[RESENHA #272] POLLYANNA - ELEANOR H. PORTER - Saga Literária

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terça-feira, junho 20, 2017

[RESENHA #272] POLLYANNA - ELEANOR H. PORTER


Título: Pollyanna
Autora: Eleanor H. Porter
Editora: Martin Claret
Páginas: 201
Ano: 2017
ISBN: 9788544001424
Onde comprar: Saraiva

Sinopse: Pollyanna é uma história sobre amor, amizade e, sobretudo, do surpreendente poder de transformação que crianças e adolescentes detêm sem que percebam. Pollyanna é otimista, positiva, alegre e feliz. Não aceita justificativas para a tristeza; dedica-se com afinco a ensinar a todos o caminho para superar as adversidades. A obra é um clássico da literatura infanto-juvenil. Pollyanna é jovem, mas apresenta muita maturidade, serenidade perante os problemas. Este clássico mundial nos ensina a viver de forma mais leve e otimista.

Resenha: Foi em uma manhã de junho que Nancy, a empregada da Sra. Polly Harrington, ficou sabendo que teria que ir até a estação para ir buscar a sobrinha de sua patroa, a menina Pollyanna. Espantada, Nancy, nunca imaginou que a senhora Polly, tinha uma sobrinha e que ainda iria morar ali com ela. A senhora Polly não havia gostado nem pouco da grande novidade, pois não conhecia a menina e também nunca teve vontade. Seus laços com a irmã haviam sido cortados há muitos anos desde que ela havia fugido com aquele homem e a deixado sozinha. Mas, a senhora Polly sabia de seus deveres, isso sim, com absoluta certeza. Ela sabia o que seria certo fazer e assim o fez.

"Com o cenho franzido, Miss Polly dobrou a carta e a recolocou no envelope. Respondera no dia anterior, dizendo que aceitaria a criança, naturalmente. Conhecia os seus deveres o suficiente para assumir a tarefa, por mais desagradável que fosse." p. 11.
Após receber a tarefa daquela manhã, que seria limpar o pequeno quarto no sótão para a nova moradora, Nancy se pôs a fazer o melhor possível para que a pequena Pollyanna pudesse chamar aquele lugar de lar. Não entendia como a senhora Polly poderia querer alojar a menina logo naquele lugar, com tantos quartos disponíveis na casa. Mas, Nancy estava resoluta a deixar o mais agradável possível aquele lugar frio e nada aconchegante. Também não entendia ou tampouco concordava em ter que ir até a estação buscar a menina. Ora, aquilo era um dever da senhora Polly. Mas, Nancy não tinha outra coisa a fazer, concordando ou não, a não ser ir buscar a menina Pollyanna. Um pouco mais tarde, Nancy foi ter com o velho Tom, o jardineiro que já trabalhava para a senhora Polly, incontáveis anos. Por intermédio dele, ficou sabendo mais da história da senhora Jennie, irmão da senhora Polly e, também descobriu um pouco mais do passado de sua patroa e talvez o motivo principal dela ser tão impossível e amarga como era.

"(...) Não tem jeito de agradar a ela, não importa o quanto se tente. Não ficaria aqui se não fosse pelo salário e pelo pessoal lá de casa, que precisa desse dinheiro. Mas algum dia...algum dia eu não vou conseguir aguentar; e então, naturalmente, será meu adeus. Sei que sim." p. 15.
Nancy teve mesmo que ir até a estação buscar Pollyanna, naquela tarde de junho. Foi de charrete com Timothy, que também trabalhava para a senhora Polly. Não demorou muito e eles a encontraram, pois Nancy reconheceu a criança no mesmo instante. Assim que a chamou, Nancy viu-se sendo abraçada pela menina de uma maneira esfuziante e agradecida. Estava claro que a pequena Pollyanna havia tomado Nancy por sua tia Polly. Nancy não teve coragem, em primeiro momento, de dizer que não era a senhora Polly, mas também não teve muita chance, pois a menina não parava de falar, principalmente por estar contente por muitas coisas.

"(...) Ele disse-me que eu preciso ficar contente. Mas é muito difícil... quer dizer, mesmo de vestido xadrez vermelho... porque eu... gostava tanto dele, que achava que eu devia ficar com ele, especialmente quando minha mãe e o resto deles têm Deus e todos os anjos, e eu não tinha ninguém a não ser as Auxiliadoras. Mas agora será mais fácil, porque tenho a senhora, tia Polly. Estou muito contente por ter a senhora..." p. 21.

A recepção de tia Polly foi exatamente como esperado. Ela não se levantou e com ar de "dever" apenas estendeu a mão à Pollyanna. Porém, ficou totalmente desconcertada com a reação da menina, que foi correndo e se atirou no colo da tia, agradecendo em meio aos soluços. Tia Polly, claro a fez se levantar e ficar de uma maneira apropriada. Após alguns minutos e muitas palavras de Pollyanna, tia Polly, rígida e fria, proibiu a menina de falar qualquer coisa relacionada ao seu pai, desconcertando momentaneamente a menina, mas que logo em seguida entendeu a "bondade" da tia, pois se ela não falasse sobre seu pai, seria muito mais fácil. Logo depois, Pollyanna, foi levada a um quarto que não era nada do que ela esperava, mas mesmo assim, ela pode ver o lado bom disso também.
Naquela mesma tarde, depois de uma "fuga" de seu novo quarto, Pollyanna, se encontrou com Nancy, que estava muito preocupada atrás dela. A menina tinha perdido o jantar e agora teria que comer na cozinha apenas pão e tomar leite. A reação de Pollyanna, espantou Nancy, que percebeu o quanto essa menina era diferente, principalmente, por ficar contente por praticamente tudo que acontecia em sua vida. Foi então que a menina Pollyanna contou a Nancy "o jogo do contente".

"(...)- Sim. Sabe, eu queria uma boneca, e meu pai havia escrito pedindo que a mandassem, mas quando o barril chegou, não havia bonecas, e sim um par de pequenas muletas. Acharam que poderiam ser úteis para alguma criança. Foi aí que começamos tudo." p. 35.

Os dias vão se passando e Pollyanna acaba ficando conhecida cada vez mais naquela pequena cidade, onde todos ficam intrigados com o modo peculiar que aquela menina encara a vida. Pollyanna vai fazendo cada vez mais amizades durante sua estada na casa de sua tia e, principalmente, espalhando aquele estranho e eficaz "jogo do contente".

Opinião: Tenho que dizer que Pollyanna foi uma grande e agradável surpresa. Eu realmente não esperava uma leitura tão agradável e enriquecedora. Eleanor H. Porter criou uma obra, atemporal, que pode e deve ser lida por todos. Sempre achei que Pollyanna era apenas mais um livro infantil e nada além disso. Fico contente em poder ter me enganado, pois quando comecei a ler a história, percebi que estava muito enganado e ela me arrebatou totalmente. A autora transformou em um clássico, um dos maiores problemas de toda uma sociedade: como ser feliz!! Nada mais atual do que a busca pela tal felicidade plena. A autora nos mostra, através da personagem Pollyanna e de seu jogo do contente, como deveríamos nos portar diante de tantas situações degradantes, desconcertantes e desagradáveis. Ela mostra que ver o lado bom de tudo, sempre será a melhor saída.
Com uma escrita muito fluída, Eleanor H. Porter, nos transporta para uma viagem onde a bondade, a inocência, a força de vontade e principalmente a alegria são, de uma certa forma, o melhor caminho para ser feliz. A mensagem do livro é extremamente positiva e nos faz pensar muito em como encaramos muitas das situações que passamos no nosso dia-a-dia. A pequena Pollyanna funciona como uma enorme metáfora que tem o único propósito de apenas viver. 

Pollyanna pode ser encarada como aquela ferramenta que liberta aquele desejo enterrado lá no fundo de si mesmo que quer que você viva melhor e mais contente, mas não sabe como fazer isso. Diversas situações e personagens são colocados à prova de Pollyanna nessa bela história; e posso dizer que todos falham miseravelmente em ignorar ou rechaçar toda e qualquer tentativa de Pollyanna em fazê-los enxergar o óbvio. Tenho que dizer, que realmente, Pollyanna de Eleanor H. Porter foi uma das melhores leituras que já tive.

Quanto a nova edição que a editora Martin Claret apresenta, posso dizer que está belíssima. Tem uma nova capa muito bonita, com aba larga, toda em verniz e com título em relevo, papel amarelado e fonte bastante agradável.
Leitores, o livro Pollyanna de Eleanor H. Porter, lançado pela editora Martin Claret, além de ser um clássico absoluto é adoravelmente IMPERDÍVEL .

21 comentários:

  1. Oiii tudo bem?
    Realmente eu adoraria realizar a leitura desse livro Jeffa, tudo que envolva crianças e até mesmo seu desenvolvimento acabam me instigando, ótima resenha e dica anotada, adorei essa capa.
    Abraços

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    1. Obrigado, Morgana. Leia sim, pois vale muito a pena. Beijos e obrigado pela visita.

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  2. Tenho muita vontade de ler esse livro, afinal ele é extremamente citado em filmes e séries. Quero muito entender melhor a história.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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    1. Pois, leia. Mari, tenho certeza que vai gostar e a edição nova está muito bonita. Beijos e muito obrigado.

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  3. Olá, tudo bem?
    Eu já havia ouvido falar nessa personagem, mas pensei que fosse de série ou filme, nem sabia que tinha o livro. Também achei que fosse bem infantil, mas parece que a mensagem que esse livro passa é pra todo mundo. E a edição está bem fofa, adorei. Beijos <3

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    1. Roberta, sempre pensei que era um livro para crianças, mas como viu, estava bem enganado. Leia sim, vai gostar. Muito obrigado, viu. Beijos.

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  4. Pollyanna é um livro que me marcou. Quando eu tinha uns 10 anos eu lia nas tardes de sábado com a minha mãe ou antes de dormir. Eu amava. Ria, me divertida, achava lindo... Minha edição está velhinha, mas tenho um amor gigante por ela.

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    1. Aproveita, Ingrid e troca pela nova edição que está muito bem cuidada. Muito obrigado pela visita, viu. Beijos.

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  5. Olá, quem nunca ouviu algo sobre esse clássico, não é mesmo? Eu tenho vontade de ler ele, especialmente após sua resenha, para conhecer mais de perto a história dessa garota tão especial. E essa nova edição parece muito bonita.

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    1. MarijLeite, leia sim. Você vai gostar muito. A edição está muito linda. Muito obrigado pela visita. Beijos.

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  6. Geralmente, uso esse livro em sala de aula para fazer análise social crítica com os jovens, é uma boa obra que se bem contextualizada e interpretada, pode mudar a vida do leitor, ou não.

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    1. Lilian, muito bacana essa sua atitude. Espero que sempre mude e pra melhor. Muito obrigado, viu. Beijos.

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  7. Oi Jeffa,
    Adorei a sua resenha. Lembro desse livro porque minha irmã amava a história. Cresci com a ideia de ser um livro para as meninas e nunca me interessei por ler. Bobeira, eu sei. Vou procurar essa edição da Martin Claret.

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    1. Garotos perdidos, eu também achava a mesma coisa...um livro para meninas. Quebrei a casa...kkkkkk... Muito obrigado pela visita.

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  8. Oie
    ai que edição mais lindinha, eu ainda não conhecia essa edição mas li o livro faz uns bons anos e adorei, a edição era uma graça também e é uma bela história para apresentar as crianças

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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    1. Catharina, a edição está muito bonita mesmo. Obrigado pela visita. Beijos.

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  9. Nossa li esse livro a muitos anos. Ainda era criança. Me lembro vagamente de todos os detalhes mas realmente é uma história linda. Parabéns pela resenha. Não sabia da nova edição. A não ser é claro que eu esteja misturando os livros. Mas não creio que esteja. Rsrsrsrsrsrs

    Beijos.

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    1. Karine, muito obrigado. Essa nova edição está bem bonita. Beijos.

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    2. Karine, muito obrigado. Essa nova edição está bem bonita. Beijos.

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  10. Achei esse livro uma graça. Não é muito o meu tipo de leitura, mas a capa e o acabamento parecem ser maravilhosos, e confesso que isso foi o que mais me deu vontade de ler!

    http://laoliphant.com.br/

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  11. Eu sou louca pra ler esse livro, ainda mais depois que eu soube que foi nele que foi criado o ''jogo do contente'' que mesmo sendo controverso é uma forma interessante de pensamento.

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