[CRÍTICA #10] [GRANDES BIOGRAFIAS NO CINEMA #06 | O DIÁRIO DE ANNE FRANK - ANNE FRANK - Saga Literária

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sexta-feira, outubro 07, 2016

[CRÍTICA #10] [GRANDES BIOGRAFIAS NO CINEMA #06 | O DIÁRIO DE ANNE FRANK - ANNE FRANK


Título: O Diário de Anne Frank - Anne Frank
Autor: Cássio Starling Carlos
Editora: Coleções Folha (Folha de S. Paulo)
Páginas: 44
Ano: 2016
ISBN: 9788581933641
Onde Comprar: Coleções Folha - Livraria Folha

Produção: Inglaterra, 2009, Colorido, 150 min.
Estrelando: Ellie Kendrick
Direção: Jon Jones
Áudio original: Inglês
Legenda: Português

Livro com a biografia de Anne Frank, a cronologia da época e a apresentação do filme, do elenco e do diretor, em meio a fotos da produção.

Sinopse: Amsterdã, 1942. Os nazistas intensificam a perseguição aos judeus em toda a Europa e aos que não conseguiram fugir a tempo só resta a possibilidade de viver em segredo. Os Frank se escondem no sótão do prédio onde funciona a empresa que até há pouco era do pai e são ajudados por alguns funcionários. A filha mais nova, Anne Frank, registra o cotidiano de muitos medos e algumas alegrias no diário que ganha no aniversário de 13 anos. A chegada dos Van Daan e do senhor Dussel ao espaço limitado aumenta as tensões, mas a presença de Peter traz também um pouco de afeto. A produção britânica de 2009 reconstitui com fidelidade o texto de "O Diário de Anne Frank". A jovem atriz Ellie Kendrick interpreta, com um equilíbrio perfeito de fragilidade e petulância, a menina que morreu aos 15 anos em um campo de concentração.

Resenha: 
O livro é uma obra do crítico e professor de história Cássio Starling Carlos em conjunto com Guiomar de Grammont, escritura, dramaturga e professora da Universidade Federal de Ouro Preto, além de Pedro Maciel Guimarãe, professor do Departamento de Cinema da Unicamp. O trio leva ao leitor diversas informações sobre Anne Frank, como identidade, nacionalidade, profissão, nascimento, causa e local da morte.

Esse é o sexto volume da Coleções Folha Grandes Biografias no Cinema e pretende retratar Annelies Marie Frank (Anne Frank). A jovem nasceu em Frankfurt na Alemanhã e com apenas quatro anos mudou-se com sua para Amsterdã na Holanda, país que acolheu sua família de origem judaica em 1933, para escapar da perseguição antissemita que eclodiu na Alemanha com a ascensão dos nazistas ao poder naquele ano.

A obra retrata a vida de Anne, que leva uma vida normal na Holanda e tem uma infância feliz, estudando ou brincando, Porém, a partir do ano de 1940 tudo muda, pois os nazistas invadem a Holanda, quando os judeus perdem a liberdade pouco a pouco, com diversas proibições, incluindo a impossibilidade de frequentar locais de lazer, como cinemas ou piscina.

Nessa época, Anne Frank chega a escrever que quer se tornar atriz, porém posteriormente deseja se tornar jornalista ou escritora. Em 1942, com a ameaça constante de serem levados para a condição de trabalho forçado, com a convocação de sua irmã mais velha conhecida como Margot, o seu pai, Otto Frank, resolve levar a família para um local clandestino, onde permanecem escondidos por dois anos.


"Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas da manhã. Puderá! Era o dia do meu aniversário. É claro que eu não tinha permissão para levantar àquela hora, e por isso tive de refrear a minha curiosidade até as quinze para as sete." p.10.

É nesse local que Anne descobre de fato a escrita, sendo uma forma para ela suportar a clandestinidade e a ausência de contato com o mundo, com os amigos e as brincadeiras que pertencem ao passado. Através do seu diário e a intimidade com o mesmo, passa a analisar com cuidado os companheiros de esconderijo, as pessoas com quem compartilha o quarto em que vive.
Anne passa então a refletir sobre a guerra, a vida, a morte, o confinamente e as crenças religiosas, bem como a perda da amada vó e a necessidade de ajudar sua gatinha. Todavia, tudo muda em 1944, quando o anexo em que vive, o esconderijo é delato por algum informante, de lá são levados para o campo de concentração de Westerbork, onde já se encontravam mais de 100 mil judeus, incluindo holandeses e alemães.

De Westerbork são deportados para Auschwitz, em uma viagem que durou cerca de três dias, onde os nazistas forçam os homens se separarem das mulheres e crianças. Anne e sua irmã são levadas para outro campo de concentração, de Bergen-Belsen, onde o sofrimento continua e a morte chega através de uma epidemia de tifo.

É muito triste ler ao longo das páginas uma crueldade que já conhecemos através das salas de histórias, de filmes e livros, mesmo com a habitualidade ainda choca o quão cruel pode ser o ser humano, as limitações e necessidades que passaram durante a Segunda Grande Guerra Mundial e isso se aflora ao saber o que uma adolescente passou.
O presente volume está muito bem feito, o livro está impecável, capa dura, são diversas informações sobre Anne Frank, sobre o elenco, atores, diretor e o próprio filme. 

Crítica (Filme): O presente filme aborda a breve vida de Anne Frank durante a Segunda Guerra Mundial, em uma período que abrange por volta de dois anos. A história inicia-se em Amsterdã na Holanda no ano de 1942 e a jovem Anne Frank relata suas experiências em um mundo que está em guerra, com a expansão do nazismo.
Percebemos durante a película as perseguições sofridas pelos judeus, o que faz com que a família de Anne se esconda em um sótão de um prédio onde funcionava a empresa de seu pai. Percebemos durante o filme as qualidades da jovem Anne, mas também os seus defeitos, pois ela não faz questão de escondê-los.

No filme são diversas as passagens do diário real, inclusive são lidas e representadas, porém, não se trata apenas da perspectiva de Anne, pois os conflitos sofridos pelos outros personagens são bem perceptíveis no filme, como a melancolia de sua mãe, o sofrimento resignado de sua irmã Margot, a esperança de Otto ou a dificuldade de adaptação ao confinamento.

Durante o filme existe o sentimento de esperança no futuro que é semeado na mente de Anne Frank, algo que foi alimentado pelo próprio pai, que incentivava as filhas a estudarem, para não ficarem atrasadas em relação aos antigos colegas de sala.
No confinamento, levando em conta todo o sofrimento e dificuldade, é difícil dizer ou saber quem é de fato bom ou mau. Por vezes as pessoas parecem dóceis e em outros momentos não. Apenas posso dizer que o sofrimento que passaram não dá para mensurar ou imaginar a profundidade do mesmo.
Por fim recomendo esse sexto volume, que nos leva para a reflexão sobre sentimentos como o amor, o ódio, a brevidade da vida, a importância da família e a necessidade de cultivar valores como a amizade, o respeito ao próximo e principalmente a família.

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