[RESENHA #245] A TORRE PARTIDA (SAGA DA TERRA CONQUISTADA #02) - J. BARTON MITCHELL - Saga Literária

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sábado, maio 06, 2017

[RESENHA #245] A TORRE PARTIDA (SAGA DA TERRA CONQUISTADA #02) - J. BARTON MITCHELL



Título: A Torre Partida (Saga da Terra Conquistada #2)
Autor: J. Barton Mitchell
Editora: Jangada

Páginas: 472
Ano: 2015
ISBN: 9788564850941
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Neste segundo volume da Saga da Terra Conquistada, Mira, Holt, Zoey e Max embarcam numa jornada épica em busca da Torre Partida - um marco famoso e sombrio no meio do cenário mais perigoso do mundo: as Terras Estranhas. Os poderes de Zoey despertam, mas quem ela é continua sendo um mistério. Tudo o que ela sabe é que precisa chegar à Torre Partida. Os alienígenas, chamados pelos sobreviventes de Confederados, perseguem Zoey, e entre eles um novo grupo cujas intenções parecem diferir das dos demais. Para tornar tudo pior, o Bando - grupo que persegue Holt - também está nas Terras Estranhas, liderado por uma bela e ameaçadora pirata chamada Ravan. Assim como o primeiro amor de Mira, Benjamin Aubertine, cuja ambição desmedida para chegar à misteriosa Torre pode levar todos à morte. E há também as próprias Terras Estranhas, que inexplicavelmente começam a se expandir, tornando-se ainda mais poderosas e mortais. De alguma forma, tudo parece ligado à Zoey, e quanto mais perto da Torre mais enfraquecida ela parece ficar.


Resenha: A Torre Partida (The Severed Tower) é o segundo volume da Saga da Terra Conquistada, escrita pelo autor J. Barto Mitchell. Nesse livro, após os acontecimentos na Cidade da Meia-Noite, Holt e Mira descobrem que é necessário levar Zoey para a Torre Partida, pois ela precisa cumprir uma missão que ainda é uma incógnita. Contudo, eles sabem que essa jornada vai ser dura, tendo em vista, que ninguém jamais atravessou as Terras Estranhas e voltou para contar qualquer história.

"Viu o céu acima dela. Era a tarde de um dia luminoso e ensolarado. Ruínas de prédios e outras coisas passavam por ela - janelas, calhas, velhos outdoors que ela não conseguiu ler, a parte superior de um ônibus escolar enferrujado. Era como se ela estivesse flutuando abaixo deles." p. 13

Essa jornada, poderá ser ainda pior para o trio, já que todo o conhecimento que possuem sobre o lugar, talvez não seja suficiente. As Terras Estranhas são sombrias e repletas de anomalias, porém com o passar do tempo está piorando, pois está se tornando inóspita e de uma forma inexplicável, o lugar está se expandindo em direção à Torre Partida.

"Mira torceu para que ninguém se mexesse. As estranhas figuras usando óculos de proteção podiam estar em menor número, cerca de três para um, mas eram Hélices Brancas, o que significava que poderiam matar todos ali se as coisas corressem mal." p. 139.

Pior que o ambiente devastador que os trio precisa enfrentar, é na verdade o passado de cada um, algo que leva diversos e distintos grupos a persegui-los nessa viagem pelas Terras Estranhas, algo que torna tal aventura e missão ainda mais perigosa. Os Confederados ainda estão perseguindo Zoey, desde que a menina aterrizou na floresta, como vimos em Cidade da Meia-Noite, porém para a surpresa do trio, existe um outro grupo de Confederados, que os tentam ajudar para que de fato a garota chegue até a Torre Partida.

Fantasmas do passado reaparecem na vida de Mira para atormentá-la, enquanto ela está no caminho para a Torre Partida, entre eles Ben, um amigo que a traiu. Em determinado, os Confederados acabam separando o trio e para unir o grupo novamente, Mira precisará fazer uma improvável aliança com Bando, um antigo desafeto de Holt. Porém, Bando tem seus motivos para aliar-se à Mira e entrar nesse ambiente inóspito conhecido como as Terras Estranhas.

Opinião: Narrado em terceira pessoa, A Torre Partida é um livro repleto de ação e aventura. O autor acaba mesclando elementos como mistério e traições, tudo interligado em um enredo que se mostra intenso, emocionante e dramático, tornando o presente volume tão bom ou melhor que Cidade da Meia-Noite. Em se tratando do aspecto ficção científica e física, temos conceitos que explicam as anomalias vistas nas Terras Estranhas, algo que foi particularmente bem construído, não sendo necessário algum conhecimento prévio da matéria;
Diferente do primeiro volume, em que o destaque era Holt, agora o protagonismo alterna entre Mira e Zoey. É possível ver um crescimento significativo dos personagens, que continuam cativantes e intrigantes, em especial a garota Zoey, que está brilhante. Na trama apresentada por J. Barton Mitchell, encontramos algumas respostas para diversas perguntas e dúvidas que surgiram no primeiro volume da saga.

Vejo como outro ponto positivo no livro, as descrições realizadas pelo autor, que foram realizadas com excelência, tendo em vista que facilitou em muito visualizar ambientações e diversas situações enfrentadas pelo trio. Por outro lado, poderá incomodar leitores que não curtem leituras mais descritivas, como foi o caso.
O livro superou minhas expectativas e sem sombra de dúvidas está entre as melhores leituras realizadas no ano de 2017, mal posso esperar para ler Vale das Chamas, terceiro e último volume da Saga da Terra Conquista, que inclusive já foi publicado aqui no Brasil. 
A edição está impecável, a Editora Jangada manteve a capa original, assim como ocorreu com o livro Cidade da Meia-Noite, algo que combina com a trama e por sinal está muito bonita. Já a diagramação e revisão estão ótimas, as folhas são amareladas em papel pólen, o tamanho da fonte e espaçamentos estão ótimos.

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