[RESENHA #87] O CAVALEIRO DE RUBI - DAVID EDDINGS - Saga Literária

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terça-feira, julho 12, 2016

[RESENHA #87] O CAVALEIRO DE RUBI - DAVID EDDINGS

Título: O Cavaleiro de Rubi
Autor: David Eddings
Editora: Aleph
Páginas: 376
Ano: 2016
ISBN: 9788576572879
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Continuando as aventuras iniciadas em O trono de diamante, David Eddings mergulha o leitor no rico e surpreendentemente universo de Elenia, onde o mal-humorado e controverso Sir Sparhawk continua sua corrida contra o tempo atrás do artefato que irá salvar sua rainha. Enquanto Sparhawk segue numa épica jornada com seus amigos, forças ancestrais desse e de outro mundo seguem tramando contra o Campeão da Rainha e seus aliados. O cerco em torno dos heróis vai se fechando cada vez mais, e a rainha pode não ser a única a precisar de salvação.

Resenha: Em O Cavaleiro de Rubi, já no prólogo, conhecemos um pouco da história dos ancestrais de Sparhawk e da princesa Ehlana, quando sabemos como foi o encontro das duas famílias e a formação de uma ligação forte entre elas.

A trama parte de onde terminou o livro anterior, quando após surgirem pistas de como curar a Rainha aprisionada no diamante, o autor cria uma missão que nos leva em uma viagem épica, para um mundo vasto, desconhecido e remoto. Todo a história cobre a busca pelo artefato Bhelliom, porém a localização deste é um mistério, pois está perdido faz séculos.

"Já passava muito da meia-noite, e um denso nevoiero havia se esgueirado a partir do rio Cimmura para se misturar com a fumaça da lenha que saía dos milhares de chaminés, embaçando as ruas quase desertas da cidade." p. 21.

Durante a história, vamos acompanhar a comitiva de Sparhawk percorrer diversos locais do continente Eosia, seguindo várias pistas, algumas falsas e outras que se mostram verdadeiras, enfrentando armadilhas, monstros, exércitos e feitiços, tudo isso para encontrar o artefato que poderá salvar a rainha.

No decorrer da trama o sobrenatural fica mais ameaçador do que já era em O Trono de Diamante e com isso, torna-se um elemento importante, pois aparece a figura do Rastreador, com o seu manto negro, uma espécie de Gollum, sendo o responsável por esculpir a joia mágica em formato de rosa. Enquanto a comitiva parte em busca da joia, Eosia continua sofrendo com intrigas políticas e religiosas. 

"Ele viu um movimento nas sombras e parou, sua mão indo em direção à espada enquanto perscrutava a escuridão. Então ele viu um par de olhos brilhantes e esverdeados que refletiam a luz do fogo." p. 199.

Vamos acompanhando a comitiva por Eosia, os seus feitos e escolhas, a fama do grupo vai aumentando e Sir Sparhawk começa a colher frutos, pois os soldados da igreja saem em busca do artefado que poderá salvar a Rainha, bem como todos os seres vivos desse mundo. A partir desse momento, somos levados para um local onde os mistérios começam a ser revelados de maneira incrível.

Opinião: David Eddings é um verdadeiro contador de histórias, durante a leitura de suas duas obras lançadas pela Aleph pude notar uma certa pitada de Tolkien e George R. R. Martin, pois as histórias são repletas de aventuras, magia, combates e intrigas políticas.
Em O Cavaleiro Rubi, o autor nos levou a conhecer mais desse mundo fantástico de Eosia, onde diversos monstros estão presentes. O autor traz diálogos fluídos, momentos de humor, batalhas sangrentas. Os personagens foram bem trabalhados, são cativantes. Gostei muito dessa ambientação medieval, da jogada do autor de trabalhar com deuses e os conflitos existente entre eles.

Assim como no livro anterior, a narrativa ocorre em terceira pessoa e de forma linear. Existe uma divisão no livro que é feita em três partes, sendo: Lago RanderaGhasek e A Caverna do Troll, por outro lado, apesar dessa divisão, os capítulos são relativamente curtos, o que facilita a leitura.

Como ponto negativo, gostaria que o autor fosse um pouco mais objetivo ao contar a história. As dificuldades vividas pelos personagens me deram a impressão de terem sido relativamente fáceis.
Recomendo a leitura aos fãs de fantasia e também para aqueles que querem iniciar uma jornada nesse gênero, pois as obras de David Eddings fogem da mesmice, a história é coerente, os personagens são carismáticos e particularmente foi uma leitura agradável.
Editora Aleph fez um lindo trabalho em O Cavaleiro de Rubi, o livro está lindo, mais belo que o anterior, novamente existem mapas para auxiliar o leitor, a diagramação está muito boa, essa edição vem ainda com orelhas e prefácio.

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