[RESENHA #249] A PORTA DOS LEÕES - STEVEN PRESSFIELD - Saga Literária

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sexta-feira, maio 12, 2017

[RESENHA #249] A PORTA DOS LEÕES - STEVEN PRESSFIELD


Título: A Porta dos Leões - Nas Linhas de Frente da Guerra dos Seis Dias
Autor: Steven Pressfield
Editora: Contexto
Páginas: 480
Ano: 2016
ISBN: 9788572449779
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse:
 5 de junho de 1967. O Estado de Israel está cercado por inimigos que desejam sua completa extinção. O resto do mundo vira as costas para a jovem nação diante do perigo iminente. 10 de junho de 1967. Os exércitos árabes são rechaçados, suas divisões em solo, eliminadas, suas forças aéreas, destruídas. O ministro da Defesa Moshe Dayan adentra a Cidade Velha de Jerusalém pela Porta dos Leões, para juntar-se aos paraquedistas que libertaram o local mais sagrado do judaísmo: o Muro das Lamentações. Essa foi uma das mais improváveis e impressionantes vitórias militares da história. Imerso em centenas de horas de entrevistas com veteranos da guerra, Steven Pressfield conta a história da Guerra dos Seis Dias de modo inédito: pelas vozes de homens e mulheres que lutaram não apenas por suas vidas, mas pela sobrevivência de sua nação e pelos sonhos dos seus ancestrais.


Resenha: Em A Porta dos Leões, livro escrito por Steven Pressfield, um grande nome na literatura de ficção histórica, acompanhamos relatos, testemunhos de pessoas que de alguma forma estiveram ligadas e envolvidas na Guerra dos Seis Dias ocorrida no Oriente Médio, mas que principalmente buscou lutar para a sobrevivência da uma pequena e jovem nação conhecida como Israel, desprovida de poder ou riqueza. É por meio desses diversos relatos que acompanhamos o sofrimento e as perdas ocasionadas pela guerra.

"A última coisa que passava pela minha cabeça era o discurso de Eshkol. Eu achava que iria escutá-lo quando fosse ao ar. Mas meu trabalho era derrubar MiGs, e não me preocupar com coisas da política. Estava profundamente absorto nos meus voos e no meu treinamento e achava que nada poderia penetrar aquela bolha." p. 31. 


Para quem não está por dentro, A Guerra dos Seis Dias foi um conflito bélico que colocou em lados distintos Israel contra uma frente formada por países árabes, formado pelo Egito, Jordânia e Síria, que contaram com o apoio de países como Arábia Saudita, Argélia, Iraque, Kuwait e Sudão. As tensões entre os países ocorreu em 1967 e levou ambos os lados a mobilizarem suas tropas.

"O ano de 1967 não foi o primeiro em que a sobrevivência de Israel esteve por um fio. Havia 19 anos, antes mesmo de a pátria declarar independência, os Exércitos de cinco países árabes - Egito, Síria, Iraque, Jordânia e Líbano - amontoaram-se nas fronteiras, preparando-se para invadir. A intenção era eliminar o Estado de Israel antes mesmo de ele nascer." p. 59. 

Esse conflito teve início quando a força aérea israelense lançou uma grande ofensiva contra uma base da força aérea egípcia no Sinai, pois Israel levantou uma alegação de que o Egito estava se preparando para entrar em guerra contra a sua nação e esse ataque servia como uma ação preventiva, ou seja, agiu alegando garantir sua própria defesa.

"Será que vamos mesmo precisar dos Bangalores? Qual será nossa missão? Por que estamos indo para Jerusalém afinal? Nos ônibus, ficamos fazendo perguntas uns aos outros, como se o cara ao lado soubesse alguma coisa a mais do que de fato sabe. Somos cegos guiando cegos." p. 301.

Conhecemos então, testemunhos de pilotos da força israelense que participaram dessa ofensiva e destruíra a força aérea egípcia, que por sinal, estatisticamente não era favorável tal vitória, pois os números de árabes eram esmagadores em face aos números israelense. Durante a leitura, ficamos com a visão do povo judeu, de Israel, que lutou contra o exército árabe, sem qualquer ajuda de outra nação.

Opinião: A Porta dos Leões - Na Linha de Frente da Guerra dos Seis Dias é um livro rico em detalhes, com diversas descrições e informações que só enriquecem o trabalho apresentado por Steven Pressfield, tornando a obra um prato cheio para os aficionados em história. O livro fascina, pois é narrado através das lembranças e reflexões daqueles que realmente participaram dessa guerra avassaladora.

Através da leitura foi possível conhecer de forma esclarecedora a Guerra dos Seis Dias, o autor nos apresenta por exemplo planos e táticas ofensivas e defensivas utilizadas no conflito. Conhecemos também muitos dos líderes que morreram desde então, alguns inclusive foram importante e tinham destaque na época. Steven Pressfield reexamina para o leitor um evento que faz parte da história do mundo, mas principalmente do oriente médio, nos levando à visitar esse evento fatídico.
O título do livro A Porta dos Leões, nada mais é do que uma referência a uma entrada da chamada Cidade Antiga ou Velha de Jerusalém, por meio do qual, o exército israelense conquistou e tomou posse de territórios, sítios de enorme importância como O Monte do Templo e O Muro das Lamentações.
A Porta dos Leões é um livro envolvente, acima da média e talvez incomparável, pois ele faz com que o leitor se sinta na guerra e imagine as ações bélicas, estando por exemplo nos tanques e aviões de guerra, tendo em vista que imaginamos as lembranças e experiências de quem lutou nessa guerra. Em alguns momentos esquecemos que se trata de algo que realmente aconteceu e a sensação da escrita de Pressfield é que por vezes estamos lendo algo ficcional.
Eu recomendo fortemente a leitura de A Porta dos Leões, é um livro impactante e Pressfield nos faz conhecer um pouco da mentalidade judaica, a força de vontade e os sonhos dos judeus, que lutaram bravamente por Israel diante da ameaça árabe, para manter viva a esperança e os sonhos dos seus ancestrais que sempre buscaram a terra que ficou conhecida como a terra prometida.
O projeto gráfico está muito bem feito, a Editora Contexto fez um belo livro, não posso reclamar da parte física, apenas elogiar, pois contém diversas fotos e também mapas. A capa retrata bem o livro, a diagramação ficou muito boa. Com folhas amareladas, fonte e espaçamento confortáveis, esses aspectos só proporcionam uma leitura rápida e agradável.

7 comentários:

  1. Eu não conhecia o livro mas certamente o leria. Gosto de livros que mostram a guerra como ela realmente é, coisas horríveis são escondidas pela mídia e livros assim mostram a realidade. Gostei da dica e da resenha.

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  2. Oii, tudo bem?
    Não conhecia o livro, mas achei muitooo interessante o tema. Sem falar que é narrado por meio de lembranças dos que presenciaram tudo, com certeza é uma obra rica em informações. Infelizmente, não curto o gênero, mas vou indicar aos meus amigos que curtem.

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  3. Parece ser um livro bem intenso. Achei a ideia muito interessante.
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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  4. Olá!
    Acredita que ainda não tive, até hoje, oportunidade de ler uma narrativa escrita em forma de reportagem? Sempre li apenas narrativas fictícias, por isso já adorei a proposta desse livro, além disso também me interesso bastante a respeito dos conflitos que ocorrem no Oriente Médio, como você disse na resenha, acredito que esse livro ajude a elucidar algumas dúvidas.
    Parabéns pelo texto, muito bem escrito!
    Bjss

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  5. Nunca li nada que se passasse na guerra dos Seis Dias ocorrida no Oriente Médio e achei a proposta do livro sensacional, até por ter um conhecimento mais vago sobre o assunto, pela capa, juro que não leria, mas vendo a resenha, acredito que eu precise ler.

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  6. Olá!
    Não conhecia este livro e achei bem interessante, mas como não faz meu estilo de leitura, não o leria por enquanto. Gosto mais de um bom romance, rs.

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  7. Olá!
    Eu ainda nao li nada sobre a guerra de seis dias, então achei esse livro super interessante. É uma leitura diferente da que estou acostumada, então posso dizer que seria muito legal ler. Espero ter a oportunidade um dia.
    Beijos.

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