[RESENHA #237] A QUEDA DE SIEGHARD (MARETENEBRAE #1) - L. P. FAUSTINI - R. M. PAVANI - Saga Literária

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quarta-feira, abril 26, 2017

[RESENHA #237] A QUEDA DE SIEGHARD (MARETENEBRAE #1) - L. P. FAUSTINI - R. M. PAVANI


Título: A Queda de Sieghard (Maretenebrae #1)
Autores: L. P. Faustini e R. M. Pavani
Editora: Estronho
Páginas: 342
Ano: 2014
ISBN: 9788564590625
Onde Comprar: Amazon - Estronho - Saraiva

Sinopse: Uma desconhecida força invasora irrompe pelo Grande Mar e ataca a costa protegida pelos soldados da ordem utilizando – se de navios nunca antes vistos. Imensos. Terríveis. Destruidores. Ao mesmo tempo, uma estranha peste se espalha pelas comarcas do reino, cegando e invalidando sua população. Nobres e plebeus se nivelam padecendo do mesmo e misterioso mal. Em uma iniciativa desesperada, Sir Nikoláos de Askalor, o oficial responsável por defender a Ordem, abdica de todos os planos e estratagemas para investir de uma só vez contra os inimigos, sem saber que assim cairia a armadilha preparada por eles. Com suas fileiras dizimadas, o exército da Ordem recua e toma a direção do Domo do Rei para defender seu soberano, Marcus II, O Ousado, cuja vida representa a perpetuação dos valores ordeiros. Para o pequeno grupo, porém composta por Roderick, Petrus, Chikara, Heimerich, Braun, Formiga e Victor Didacus – cada qual personificando um dos sete pecados capitais -, as sucessivas derrotas do reino são apenas o início da maior de todas as aventuras e desventuras.

Resenha: O ano é de 476 e somos levados para Bogdana no reino de Sieghard, depois da unificação do reino. Sieghard é um continente medieval, repleto de planícies e colinas, flores e lugares pare serem exploradores, cheio de peculiaridades. Porém, em determinado momento, uma estranha armada estrangeira chega cruzando o Grande Mar, invadindo e investindo contra o litoral até então protegido pelos combatentes da Ordem. Os invasores são desconhecidos, apresentam porte físico grande e suas embarcações são desconhecidas pelos locais.

"O desembarque fez-se em seguida. Não demorou muito até que arqueiro e homens da infantaria corressem e gritassem de forma ainda mais selvagem. Enquanto flechas eram disparadas repetidas vezes, os infantes subiam com largas passadas, portando armas de todos os tipos e tamanhos, desde as eficientes espadas curtas até os temíveis machados de batalha." p. 20.

Simultaneamente à invasão, uma grande epidemia se alastra por todo o reino, causando a perda da visão ou melhor, a cegueira em seus habitantes, transformando o povo de reino em humanos inválidos. Em meio aos problemas, atormentado e sem esperanças diante o turbilhão de acontecimentos, vemos Sir Nikoláos de Askalor, a autoridade militar responsável pela proteção da Ordem, renunciar às estratégias tradicionais em uma tática desesperada para atacar com força máxima os invasores. Porém, o que ele não sabe, é que seus inimigos estão preparados para isso.

Após o ataque mal sucedido e com muitos soldados abatidos no campo de batalha, a força militar de Nikoláos recua e segue em rumo ao Domo do Rei, com o objetivo de proteger o seu monarca e líder máximo, Marcus II "O Ousado". Alguns desses guerreiros se destacam nessa empreitada, eles são em sete ao total.

"Assim, o grupo se locomoveu com cautela. Para eles, a vila estava desabitada, ou seus moradores jaziam em sono profundo [...]." p. 75.

Os guerreiros que se destacam são: Roderick, Petrus, Chikara, Braun, Victor Didacus, Formiga e Heimerich, eles simbolizam os sete pecados capitais e são totalmente distintos uns dos outros. É esse grupo de heróis que vai buscar a redenção e libertação do reino, após a temida e avassaladora invasão da horda de guerreiros vindos além-mar.

"Após cruzar a praça principal de Alódia, Sir Heimerich dirigiu-se à casa da guarda. Era uma construção bem alta, com quatro pavimentos, feita com pesados blocos de pedra e madeira. Na fachada estavam ostendadas duas enormes flâmulas, uma de cada lado da entrada, contendo o desenho do símbolo da cidade." p. 153.

Para os guerreiros o caminho e a tarefa será árdua, pois para atingir o objetivo principal, a libertação do reino em face aos invasores, eles vão precisar superar as diferenças entre eles e as adversidades que encontram por um caminho repleto de perigos, mistérios e aventuras, para salvarem a si próprios e principalmente o reino.

Opinião: Pavani e Faustini nos apresentam um mundo grandioso, muito bem descrito e rico em detalhes, por isso o início da leitura é cadenciada pela construção desse mundo, contudo com o passar das páginas a leitura vai fluindo e só melhora. Os personagens apresentados pela dupla são bem construídos e demostram possuir personalidades bem definidas que se baseiam pelas diferenças pessoais e culturais. Cada um dos sete protagonistas personificam, representam cada um dos sete pecados capitais.
É muito legal acompanhar as frustrações e momentos cômicos dos guerreiros durante suas aventuras, bem como as dificuldades que eles precisam enfrentar nessa árdua jornada buscando a libertação do reino em face aos invasores, dificuldades essas que só aumentam de forma considerável.
Os autores mesclam elementos como filosofia, laços familiares e de amizade, lealdade e crenças, aspectos que enriquecem a trama e conseguem prender a atenção do leitor durante a leitura. A mitologia criada pela dupla mostra todo um cuidado e esmero. As cenas de combate também foram bem conduzidas e são frequentes no decorrer da leitura. A trama apresentada pela dupla conta ainda com muita magia e criaturas que trabalham com a imaginação do leitor.
O livro é muito bom, o desfecho apresentado é excelente e só me deixou mais ansioso para ler o próximo volume que é O Flagelo de Dernessus, inclusive já publicado na versão e-book. Esse é o primeiro de prováveis quatro livros que serão publicados provavelmente pela Editora Estronho. Recomendo A Queda de Sieghard para todos que amam a literatura brasileira e principalmente livros de fantasia.
Deixo meus parabéns para a editora, que apresentou uma capa muito legal, o livro conta com ilustrações, um mapa para nos orientarmos, índice, epílogo e notas de agradecimentos. A edição tem orelhas e as folhas são levemente amareladas. Os capítulos são curtos, algo que facilita a leitura. Visite o blog do autor L. P. Faustini em Maretenebrae.

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