31/03/2017

[RESENHA #213] OS DOZE - JUSTIN CRONIN


Título: Os Doze (A Passagem #1)
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
Ano: 2013
ISBN: 9788580411065
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Em A passagem, doze prisioneiros sentenciados à morte foram usados em um experimento militar que buscava criar o soldado invencível. Mas a experiência deu terrivelmente errado. Um vírus inoculado nas cobaias acabou com qualquer resquício de sua humanidade e elas fugiram, matando ou infectando qualquer um que cruzasse seu caminho. Os infectados se tornavam virais obedientes a seu criador, mais um de seus Muitos. No caos que se formou, a única chance de sobrevivência para a espécie humana eram fortificações altamente protegidas. Assim se formou a Primeira Colônia, um reduto a salvo dos virais, mas isolado do resto do mundo. Noventa e dois anos depois, uma andarilha surgiu às portas da Colônia. Era Amy Harper Bellafonte, a Garota de Lugar Nenhum, aquela que iria liderar um grupo de colonos e eliminar a cobaia número 1, Gilles Babcock, libertando seus Muitos. Agora, cinco anos após ter cruzado as Terras Escuras em busca de respostas e salvação, seu grupo está separado. Cada um seguiu seu caminho, mas seus destinos logo voltarão a se cruzar, num embate definitivo contra uma ameaça mortal. Fanning, o Zero, aquele que deu origem ao apocalipse, tem planos para refazer o grupo dos Doze e conta com um aliado poderoso, disposto a qualquer coisa em nome da própria imortalidade. Segundo livro da trilogia A passagem, Os Doze nos faz questionar a mente humana, os avanços científicos e a busca do poder que leva a uma certeza sombria de nossa capacidade para o mal. Mas, acima de tudo, ele reforça nossa esperança em uma humanidade que se adapta, sobrevive e não se rende.

Resenha: Em A Passagem, primeiro livro da trilogia apresentada e escrita por Justin Cronin, somos introduzidos em um mundo pós-apocalíptico, que chegou em um profundo estado de decadência ocasionado pelas atitudes e escolhas irresponsáveis do homem, ao querer "brincar" de ser Deus. Por meio de experimentos, a raça humana foi praticamente extinta e seres conhecidos como virais, que se assemelham aos vampiros, causam terror nesse mundo.

Os Doze, segundo volume da trilogia, começa com um pequeno resumo do que aconteceu no primeiro volume. Além disso, a história volta no tempo e somos levados ao ano zero, quando vemos Bernard Kittridge, um ex-fuzileiro que decide matar o máximo de sugadores de sangue em Denver. Em certo momento Bernard precisou empregar uma fuga e foi durante esta que ele conheceu alguns sobrevivente pela cidade, acabando por liderar a debandada dos humanos desesperados em meio ao caos, algo que conseguiu muito pela sua experiência militar.

"A corda estava ancorada num tubo de drenagem no telhado. Ele vestiu seu arnês de rapel, prendeu-o e passou primeiro a perna boa e depois a ruim por cima do parapeito." p. 35


A volta no tempo também serve para demonstrar o desfecho sobre alguns personagens que não foram profundamente ou devidamente explorados no primeiro volume, como a médica Lila Kyle que está grávida e se recusa a encarar os fatos perturbadores que a rodeiam, porém em seu caminho aparece Lawrence Gray, que pretende proteger Lila e não deixar que ela fique à mercê dos virais.


"Assim, em meados de outubro do ano que passou a ser conhecido pelas gerações subsequentes como Ano Zero, a nação conhecida como Estados Unidos poderia ser considerada extinta." p. 176


Já em 97 D.V (depois do vírus), cinco anos após os acontecimentos finais de A Passagem, quando Amy chega à colônia, vemos que o grupo de Amy está separado. Vemos que Peter está procurando e tentando localizar os doze virais principais, com objetivo de livrar o país de toda essa ameaça, tendo em vista que se matar algum dos doze, o um ou mestre, os seus servos morrerão também.


A tentativa de Peter localizar esses seres não é uma tarefa fácil, pelo contrário, se mostra extremamente difícil. Em paralelo, acompanhamos as caçadas individuais de Amy e Alicia. Ainda sobre os ex-integrantes do grupo, vemos que Michael está longe do campo de batalha contra os virais, pois está trabalhando em uma refinaria de combustível localizada no Texas e Lucius Greer está preso, mas o destino pode fazer com que eles se unam a batalha contra o mal.

Opinião: Os Doze é o segundo livro da trilogia escrita por Justin Cronin e nessa obra vamos reencontrar personagens que marcaram a história da obra anterior, bem como vamos conhecer novos personagens, que por sinal, foram bem detalhados por Cronin. É muito legal aprofundar na história dos diversos personagens até agora apresentados, como a Amy, Alicia, Sara, Lila ou Lawrence Grey.
O livro possui 12 partes e diversos capítulos em cada parte, mas são capítulos curtos, algo que facilita e agiliza a leitura. Esses capítulos retratam os períodos do marco zero, quando o vírus eclodiu e o caos foi instaurado, mas também o ano 97 D.V, dessa forma Cronin usa dos saltos temporais para retratar essas épocas distintas.
Cronin nos apresenta uma trama repleta de detalhes, são diversas informações que o autor nos fornece sobre as histórias e personagens apresentados, por isso precisamos conectá-las ao longo da leitura. Os Doze apesar de ser uma obra densa e por vezes complexa, em nenhum momento tornou-se enfadonha, a história é simplesmente cativante e envolvente, pois o autor nos apresenta uma trama que traz críticas sociais e trabalha fortemente o lado psicológico.
A ambientação é outro fator positivo, pois Cronin descreve os locais que conhecemos de forma extensivamente detalhada, é verdadeiramente rica as descrições. Cronin ainda cria uma atmosfera fenomenal e imersiva, transformando nossa experiência durante a leitura em algo praticamente real e aterrorizante aos nossos olhos. A luta pela sobrevivência continua forte nesse segundo volume. Recomendo que leiam A Passagem e Os Doze, ambos os livros são excepcionais.
Para finalizar é hora de falar sobre a edição. A capa parece envernizada e vem com uma paisagem que retrata esse mundo desolado. O título da obra está em alto-relevo. A diagramação está muito boa, as folhas são amareladas e a revisão está ótima. A Editora Arqueiro está de parabéns, o livro está caprichado tendo em vista o tamanho do mesmo. Confira nossa resenha do livro A Passagem.

6 comentários:

  1. Olá, Yvens!
    Confesso que fiquei um tanto perdida com o excesso de informações. A sinopse narra tanta coisa que eu fiquei tipo "eita, deixa eu reler aqui de novo". Mas isso com certeza deve ser ao fato de que esse livro é uma continuação, ne? Por não saber sobre o 1º livro, complicou um pouco o entendimento.

    De geral, até achei interessante a parte do enredo que eu entendi, essa coisa toda apocalíptica e tals, mas não sei se leria de agora.

    De qualquer forma, é uma boa dica.

    Abraços

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  2. OOi, Yvens!
    Amoooo distopia, é um dos meus gêneros preferidos. Porém, ultimamente estou dando um tempo. haha Ainda assim, achei bastante interessante essa premissa. Além disso, parece ser uma obra de tirar o fôlego. Se com a resenha já perdi o meu, imagina lendo o livro. kkkk
    Dica anotada!
    Beijoos!

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  3. Olá Ivens, tudo bem?
    Curto muito distopias e essa definitivamente me chamou a atenção. Adorei a premissa e fiquei muito interessada em ler. Vou ter que começar pela A passagem porque não li ainda e já vou providenciar os outros dois, vamos ver se essa leitura será tão empolgante para mim como foi para você.
    Parabéns pela resenha maravilhosa.
    Beijos

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  4. Nossa, eu adorei a premissa desse segundo livro e estou bem curiosa para ler todos os volumes. Achei bem interessantes os pontos que você abordou na sua resenha e espero poder ler os livros em breve.

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  5. Oi.

    Acho que meu irmão tinha este livro, mas não sei o que ele fez com ele. Nunca li nenhuma resenha sobre ele, até agora, não sabia muito sobre ele. Parece ter um enredo bem interessante. Vou anotar a dica e tentar ler o livro em breve.

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  6. Acho lindíssima esta capa!É o tipo de livro q compraria pela capa!Mas não é. Ótimo de história q eu goste.curto muito romance rsrs e estou com mega dificuldade em ler livros fora da minha zona de conforto...Mas quem sabe no futuro quando vier meus bloqueios literários

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