[RESENHA #284] STAR WARS - BATTLEFRONT: COMPANHIA DO CREPÚSCULO - ALEXANDER FREED - Saga Literária

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terça-feira, julho 11, 2017

[RESENHA #284] STAR WARS - BATTLEFRONT: COMPANHIA DO CREPÚSCULO - ALEXANDER FREED

Título: Star Wars - Battlefront: Companhia do Crepúsculo
Autor: Alexander Freed
Editora: Aleph
Páginas: 424

Ano: 2017
ISBN: 9788576573364
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse:
 Entre as estrelas e através do vasto espaço, a Guerra Civil Galáctica urge. Nos campos de batalha de diversos planetas na Orla Média, legiões de stormtroopers impiedosos – determinados a esmagar a resistência ao Império onde quer que ela surja – estão envolvidos em combates brutais contra tropas que lutam pela liberdade. Essa resistência é liderada pelos soldados da 61ª Infantaria Móvel, também conhecida como Companhia do Crepúsculo. Determinados, fortes e leais, eles não se deixarão deter nem pelo Império nem pelas adversidades impostas aos rebeldes. Nesta elogiada história do novo cânone de Star Wars, personagens novos e complexos são apresentados, e o leitor acompanha de perto as mais intensas batalhas pela salvação da República. 

Resenha: Star Wars – Battlefront: Companhia do Crepúsculo, foi escrito pelo autor Alexander Freed, o livro trata-se de uma adaptação do famoso game Star Wars: Battlefront e vem para enriquecer a linha de livros cânones que a Disney está expandindo. Aqui no Brasil, o livro foi publicado pela Editora Aleph, que é especialista em livros de ficção científica.

"Três sujeitos se arrastavam por uma avenida deserta, sob um toldo rasgado e gotejante. O homem magro e compacto que liderava o grupo estava vestido com um uniforme militar cinza desgastado e uma confusão de aparatos militares grosseiramente estampados com o símbolo da Aliança Rebelde. O cabelo negro embaraçado caía por trás do visor do capacete, fazendo a água da chuva escorrer por seu rosto bronzeado." p. 23.

A história em Star Wars: Battlefront - Companhia do Crepúsculo ocorre alguns dias após uma magistral vitória dos rebeldes na famosa batalha de Yavin IV, no qual a Estrela da Morte foi destruída. Com o sucesso das forças rebeldes nessa dura e árdua batalha contra o império, a moral da equipe elevou-se e confiantes, resolveram seguir adianta na luta contra o Império Galáctico, utilizando de novas estratégias. Com esse sucesso, um esquadrão foi criado com o objetivo de invadir e conquistar, liderado por Hazram Namir, um veterano soldado, surgindo a Companhia do Crepúsculo.
"Namir suspeitava que Von Geiz estava presente só para ser um rostinho bonito na companhia. Ele havia começado a reunião verificando Chalis e perguntando a ela sobre os efeitos colaterais do bastão de atordoamento, enquanto Uivo esperava pacientemente e o tenente Sairgon resmungava. Von Geiz era um homem inteligente e sabia o papel que devia intrpretar - bonzinho, paternal, simpático. Mas Chalis mal olhava para qualquer pessoa que não fosse o capitão." p. 50.

Esse novo esquadrão é formado por soldados que não são idealistas, não são políticos e muitos deles não lutam por uma causa, isso eles deixam para os responsáveis para a Aliança Rebelde, eles são instrumentos de guerra, para impor os desejos e assim alcançar os objetivos que foram traçados por seus líderes, muito desses soldados estão nesse esquadrão por falta de opção, por não ter para onde ir. Essa nova companhia tem a árdua tarefa de reconquistar os planetas integrantes da Orla Média.


"A nave auxiliar balançou e tremeu ao taxiar pela passarela na direção das portas do hangar. Namir pulou os procedimentos padrão de verificação pré-voo - não porque ele temesse perder segundos preciosos, mas porque ele nunca tinha pilotado uma espaçonave sozinho [...]" p. 211.

Ao longo da leitura, acompanhamos diversas guerras e conflitos pelo qual a Companhia dos Crepúsculo se vê envolta. Vivendo os horrores das Guerras Intergaláticas, o grupo precisa enfrentar diversas dificuldades e inimigos, enquanto vivem em uma nave que está em estado precário e ao mesmo tempo precisam lidar com algumas baixas enquanto cruzam a galáxia. É nesse cenário calamitoso que as forças rebeldes ganham um novo e peculiar aliado nessa grande guerra que está longe de chegar ao fim. A companhia vai fazer de tudo para garantir a própria sobrevivência enquanto lutam sem piedade ou remorso contra esse inimigo titânico e tirânico liderado pelo Imperador Palpatine.

Opinião: Battlefront: Companhia do Crepúsculo não é um romance convencional de Star Wars, pois o livro não tem como foca as complexidades da força ou mesmo do vicioso e emaranhado mundo da política intergalática. Battlefront tem como foco a amizade, união, honra, lealdade e perdas que homens e mulheres precisam enfrentar na linha de frente nessa grande guerra intergalática. 
Sobre os personagens, destaco Namir, que por sinal é um personagem bem construído, ele é severo, impassível e atento com os seus homens, podemos ver no grupo de Namir um clima de camaradagem. Namiar é um personagem de natureza taciturna, por ser um cara sério, bem como pelo seu trabalho que é estressante, ele vive apenas para servir e isso lhe permite raros momentos de alegria ou felicidade. 
É muito interessante e explosiva a batalha de Hoth, onde o esquadrão liderado por Namir tem um pequeno e breve encontro com Darth Vader. Após esse momento, os seus homens não são mais os mesmos, pois eles conseguem ver a força do mal e tudo muda, já que eles começam a realmente perceber que estão envolvidos em uma luta é algo grandioso. Após isso, eles acabam tornando-se um pouco do próprio Namir.
Em Battlefront, Freed descreve um período conturbado e um cenário propenso a mudanças necessárias e fundamentais em todo a Galáxia ou Universo de Star Wars. Acompanhamos a formação de novas estruturas familiares, novos grupos que lutam bravamente resistindo contra a força do Império. Nesse cenário de batalhas, o heroísmo, a determinação e coração são uma constante. Alexander Freed nos apresenta um livro repleto de ação, mas é também um livro inteligente pelos aspectos abordados acima. Por fim, Battlefront dá uma contribuição notável, enriquecendo esse grande universo de Star Wars.  
A edição está caprichada, a capa retrata bem o clima do livro, sem contar a arte que está magnífica. A fonte, espaçamento e revisão estão ótimos, mantendo o padrão de outras edições de Star Wars. Quero deixar o meu agradecimento a Editora Aleph, por me enviar o livro Battlefront: Companhia do Crepúsculo e por isso pude viajar pela galáxia enquanto realizava essa bela leitura.

10 comentários:

  1. Olá Yvens, tudo bem?
    Eu nuca li nenhum livro da saga Star Wars. O gênero não faz meu estilo e apesar de ja ter tentado realizar a leitura algumas vezes sempre acabo desistindo. Mas a obra é uma ótima dica para os amantes do gênero em especial os fãs da saga. Pelas suas fotos tenho que concordar que q edição está belissima e mesmo que eu não adquira para mim mesma, vejo esse livro como uma linda opção para presente. Mais uma vez amei a sua resenha. Parabens!
    Aguardo ansiosa as próximas dicas.
    Beijos

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  2. Oi, Yves!
    Acompanho a saga Star Wars pelo cinema, não cheguei a ler nenhum livro, e achei interessante a relação ao cânone que se iniciou com os próprios filmes. Não pensei que fariam livro baseado no jogo, parece muito bom, mas não sei se seria o meu estilo de leitura. Fica a dica, de qualquer forma.
    Bjos!
    Por essas páginas

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  3. Eu tô muito atrasada com as minhas leituras de Starwars. Queria demais ler esse livro.

    http://laoliphant.com.br/

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  4. Essa edição parece estar linda e achei a capa maravilhosa. Eu ainda não conhecia e mesmo não curtindo muito o universo de Star Wars, eu confesso que tenho curiosidade com a leitura. Gostei da sua dica e espero que se eu for ler, que eu possa gostar.

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  5. Poxa que bacana isso e eu não conhecia .assisti star Wars quando jovem e depois me emocionei com que vi no cinema ( aquela emoção de ver nosso filhos já adulto amar, sabe!)
    Mas nunca li nada e achei a dica o máximo! Bjs

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  6. Oi, tudo bem?
    Não curto Star Wars, mesmo assim sua opinião foi ótima e a edição do livro está linda.
    Quem sabe um hora consigo me render .

    Beijos

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  7. Olá!
    As capas dessa série são muito lindas, morro de vontade de conferir como as histórias realmente são.


    Beijinhos,
    Livros que Li

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  8. Olá, pela sua resenha o livro parece estar bem legal, adorei saber que o foco é diferente dos demais livro do universo de Star Wars.

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  9. Olá,
    Confesso que nunca fui muito de ler ou assistir nada relacionado à franquia, mas conheço muitos que gostam.
    Achei interessante os pontos que levantou sobre o personagem Namir e como é a sua personalidade, assim como também a camaradagem existente entre o seu batalhão que acho muito importante.
    Adorei saber suas impressões e até me animei um pouco para fazer uma tentativa de leitura.

    LEITURA DESCONTROLADA

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  10. Olá.
    A Aleph lança tantos livros de Star Wars que eu fico perdida, ahahaha.
    Sinceramente, não sou grande conhecedora da série e nem sinto vontade de assistir ou ler os livros, mas espero que quando isso ocorrer, que eu goste, já que falam muito bem a respeito.
    O livro parece envolver muita guerra e ação, já sei que quando eu quiser ler algo do tipo é só correr para os livros de Star Wars, ahahaha

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