[RESENHA #282] COLEÇÃO FOLHA LENDAS DO JAZZ - VOLUME 01 - SARAH VAUGHAN - Saga Literária

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domingo, julho 09, 2017

[RESENHA #282] COLEÇÃO FOLHA LENDAS DO JAZZ - VOLUME 01 - SARAH VAUGHAN



Título: Coleção Folha Lendas do Jazz
Artista: Sarah Vaughan
Autor: Carlos Calado
Editora: Folha de São Paulo
Ano: 2017
Páginas: 48
ISBN: 9788579498990
Onde comprar: Livraria da Folha

Sinopse: No ano em que se comemora o centenário das primeiras gravações de jazz, a Folha lança uma coleção com obras de 30 dos maiores artistas desse gênero musical. De cultuados cantores a conceituados compositores e instrumentistas, a Coleção Folha Lendas do Jazz oferece um extenso panorama do que já se produziu de melhor nessa música que valoriza a improvisação.

Resenha: O primeiro volume da Coleção Folha Lendas do Jazz apresenta uma das maiores cantoras de jazz que já existiu: Sarah Vaughan. A coleção é composta de um livro, que narra a trajetória dessa artista versátil desde a sua infância, quando descobriu o prazer de cantar e também acompanha um cd com uma coletânea de suas músicas. Sarah Vaughan veio de uma infância relativamente confortável, pois seus pais não eram ricos, mas mantinham seus empregos e como tinham apenas uma filha para criar, as coisas não foram tão difíceis. Todos os dias, praticamente, na hora do jantar, seu pai pegava seu violão e tocava para a família. A mãe de Sarah, fez questão de aprimorar o conhecimento musical da filha, fazendo com que ela tivesse aulas de piano desde os sete anos de idade. Jake e Ada Vaughan, seus pais, eram bastante religiosos e adoravam ver a filha cantar nos cultos aos domingos, mas o que preocupava Jake era o interesse de sua filha pela música popular. Já sua mãe Ada, acreditava que Sarah devia tocar e cantar o que quisesse e esse foi um conflito comum na casa dos Vaughan por um certo tempo.

"Sarah pensa como um músico, é sempre capaz de encontrar o melhor em qualquer melodia." Dan Morgenstern. p.09.
Quando completou 18 anos, Sarah Vaughan já era bastante conhecida no circuito de clubes de Newark, mesmo tendo diversas discussões com o pai sobre isso, ela não havia desistido de suas eventuais canjas. Com a ajuda dos amigos, Sarah, resolveu enfrentar a timidez e participou da noite dos novos talentos do Apollo Theater, no Harlem em Nova York. Sua participação, como cantora, lhe rendeu o prêmio da noite (10 dólares e o direito de se apresentar por uma semana no próprio Apollo ao lado de uma big band), depois de ter apresentado sua versão de "Body and Soul" tirada da gravação do saxofonista Coleman Hawkins, um verdadeiro clássico do gênero. Sarah Vaughan, teve que esperar meses até que a tão sonhada semana chegasse e mudasse totalmente a vida daquela garota musicista tímida e dona de uma voz espetacular, tanto em alcance como em timbre, além é claro de sua imensa qualidade em compor.

"Acho que as pessoas me associam ao jazz porque eu fui criada nesse meio. Não estou desmerecendo o jazz, mas não sou uma cantora de jazz. (...) O que eu quero é cantar todo tipo de música que gosto. E eu gosto de todos os tipos de música". p.26.
Opinião: A coleção Folha Lendas do Jazz, já começa de uma forma espetacular ao mostrar a trajetória de uma, se não a maior, das melhores cantoras de jazz de todos os tempos. Sarah Vaughan, conhecida como "The Divine" (A Divina), divide o topo das preferências juntamente com Ella Fitzgerald e Billie Holiday, principalmente. Sarah nunca escondeu sua admiração por essas duas, mas na história do jazz, onde Ella e Billie, uma década antes, desenvolveram e tornaram populares o estilo "Swing", Sarah, entre outros, acompanhou de perto o estilo Bebop, agregando ainda mais o seu estilo diversificado de cantar. É muito interessante ver como ela era respeitada no meio ao lado de monstros sagrados como Dizzie Gillespie, Charlie "Bird" Parker, ente muitos outros.

O livro 01 dessa bela coleção nos mostra os primórdios de Sarah, passando por sua ascensão, que indubitavelmente sempre voltou ao Apollo Theather, seu sucesso absoluto como cantora e compositora até sua morte em 03 de abril de 1990, vítima de câncer de pulmão. Durante toda sua vida adulta, Sarah Vaughan, fez o que sempre desejou fazer: Cantar. E, mais, cantou tudo aquilo que desejava, pois Sarah Vaughan não se limitou ao jazz somente, deixou também seu legado na música pop requintada, como era de se esperar.
A edição da Coleção Folha Lendas do Jazz, segue o formato já conhecido da editora e é vendido, principalmente, na bancas de jornal de todo o país, mas também pode ser encontrado na loja da folha pela internet. A coleção é apresentada no formato tradicional do cd/livro, com uma arte muito bonita na capa e a lombada é fragmentada, formando uma cena no final da coleção, muito bacana. O material é de primeiríssima qualidade, com a capa dura e brilhante e papel interno em couché brilhante também. Em resumo, exatamente como um cd deveria ser. O livro é recheado de fotos e sua fonte é bastante agradável. No final de cada edição, existe um glossário de termos utilizados, uma seção denominada "Frases", recomendações para ler, ouvir e assistir, o repertório do cd e uma breve descrição do autor Carlos Calado. Realmente, uma coleção que vai agradar tanto aos experientes como aos novatos nesse mundo tão maravilhoso chamado, JAZZ!!
Agradeço imensamente a Editora Folha por ter me enviado essa coleção, pois esta me proporcionando ótimos momentos de nostalgia em relembrar todos esses maravilhosos, saudosos e incomparáveis artistas da música. Leitores, a Coleção Folha Lendas do Jazz é ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL. 

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