08/07/2016

[RESENHA #84] LE CHEVALIER E A EXPOSIÇÃO UNIVERSAL - A. Z. CORDENONSI

Título: Le Chevalier e a Exposição Universal
Autor: A. Z. Cordenonsi
Editora: Avec
Páginas: 192
Ano: 2015
ISBN: 9788567901077
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: O ano é o de 1867 e Paris prepara-se para celebrar a Exposição Universal, consolidando-se como a capital do mundo moderno!

Impulsionada pela tecnologia a vapor do professeur Verne, Paris se tornou o epicentro de uma renovada Europa. Ferro, fumaça e óleo lubrificam o caminho do Império Francês enquanto drozdes mecânicos saltitam entre a multidão. Mas uma ameaça paira sobre a cabeça de Napoleão! Em uma guerra de apenas sete semanas, a Prússia derrota a Áustria e lança seus olhos cobiçosos sobre a rica e aristocrática França. Dos campos de batalha para os becos sujos da capital, dos jantares nababescos a catacumbas infestadas de ratos, assassinos e chantagistas se espalham no submundo da espionagem internacional.

Mergulhado nas trevas, o Bureau convoca o seu melhor homem: Um espião sem passado. Sem nome. A serviço da sua Majestade, ele é conhecido apenas como: Le Chevalier!

Resenha:
 Em "Le Chevalier e a Exposição Universal" somos levados para Paris do ano de 1867, onde está ocorrendo uma Exposição Universal, evento onde os são apresentadas as principais novidades tecnológicas e também o lado cultural para o resto do mundo. Esse evento é realizado pelo imperador Napoleão III, que pretende aumentar a influência da França como império.

"Um sorriso malvado surgiu entre seus lábios finos e, com um salto atlético, ele alcançou o pequeno drozde coruja, que piava desesperado, sem entender o que estava acontecendo. Ele acariciou lentamente o pequeno artefato de cobre, como se o acalmasse da perda do amo." p. 15.

A história começa com um assassinato no campo de marte, lá um agente do Buraeu foi surpreendido e ficou sem tempo para reagir com isso foi morto, além disso o seu drozde (um pequeno companheiro autômato) foi completamente destruído. Diante do acontecimento, entra em cena Le Chevalier e seu parceiro Persa (proveniente da Tunísia).

"- Imperador - exclamou Le Chevalier com uma mensura, ignorando os olhares feios que Persa trocava com o arauto antes de entregar-lhe a cartola e a bengala." p. 45.

Le Chevalier é um espião francês, um cavalheiro muito inteligente, sofisticado, educado e muito bom no combate, mesmo contra vários adversários ao mesmo tempo. Persa é o fiel escudeiro, um homem de personalidade forte e que não leva desaforos para casa.
Os parceiros estavam afastados do cenário político devido algo que aconteceu na América, contudo, devido o acontecimento na "Exposição Universal" e a complexidade da tarefa, o Major Volois não atende aos conselhos do Comissário Simonte e, com isso Le Chevalier juntamente com o seu companheiro Persa, vão precisar fazer um grande esforço e correr contra o tempo, para assim descobrir quem assassinou o agente do Bureau.

"Nossas lei são extremamente... conservadoras em vários aspectos - disse, com os dentes fechados como se tivesse acabado de engolir o que realmente lhe passava pela cabeça." p. 69.

Opinião: O autor criou um enredo maravilhoso, conduzindo a história de forma muito positiva. A história é repleta de investigações e espionagens, o que me lembrou um pouco de Sherlock Holmes. Além disso, existe todo um trato, uma dimensão política na obra, onde tomamos conhecimento dos egos das potências mundiais e a situação diplomática.
A obra é steampunk, um subgênero da ficção científica, trata-se de uma ficção especulativa, além disso é uma obra de bastante qualidade e nacional. Um ponto que achei muito positivo foram as descrições de Paris, onde foi criado um cenário consistente e ao mesmo tempo complexo, mas que por outro lado, o autor conseguiu me passar uma sensação de familiaridade. Outro ponto positivo durante a leitura foi a inserção de fatos históricos e personagens ilustres.
Como ponto negativo, fiquei com a sensação de que o desenvolvimento dos personagens poderia ter sido mais trabalhado, aprofundado, pois com o passar do tempo, eles vão perdendo força. A obra possui uma escrita fluída, inteligente, leve e humorada. Fiquei ansioso para ler a continuação, super recomendo.

A Avec fez um lindo trabalho gráfico, muito caprichado, com folhas amareladas e grossas, com mapa e ilustrações mostrando os personagens, a edição possui orelhas e uma capa muito atrativa.
Steampunk é um subgênero da ficção científica ou especulativa, ganhou fama no final dos anos 80 e início dos anos 90, são obras ambientas no passado, quando avanços tecnológicos aconteceram mais cedo que na história de fato.

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