgar Allan Poe está fazendo sucesso com a sua famosa obra "O Corvo". Nesse mesmo período e compartilhando a mesma sociedade, temos Frances Osgood, uma escritora de poemas e histórias infantis, que conta a sua história, um tanto quanto triste.

"Defrontada com más notícias, a maioria das mulheres de minha posição social pode dar-se ao luxo de desabar no sofá, deixar a xícara de porcelana escorregar entre os dedos e espatifar-se no tapete, o cabelo soltar-se elegantemente dos grampos, e as quatorze anáguas engomadas amassarem em um triturar aveludado." p. 15.

Frances Osgood, foi abandonada pelo marido mulherengo e posteriormente acolhida por sua amiga Eliza Bartlett, juntamente com as suas filhas Vinnie e Ellen. Frances de forma direte discorre sobre as dificuldades enfrentadas por uma mulher abandonada e que tenta sobreviver nesse mundo machista, onde a sociedade quer saber apenas de histórias macabras.

"Ele deixou seu lindo e terrível olhar recair sobre mim. Por mais desconfortável que me sentisse, recusei-me a desviar o olhar." p. 41.

A autora, além de todas as dificuldades que enfrenta, é pouco conhecida, até que em certo momento conhece Poe em uma roda de conversa com escritores e grandes pensadores da época, porém algo acontece, Fanny apaixona-se por Poe. Para complicar a situação, a Sra. Poe se coloca como um obstáculo. Virginia Poe enfrenta problemas na saúde, como complicações no pulmão, o que a coloca como vítima na história.

"Apenas nossos passos e o farfalhar de minhas saias quebraram o silêncio enquanto caminhávamos para o próximo quadro." p. 125.

Durante a leitura, percebemos que Poe torna-se um grande fã dos poemas e Frances, admiração essa que acaba por iniciar um amizade entre ambos. Essa relação passa a ser vista por pessoas próximas de forma negativa, mas, na verdade a conexão entre Poe e Frances vai além da amizade, criando laços de amor. A autora Frances Osgood passa então a viver esse sonho de amor e Poe além do sentimento de amor por Fanny, vê nela uma confidente e companheira.

Opinião: Sra. Poe traz um retrato de Edgar Allan Poe em sua fase áurea, além é claro de o descrever através de relatos de pessoas que o conheceram na época e trata-se ainda de uma visão romântica do mesmo. 
Lynn Cullen nos proporciona uma viagem no tempo, onde conhecemos a alta sociedade de época, repleta de glamour e requinte, mas ao mesmo tempo nos apresenta uma atmosfera sombria, onde a mulher estava presa aos princípios morais e subjugada ao machismo inerente da época.
Outro ponto positivo são as descrições feitas pela autora, que se mostrou rica em detalhes. Os personagens foram bem trabalhados, inclusive diversos realmente existiram. A narrativa fluiu muito bem e Lynn Cullen em diversos momentos nos deixa apreensivos e curiosos sobre o que vai acontecer com Poe e Frances. 
A Bertrand Brasil fez uma edição muito bonita, com orelhas, folhas amareladas, fontes confortável e título em alto relevo. A editora está de parabéns. Recomendo o livro para todos que querem saber um pouco mais sobre Edgar Allan Poe e a alta sociedade de Nova York dos anos de 1845.

30/08/16

1001 livros para ler antes de morrer (publicados nos anos 1800)

18:49

Vamos para a segunda parte dessa série:

Razão e sensibilidade 
Jane Austen
1811



Pode conter spoiler:
Quando Mr. Dashwood morre, sua propriedade - Norland Park – passa diretamente para John, seu único filho, do primeiro casamento. Sua segunda esposa, Mrs. Dashwood, e as três filhas, Elinor, Marianne e Margaret, são deixadas apenas com uma pequena pensão.
Em seu leito de morte, Mr. Dashwood tinha obtido a promessa de John, no sentido de prover suas irmãs, mas a esposa de John, Fanny, persuade-o a quebrar sua promessa e a não sustentar mais suas cunhadas. John e Fanny se mudam para Norland imediatamente após a morte do pai, e tomam conta da propriedade. As mulheres Dashwood, sentindo-se estranhas em seu antigo lar, procuram um novo lugar para morar, dentro de seus poucos recursos.
O irmão de Fanny, Edward Ferrars, um amável, modesto, inteligente, mas reservado jovem, vem a Norland para uma visita; ele e Elinor ficam claramente atraídos um pelo outro, e Mrs. Dashwood tem esperança de que os dois venham a casar. Fanny insiste em deixar claro, porém, que sua mãe, Mrs. Ferrars, uma ponderosa viúva, quer o filho casado com uma mulher de alta classe; Mrs. Dashwood, indignada com a situação, resolve se mudar o quanto antes. Apesar do interesse de Edward por Elinor, seu comportamento reservado dificulta a clareza de suas intenções. Elinor desencoraja a esperança de sua família naquele casamento, apesar de, em seu coração, ter secretamente a esperança de realizá-lo.

Um dos primos de Mrs. Dashwood, o poderoso Sir John Middleton, oferece a elas uma pequena casa em sua propriedade de Devonshire, Barton Park, e Mrs. Dashwood decide aceitar. Ela e as filhas não conseguem deixar de comparar sua antiga Norland com a propriedade atual, mas procuram fazer o melhor que podem com a nova casa. Elas são bem recebidas por Sir John, que insite em lhes oferecer jantares e convivência social com a família, frequentemente, em sua grande casa em Barton Park. Ao lado de Sir John, estão sua reservadea e insípida esposa e sua sogra, Mrs. Jennings, uma viúva rica e um tanto vulgar que, com seu bom-humor e espírito brincalhão imediatamente decide encontrar maridos para as senhoritas Dashwood.
Enquanto visitam Sir John, as Dashwoods conhecem um velho amigo, o reservado, sério, mas gentil Coronel Brandon, que fica atraído por Marianne, e Mrs. Jennings percebe-o.
Marianne não se agrada da ideia, por considerer o Coronel Brandon, aos 35 anos, um velho incapaz de se apaixonar, ou inspirar amor em alguém.

Durante uma caminhada Marianne, ao fugir da chuva, cai e machuca seu tornozelo. Repentinamente, um belo rapaz, John Willoughby, que estava visitando sua tia, Mrs. Smith, e passava por perto, vê o acidente e carrega Marianne até sua casa, adquirindo sua admiração mediante o bom gosto, romantismo, e seu conhecimento de poesia e arte. Willoughby surge exatamente como o oposto do quieto e reservado Brandon. Ele passa a visitar Marianne diariamente, e Elinor e Mrs. Dashwood suspeitam que os dois estão secretamente compromissados.
Elinor preocupa-se com a atitude precipitada e descuidada de Marianne em presença de Willoughby e a previne, mas Marianne recusa a esconder suas emoções, acreditando na sinceridade. Durante um picnic, Willoughby e Marianne separam-se dos outros e vão até a propriedade de Willoughby, e Elinor fica surpresa e preocupada pelo fato de a irmã ir sozinha visitar uma casa em que a proprietária, Mrs Smith, lhe é uma desconhecida.
No dia seguinte, Mrs Dashwood e Elinor encontram Marianne desesperada após a visita de Willoughby; ele informara que sua tia o estava mandando para Londres, a negócios, e que não mais retornaria para Barton Park.
Edward Ferrars faz uma breve visita às Dashwoods em Barton, mas se mostra infeliz e Elinor teme que ele não tenha sentimentos por ela. Anne e Lucy Steele, duas primas um tanto vulgares e incultas de Lady Middleton, vêm passar uns dias em Barton Park. Lucy conta em segredo para Elinor sobre um compromisso que tem há tempos com Edward. Apesar de inicialmente Elinor reprovar Edward por provocar sua afeição sem estar livre para isso, ela percebe que o envolvimento com Lucy foi juvenil, e talvez possa ter sido um engano, e acredita que Edward não ame Lucy, mas não possa quebrar o compromisso assumido. Elinor esconde seu desapontamento, e fica difícil ouvir os desabafos de Lucy sem poder ser sincera em seu amor por Edward.
Elinor e Marianne vão, durante o inverno, à casa de Mrs. Jennings, em Londres. Marianne escreve uma série de cartas para Willoughby, e ele posteriormente escreve a ela, devolvendo sua mecha de cabelo e informando de seu compromisso com Miss Grey, uma rica mulher com £50,000 (equivalente a £1.7 milhões atualmente). Marianne fica arrasada, e admite para Elinor que ela e Willoughby nunca tiveram realmente um compromisso, mas que ela o amava e acreditava que ele a amava também.
Após a verdade sobre Willoughby, Coronel Brandon conta a Elinor que Willoughby havia seduzido sua protegida de 15 anos, Eliza Williams, e a abandonara quando ela ficara grávida. Brandon tivera um caso de amor com a mãe de Miss Williams, uma mulher que se assemelhava a Marianne, e cuja vida fora destruída por um casamento arranjado com o irmão do coronel.

Fanny Dashwood, que também está em Londres para a temporada, convence seu marido a não convidar as Dashwood para ficar em sua casa; ao invés disso convida as duas irmãs Steele. Lucy Steele se mostra arrogante, mas quando Mrs. Ferrars descobre seu envolvimento com Edward, fica furiosa enquanto Fanny expulsa as Misses Steele. Mrs. Ferrars ameaça deserdar Edward caso não rompa o compromisso, e esse, acreditando ser desonroso quebrá-lo, é deserdado em favor de seu irmão, Robert. Elinor e Marianne ficam pesarosas por Edward, pelo fato de estar casando com alguém que não ama.
O plano de Edward é se tornar pároco e o Coronel Brandon, sabendo de suas intenções e temendo sua ruína mediante tal casamento, consulta Elinor, questionando se deve ou não ajudá-lo a conseguir a paróquia, pois acredita que ele não tem meios para sustentar a esposa, após ser deserdado. Elinor conhece o irmão de Edward, Robert, e fica chocada ao perceber sua indiferença sobre o fato de Edward ter sido deserdado.
Após o inverno, as irmãs voltam para Barton através de Cleveland, a terra do genro de Mrs.Jennings, Mr. Palmer. Deprimida e desesperada pelo abandono de Willoughby, Marianne negligencia sua saúde e fica bastante doente. Sabendo da seriedade da doença, Willoughby procura Elinor e conta estar realmente apaixonado por Marianne, mas desde que foi deserdado devido ao relacionamento com Miss Williams, decidiu casar com a rica Miss Grey.
Elinor conta a Marianne sobre a visita de Willoughby, e Marianne admite que não seria feliz com tal casamento. Marianne também reconhece que sua doença foi fruto de sua excessiva sensibilidade e que desejara morrer, e agora seguiria o modelo de bom senso de Elinor.
A família acredita que Lucy já está casada com Edward; entretanto, no dia seguinte, Edward chega e revela que seu irmão, Robert Ferrars, é que casara com Lucy; dessa forma, pudera quebrar o antigo compromisso e estava livre. Edward pede a Elinor que se case com ele, e ela aceita. Edward se reconcilia com sua mãe, que o ajuda financeiramente, assim como com sua irmã Fanny. Edward e Elinor se casam e se mudam para Delaford.
A patronesse de Mr. Willoughby lhe dá sua herança, mediante o prudente casamento.
Nos próximos dois anos, Mrs. Dashwood, Marianne, e Margaret ficam mais tempo em Delaford. Marianne amadurece e, aos 19, decide casar com o Coronel Brandon, então com 37 anos. Apesar da rejeição inicial, a gratidão e respeito que adquiriu pelo Coronel se transformaram em amor. A casa do Coronel é perto da casa de Elinor e Edward, e as duas irmãs podem, então, se visitar regularmente.

Orgulho e Preconceito 
Jane Austen
1813



Pode conter spoiler:
No início do romance, Mr. Bingley, um jovem e saudável cavalheiro, aluga uma propriedade no campo chamada Netherfield, perto dos Bennet. Ele chega à cidade acompanhado de sua irmã, Caroline Bingley, e de um amigo, Mr. Darcy. Enquanto Bingley é bem recebido pela comunidade, Darcy mantém uma postura mais distante e desconfiada com relação às pessoas do campo. Bingley e Jane Bennet iniciam um relacionamento, a despeito das interferências inadequadas e embaraçosas de Mrs. Bennet e da oposição da irmã de Bingley, que considera Jane socialmente inferior. Enquanto isso, Elizabeth é “ferida” pela rejeição de Darcy durante uma dança local, e decide rebater a indiferença dele com sua perspicácia e espirituosidade.
Elizabeth começa, por sua vez, uma amizade com Mr. Wickham, um oficial que tem animosidades com Darcy. Wickham conta a ela que foi maltratado pelo mesmo, e Elizabeth imediatamente soma tais informações entre os motivos de seu ódio a Darcy. Ironicamente, mas sem o conhecimento dela, Darcy começa a se interessar, aos poucos, por Elizabeth.
Quando Bingley parece resolvido a propor casamento a Jane, ele deixa repentinamente Netherfield, deixando Jane confusa e desapontada. Elizabeth se convence de que a irmã de Bingley e Darcy conspiraram para separar os dois apaixonados.
Após a partida de Bingley, Mr. Collins, o primo das Bennet que herdará Longbourn, chega e fica um tempo com os Bennets; ele é um clérigo apadrinhado de Lady Catherine de Bourgh, tia de Darcy, e além de ter vindo visitar sua patronesse, vem escolher, entre as irmãs Bennet, uma esposa. Mr. Bennet e Elizabeth não aprovam o seu comportamento egoísta e pedante; Collins se interessa por Jane, mas quando sabe de suas pretensões por Bingley, se volta para Elizabeth, a quem propõe casamento. Elizabeth o rejeita, para desgosto da inadequada Mrs. Bennet. Collins, então, propõe casamento para a amiga íntima de Elizabeth, Charlotte Lucas, que aceita.

Na primavera, Elizabeth acompanha Charlotte e seu primo à paróquia de Kent, que é vizinha de Rosings Park, a grande mansão da tia de Mr. Darcy, Lady Catherine de Bourgh. Ao visitar Lady Catherine, Mr. Darcy encontra Elizabeth, e ela acaba descobrindo que ele foi a causa da separação de Bingley e Jane. Depois, Darcy admite seu amor por Elizabeth e se declara, mas essa o recusa, sob a alegação de ele ter separado sua irmã de Bingley.
Mediante a veemência das acusações de Elizabeth, Darcy lhe escreve uma carta, justificando suas ações. A carta revela, também, que Wickham dissipara seus bens, os quais o pai de Darcy concedera, e depois o acusara. Para se vingar da família de Darcy, Wickham seduzira sua jovem irmã Georgiana—para ganhar sua mão e a fortuna, persuadindo-a a fugir com ele—e depois a abandonara. Sobre Bingley e Jane, Darcy justifica suas ações sob a alegação de que Jane não parecia demonstrar reciprocidade no relacionamento com Bingley.
Darcy admite antevir desvantagens na ligação com a família de Elizabeth, especialmente com sua embaraçosa mãe e suas jovens irmãs. Após ler a carta, Elizabeth admite não depositar muita credibilidade nas ações de Wickham, e que suas primeiras impressões sobre Darcy podem não estar certas, e retorna para casa.
Alguns meses mais tarde, durante um passeio por Derbyshire com seus tios, Elizabeth visita Pemberley, a casa de Darcy. A caseira de Darcy, uma velha senhora que o criou desde a infância, presenteia Elizabeth e seus parentes com uma impressão benevolente e correta do caráter de Darcy. Inesperadamente, ele chega e trata Elizabeth e seus parentes com cordialidade, apresentando sua irmã Georgiana.
As relações entre Elizabeth e Darcy são interrompidas quando Lydia, a jovem irmã de Elizabeth, foge com Wickham que, na verdade, não tem planos de casar com ela. Tal fato pode significar a ruína da família dos Bennet. Sob a intervenção do tio de Elizabeth, porém, Lydia e Wickham se casam, e após o casamento, visitam Longbourn. Enquanto conversa com Elizabeth, Lydia comenta a presença de Darcy em seu casamento e, surpresa, Elizabeth acaba descobrindo que o verdadeiro responsável pelo casamento e pela salvação da honra de sua família foi Darcy.
Algum tempo depois, Bingley e Darcy retornam, Bingley propõe casamento a Jane, e há rumores de que Darcy proporá casamento a Elizabeth. Lady Catherine vai até Longbourn e confronta Elizabeth, ameaçando-a para que não aceite a proposta de Darcy. Elizabeth recusa obedecê-la e, quando Darcy a visita e lhe propõe casamento, ela aceita.
No capítulo final, o livro estabelece Elizabeth e Darcy em Pemberley, e Jane e Bingley em Netherfield. Elizabeth e Jane ajudam e incentivam Kitty a adquirir graça social e ensinam Mary a aceitar a diferença entre ela e suas irmãs, que são mais belas, ocupando-se de outras atividades. Em Pemberley, Elizabeth e Georgiana se tornam amigas. Lady Catherine fica irritada com o casamento do sobrinho Darcy, mas acaba, finalmente, aceitando.

Mansfield Park 
Jane Austen
1814



Na literatura, esperamos que o herói seja vigoroso, tenha um espírito aventureiro, audácia, bravura, capacidade de superação e uma pitada de imprudência. Ele deve ser ativo, enfrentar obstáculos e afirmar a própria energia. Fanny Price, a heroína de Mansfield Park, é o oposto de tudo isso.

Frágil, tímida, insegura e excessivamente vulnerável, a pequena Fanny deixa a casa dos pais pobres para morar com os tios mais afortunados em Mansfield Park. Lá, convive com diversos familiares, mas se aproxima apenas do primo Edmund, seu companheiro inseparável. A tranquilidade de casa, no entanto, é abalada com a chegada dos irmãos Mary e Henry Crawford em uma propriedade vizinha. Edmund se apaixona por ela, enquanto Henry flerta com todas as moças. 
Mansfield Park é o romance que marca a maturidade de Jane Austen. Apresenta um tom mais contido, sardônico, em comparação com obras idealizadas antes, como Orgulho e preconceito e Razão e sensibilidade. Aqui, mais consciente dos verdadeiros males e sofrimentos inerentes à vida em sociedade, uma das maiores autoras da língua inglesa enaltece, na figura de Fanny, a imobilidade, a solidez, a permanência e a resignação.



Emma
Jane Austen
1816



Pode conter spoiler:

Emma Woodhouse, aos 20 anos, é uma bela e privilegiada mulher inglesa, que vive na propriedade fictícia de Hartfield, em Surrey, na vila de Highbury, com seu pai, um hipocondríaco. O amigo e único critico de Emma, o gentil George Knightley, é seu vizinho no condado de Donwell, e irmão do marido de sua irmã mais velha, Isabella.
Quando o romance inicia, Emma está justamente presenciando o enlace de Miss Taylor, sua melhor amiga e antiga governanta, com Mr. Weston, casamento esse que foi possibilitado pela ação de Emma, o que a leva a tomar a decisão de manipular a vida das pessoas com a função de planejar e promover aproximações e casamentos.
A despeito das advertências de Mr. Knightley, Emma exerce indiscriminadamente sua função de “casamenteira”, e tenta aproximar sua nova amiga Harriet Smith, uma doce, mas não muito brilhante adolescente de 17 anos, de Mr. Elton, o pároco local. Emma tenta convencer Mr. Elton, aos poucos, de que as constantes atenções são resultantes da atração e do amor crescente que Harriet lhe dispensa. Sente, porém, que vários eventos podem atrapalhar seus planos, e assim persuade Harriet a recusar uma vantajosa proposta de casamento, com o gentil e jovem fazendeiro Mr. Martin, que Emma decide não ser adequado para Harriet, convencendo-a a rejeitá-lo.
Mediante as várias atenções dispensadas por Emma para com Mr. Elton, na tentativa de influenciá-lo para o casamento com Harriet, e sendo ele desejoso de galgar posições sociais, propõe casamento para Emma, enganado pelas evidências. Emma, surpresa ante o ocorrido, revela que o imaginava atraído por Harriet, com quem Mr. Elton rejeita a ideia de casar, pois a considera socialmente inferior. Após rejeitar, ela mesma, Mr. Elton, Harriet fica decepcionada, e Emma tenta convencê-la de que Mr. Elton é indigno dela. Mr. Elton revela-se cada vez mais arrogante e pomposo, e retorna posteriormente para Bath com uma vulgar, mas rica esposa, que começa a fazer parte do círculo social local.
Um interessante acontecimento é a chegada, nas proximidades, de Frank Churchill, filho de Mr. Weston; Emma nunca o encontrara, mas fica interessada em conhecê-lo.
Outras personagens são a órfã Jane Fairfax, a reservada, bela e elegante sobrinha da falante Miss Bates, uma solteirona bem-relacionada, mas muito pobre.
Emma tenta relacionar-se, ela mesma, com Frank, pois acredita que eles fazem um “lindo par”. Posteriormente, descobre que Jane e Frank estavam secretamente compromissados, e que a atenção que ele lhe dava era para disfarçar seu relacionamento clandestino com Jane.
Quando, porém, Harriet confidencia que pensa em Mr. Knightley com amor, o ciúme faz com que Emma perceba em si mesma o amor por ele. Ele a ama por longo tempo, e após o relacionamento de Jane e Frank ser revelado, Mr. Knightley propõe casamento a Emma, que aceita.
Eventualmente, Harriet se reconcilia com o jovem fazendeiro Mr. Martin, e eles casam. Jane e Emma se reconciliam antes de Jane e Frank irem para Yorkshire. Finalmente, Emma e Mr. Knightley decidem que, após o casamento, vão viver com o pai de Emma em Hartfield, ao invés de morar na propriedade de Knightley, em Donwell.

Frankenstein
Mary Wollstonecraft Shelley
1818  


Pode conter spoiler:
O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para sua irmã enquanto ele está ao comando de uma expedição náutica que busca achar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar se congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando em um trenó puxado por cães. A seguir o mar se agita, liberando o navio, e em uma balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas a irmã. A história do capitão Walton é chamada de narrativa moldura (às vezes também narrativa quadro), onde uma história contém outra.
Victor Frankenstein começa contando de sua infância em Genebra como filho de um aristocrata suíço e adolescência como estudante autodidata dedicado e talentoso. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais, e acaba estudando livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando seus pais enviam-no para estudar na Universidade de Ingolstadt, na Alemanha. Porém, antes da partida sua mãe vem a falecer.
Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda febrilmente e acaba encontrando o segredo da geração da vida, o qual se recusa a detalhar ao seu interlocutor, o capitão Walton.
Frankenstein então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado por seu amigo Clerval, que viera a Ingolstadt estudar. Exausto, sucumbe à febre, sendo cuidado por seu amigo pelos meses seguintes, até seu restabelecimento.
Victor Frankenstein recebe uma carta de seu pai relatando o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo a sua volta. Ao chegar em Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada a morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a se sentir culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passaram a lhe torturar.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o Monte Branco. Durante a subida, é encontrado por sua criatura, que é surpreendentemente articulada e eloquente. O monstro conta sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então eventualmente esconde-se no depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma família pobre de ex-nobres, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia de um pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita espionando as aulas que davam à noiva árabe do irmão, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar a família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o veem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana. A criatura torna-se amargurada e resolve procurar seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos.
Ao chegar em Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas sul-americanas. Caso o cientista se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Extremamente contrariado, Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, partindo com Clerval para a Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na Grã-Bretanha, Frankenstein, após passar por Londres, onde havia os mais recentes avanços das ciências naturais e algumas cidades da Escócia vai para uma das ilhas do árquipelago das Orkneys, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, ele muda de ideia, temendo criar uma raça de monstros que pudesse se virar não só contra ele, mas contra toda a raça humana. Após fazer várias considerações, Frankenstein decide que ele tem que sofrer as conseqüências por seus atos e não a humanidade, destruindo a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura se vingar. Em seguida assassina Clerval. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é inocentado por possuir um forte álibi. Seu pai vem lhe buscar e ambos retornam à Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, fica vigiando a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba morrendo. O capitão Walton então surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein, pranteando seu criador. Ela diz para Walton que não havia mais o que temer pois seus crimes terminaram com a morte de Frankestein,e prometeu ir ao extremo Norte e lá ela cometeria o suicídio trazendo paz aos humanos.

O corcunda de Notre-Dame
Victor Hugo
1831

  
Pode conter spoiler:
Em Paris do século XV, uma jovem cigana, chamada Esmeralda, dança na praça da Catedral de Notre Dame. Sua beleza transtorna o arquidiácono Claudio Frollo, que, perturbado pela beleza da moça e querendo afastar-se dessa tentação, ordena que o disforme Quasímodo, rapte a moça. Esmeralda é salva por um grupo de arqueiros, comandado pelo capitão da guarda Febo de Châteaupers. Quando a cigana reencontra Phoebus, alguns dias mais tarde, ela demonstra todo o amor que passou a dedicar-lhe. Apesar de comprometido com a jovem Flor de Lis, Phoebus fica seduzido pela cigana. Ele marca um encontro com ela em um local fechado mas, quando está chegando a seu objetivo, Frollo aparece e o apunhala.
Acusada de assassinato, Esmeralda não aceita, para escapar do Suplício, se entregar a Frollo. Quando é levada ao átrio da catedral para receber a sua sentença de morte, Quasímodo - que também a ama, porém de forma desinteressada - se apossa dela e a leva para dentro da igreja, onde a lei de abrigo a torna protegida. Quasimodo passa a noite tratando dela.
No entanto, os vagabundos com quem Esmeralda vive vêm libertá-la, investindo contra as entradas da Catedral. Quasímodo faz a defesa sozinho da igreja, lançando pedras, barras de ferro, madeira e chumbo derretido sobre os invasores. Frollo aproveita-se do tumulto formado para fugir com a cigana e tenta seduzi-la. Furioso com sua recusa, ele a entrega às garras de uma velha reclusa do "buraco dos ratos", enterrada por sua vontade nesse buraco no chão e considerada louca. Porém, ao invés de despedaçar Esmeralda, a velha reconhece na cigana sua própria filha e a poupa. Esmeralda não consegue desfrutar de uma paz muito longa; logo em seguida, os guardas da cidade a encontram e ela é encaminhada novamente para a sua execução, na praça da catedral.
Do alto da Igreja de Nossa Senhora, Quasímodo e Frollo assistem à execução. Quasímodo, louco de desespero, atira o padre do alto da torre e desaparece para sempre. Muito tempo depois, ao ser aberto o ossário de Montfaucon, local onde Esmeralda havia sido sepultada, são encontrados dois esqueletos abraçados; um deles, com uma visível deformação da espinha.

Vamos parar por aqui hoje, porque está ficando grande e ainda tem muitas indicações para os próximos dias.
Até mais. 

[Resenha] O Segredo da Caveira de Cristal - Mallery Cálgara

13:29

Título: O Segredo da Caveira de Cristal (Livro #01)
Autor: Mallery Cálgara
Editora: Mundo Uno
Páginas: 326
Ano: 2016
ISBN: 9788567218021
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Os habitantes de Heilland, cansados de décadas de guerra e fome, depositaram todas as suas esperanças no Rei Alphonsus, que governava com justiça e bondade. As esperanças cresceram com a notícia de que a Rainha Arápia estava grávida de gêmeos, embora muitos, no castelo, assegurassem que uma nova guerra estava sendo travada no ventre da soberana. Os gêmeos nasceram e, com o passar do tempo, Heilland compreendeu que havia um novo inimigo, ainda mais implacável: o sombrio futuro Rei. Dor, ódio, sangue, traição e mortes passaram a fazer parte da rotina do castelo, restando ao mago Mongho e à futura Rainha Driadh a perigosa busca por respostas!

Resenha: Esse é o primeiro livro que a Saga Literária recebe em parceria com a Editora Mundo Uno. Durante a leitura tomamos conhecimento de uma guerra iniciada pelo cruel príncipe conhecido como Sulco, um homem que se mostra capaz de cometer atrocidades, mesmo contra a sua família. Sulco vagava pela terra, levando a morte e desesperado por onde passava.

"Quando Záyrha era pequena, ouvia Erha que, sentada no palanque, contava para as crianças as histórias de como as guerras haviam assolado os reinos." p. 17. 

Durante sua trajetória Sulco tornava-se mais forte, mais poderosos, porém um poderoso mago estava em seguindo sua trilha de destruição, Mongho, estava juntando forças e esperando o momento certo para colocar seu plano em ação, para isso, conta com o apoio de Driadh, uma poderosa bruxa, mãe dos filhos gêmeos do rei.

Sulco foi o primeiro a nascer, cresceu pensando que seria o sucessor do Reino de Heilland, mas na última hora, devido uma previsão, o Rei Alphonsus passa a coroa para Heian, irmão de Sulco, o que gera uma fúria incontrolável no irmão que nasceu primeiro. Desse ponto em diante, o irmão que perdeu o trono, começa a elaborar um plano para se vingar, começando por eliminar "seus inimigos" de diversas formas imagináveis.

"Em frente à sala do trono, o desespero de Mongho aumentou quando foi impedido de entrar. Descontrolado, gritava e empurrava os guardas que o seguraram por tentar invadir a sala." p. 59.

No decorrer da leitura vemos as personalidades dos irmãos gêmeos, filhos do Rei Alphonsus. De um lado temos Heian, que se mostra amável e gentil, do outro Sulco, completamente o oposto, se mostrando arrogante, ambicioso e mau. Sulco então planeja utilizar-se das caveiras de cristal, que contem o poder dos elementos para se tornar o imperador do mundo.

"A vida tem seus altos e baixos, e nãos seria diferente com a família real de Heilland. A tragédia durante o nascimento do herdeiro de Heian fez os longos meses de felicidade serem substituídos por uma espessa nuvem de tristeza." p. 147.

Durante a história que se passa em um mundo medieval, por volta do ano 1160, Malley nos apresenta seis reinos e suas peculiaridades. São eles os reinos: Malecs, Vulcans, Heilland, Hurgans, Drutdas e Menfhis.

Opinião: A autora criou um enredo rico em detalhes, com uma trama envolvente e inteligente. Malley nos apresente cenários, lendas e personagens que surpreendem. A narrativa é realizada em terceira pessoa e a leitura fluiu muito bem, instigando o leitor a querer saber mais sobre os desdobramentos.
Gostei muito desse mundo criado pela autora, uma fantasia ambientada em um mundo medieval, cheio de mistérios, aventuras e magia. Deu para perceber que a autora escreveu a obra com muito carinho. O final é surpreendente.
Aguardo ansiosa pelo próximo volume e desde já recomendo a leitura de O Segredo da Caveira de Cristal. A Mundo Uno está de parabéns pelo trabalho realizado. O livro está bonito, a diagramação muito boa, possuindo mapa, folhas amareladas, orelhas e fontes confortáveis.

Por Mayara Frossard

@sagaliteraria

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