21/10/2016

[RESENHA #133] A SANTA ALIANÇA - A. J. KAZINSKI


Título: A Santa Aliança
Autor: A. J. Kazinski
Editora: Tordesilhas
Páginas: 488
Ano: 2016
ISBN: 9788584190447
Onde Comprar: Americanas - Submarino

Sinopse: Eva Katz tenta recomeçar a vida após o fim de sua carreira como jornalista e a morte do namorado na guerra do Afeganistão. Em seu primeiro dia de trabalho numa creche em Copenhague, ela não resiste à tentação de investigar a verdade sobre um crime relatado em um desenho infantil. Entretanto, na busca da verdade, Eva acaba mexendo com instâncias muito poderosas da sociedade dinamarquesa, e o que antes parecia um incidente isolado se revela como parte de uma rede de segredos que remontam à formação da Santa Aliança, uma coligação monárquica criada no século XIX. Este thriller eletrizante é o terceiro da dupla A. J. Kazinski, que já lançou os livros O último homem bom e O sono e a morte pela Tordesilhas.

Resenha: A Santa Aliança é o terceiro romance dos escritores Anders Ronnow Klarlunde e Jacob Weinreich (A. J. Kazinski). Somos levados pelos autores para Copenhague, Dinamarca, onde iremos Eva Katz. A protagonista é uma jornalista buscando retomar o controle da sua vida, pois ficou extremamente abalada após a morte do seu noivo no Afeganistão, para piorar a situação Eva perdeu o emprego em um respeitado jornal e com isso seu mundo praticamente acaba.

"Quando nos vemos em meio a catástrofes, temos três opções: fazer o certo, fazer o errado ou não fazer nada. As duas primeiras talvez nos salvem a vida. Não fazer nada sem dúvida vai nos custar a vida." p. 5.

Após essas perdas, Eva por meio de um programa de reinserção para o mercado de trabalho, começa a trabalhar como assistente de cozinha, em uma creche. O que ela não esperava, era cumprir tarefas além de suas obrigações, como tomar conta de uma das turmas em seu primeiro dia, nesse momento ela pede às crianças que desenhem algo interessante que viram naquela manhã.

"Eva olhou pela janela. Era cedo demais para já ter ido dormir. Todo mundo continuava acordado. No entanto, lá estava lá, deitada. O vinho tinha vencido tal como devia fazer; ele a tinha paralisado." p. 46.

Terminada as tarefas das crianças, Eva recebe de um garoto chamado Malte, filho da dama de companhia da rainha, um desenho retratando um assassinato, após o seu tio Christian ter cometido suicídio. Intrigada com tal desenhado e não tendo mais nada a perder, o instinto de jornalista fala mais alto e a protagonista parte então para uma investigação, por conta e risco.

Em dado momento Eva acredita que o suicídio é uma mentira, que ela está sendo paranoica, porém quando chega em casa, após o primeiro dia na creche, ela vê o desenho em sua bolsa. Eva acaba descobrindo em certa oportunidade, que o tio de Malte, era na verdade Christian Brix, um lobista da System groups, o que serve como ponto de partida para as investigações.

"Quando Eva seguiu para o aeroporto, não sabia os voos que havia para Roma; não tinha como chegar sem entrar na internet. Pensou na ocasião em que jogou moedas na Fontana di Trevi e depois quis voltar para o carro porque precisava de mais moedas para jogar na água da fonte." p. 373.

Enquanto Eva busca pistas para desvendar o suposto suicídio, o assassino Marcus, o assassinato e sua ligação com o desenho de Malte, somos levados para um clima cheio de reviravoltas, onde conspiração e perigos estão presentes, tudo envolvendo pessoas poderosas e principalmente a família real.

Opinião: Kazinski criou uma trama instigante, ágil e cheia de mistérios, envolvendo principalmente a família real, onde a realidade vivenciada dentro dos portões, é completamente distinta daquela que os súditos acreditam ser. Percebemos os abusos de poderes, a violência e os vícios dos moradores da Casa Real. 
A trama é dividida em três parte, nas quais os capítulos apresentados são por vezes curtos e ora médios, o que gera um dinamismo muito bom. A narrativa é realizada em terceira pessoa, oscilando entre a ótica de Eva (protagonista) e Marcus (antagonista). A obra é bem equilibrada, com diálogos bem feitos e descrições que enriquecem a história.

A. J. Kazinski (Anders e Jacob) consegue prender o leitor, consegue através de cada página envolver o leitor, nos transportando para dentro da história e possibilitando a oportunidade que vivenciarmos o terror pelo qual Eva passou diante da Santa Aliança, organização criada em 1815, que tem por objetivo servir as Casas Reais de vários países pela Europa.
A Tordesilhas (Editora Alaúde) fez um belo trabalho, apresentando uma capa magistral, um belo projeto gráfico, além de apresentar folhas amareladas, algo que acho muito importante. Recomendo A Santa Aliança por ser uma obra arrebatadora e um Thriller de primeira qualidade. Literatura Dinamarquesa mostrando o seu valor.

2 comentários:

  1. Mais uma ótima resenha, parabenizo a equipe pelo excelente trabalho!

    www.acervodoleitor.blogspot.com.br

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