[RESENHA #305] AS MINAS DO REI SALOMÃO - HENRY RIDER HAGGARD - Saga Literária

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quinta-feira, agosto 17, 2017

[RESENHA #305] AS MINAS DO REI SALOMÃO - HENRY RIDER HAGGARD


Título: As Minas do Rei Salomão
Autor: Henry Rider Haggard
Editora: Via Leitura (Edipro)
Páginas: 256
Ano: 2017
ISBN: 
9788567097442
Onde Comprar: Edipro - Saraiva

Sinopse: O auge do Império Britânico, com colônias inglesas espalhadas por todo o globo, refletiu-se na produção literária com o surgimento de intrigantes obras que narravam os feitos de aventureiros em lugares exóticos e inóspitos. Um dos grandes sucessos desse estilo literário é as minas do rei Salomão, de Henry Rider Haggard, publicado em 1885. Nesta divertida aventura, o caçador britânico Allan Quatermain, que se tornaria um dos personagens mais emblemáticos da literatura vitoriana, é contratado para encontrar o irmão perdido de um barão inglês que desaparecera no interior da África em busca das lendárias minas do rei Salomão. As minas do rei Salomão aqui apresentada em edição integral, colocou os holofotes sobre todo um subgênero da ficção: os romances de mundos perdidos. O livro influenciaria mais tarde outras grandes obras como A terra que o tempo esqueceu, de Edgar Rice Burroughs, O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle, King Kong, de Edgar Wallace, e O homem que queria ser rei, de Rudyard Kipling.

Resenha: Em As Minas do Rei Salomão somos levados para o interior do continente africano e a história começa com Sir Henry Curtis e seu amigo Capitão John contratando Allan Quatermain para que encontre George, o irmão mais novo de Sir Henry que foi visto viajando pelo interior do continente em direção ao norte em uma expedição que buscava encontrar as lendárias minas do Rei Salomão.

"Fomos adiante até que o leste começasse a corar como as bochechas de uma moça. Então surgiram tênues raios de luz rósea que depois se transmutaram em barras douradas as quais a alvorada deslizou sobre o deserto." p. 65.

Allan Quatermain é um caçador de elefantes e concorda em liderar pelo centro da África em busca de George com uma condição: quer parte do tesourou, ou uma pensão para o seu filho caso morra. Quatermain não está sozinho nessa empreitada, pois recebe a companhia de Sir Henry e John, um ex-oficial da marinha britânica e Umbopa, um misterioso homem africano que parece ter conhecimento sobre o misterioso território que eles precisam explorar. Henry acredita que o seu irmão foi em busca de fortuna, pois George tinha brigado com ele, orgulhoso, não queria depender mais do irmão mais velho.
Viajando por um escaldante deserto sem água, o grupo tem dificuldades de sobreviver, contudo eles acabam vencendo essa dificuldade e cruzam uma montanha em Sulimani que dá passagem a um vale habitado por uma tribo guerreira em Kukuanaland, onde são levados ao Rei Twala que comanda o seu povo de forma implacável. Contudo, Twala conta com a ajuda de Gagula, uma bruxa perigosa que aterroriza o povo.

"Lavantamo-nos e nos preparamos para a luta, vestindo nossas cotas de malha, pelas quais, naquela circunstância, nos sentíamos extremamente gratos. Sir Henry levou a coisa ao extremo e se vestiu como um guerreiro nativo." p. 160.

Na tribo acaba acontecendo um grande evento para depor o Rei Twala que na verdade usurpou o trono tempos antes. Nesse cenário ocorre um grande massacre e carnificina, acompanhado de uma batalha épica. Os ingleses após tal evento conseguem capturar Gagula que promete levar todos na montanha onde está localizada as minas do Rei Salomão, porém nem tudo são flores e o grupo precisa encarar outro desafio para sobreviver.

Opinião: Narrado em primeira pessoa, As Minas do Rei Salomão é uma história de aventura no continente selvagem com descrições ambientais bem feitas. É interessante acompanhar os personagens tendo que passar por um oásis ou uma savana, por montanhas e conhecer uma certa tribo. No que diz respeito aos personagens, o autor nos apresenta uma certa idealização em seus personagens, temos um lorde inglês e herói nacional na figura de Curtis, um homem destemido e corajoso como Allan Quartermain, um gentleman na figura do capitão John, além é claro de um misterioso homem africano.
Henry Haggard nos demonstra a África como um continente selvagem e ao mesmo tempo puro, mas também misterioso, aspectos esses que diferem do mundo "civilizado". Em meio ao tempo do politicamente correto, a narrativa talvez possa parecer preconceituosa para muitos, pois o autor ao descrever os africanos, os descreve como arrogantes, indolentes e supersticiosos. Porém, deve-se levar em conta que o livro foi escrito por um britânico, durante a era vitoriana e segunda revolução industrial, época em que o Imperialismo Britânico estava em seu auge.
Para quem não sabe, o personagem Allan Quatermain é aquele interpretado por Sean Connery no filme A Liga Extraordinária que conta ainda com outros personagens extremamente conhecidos no mundo da literatura como: Dorian Gray, Tom Sawyer e Dr. Jekyll de O Médico e O Monstro. O livro As Minas do Rei Salomão recebeu uma adaptação para os cinemas em 1985, dirigido Jack Lee Thompson, teve em seu elenco nomes como: Richard Chamberlain, Sharon Stone e John Rys-Davies (o famoso anão Gimli de O Senhor dos Anéis). Essa leitura foi muito boa, divertida, repleta de ação e aventura, me desligando do mundo. Agradeço imensamente a Edipro por me enviar As Minas do Rei Salomão.
Sobre a Edição: O projeto gráfico foi bem feito, a capa é linda e retrata a savana africana, sem contar que as cores são lindas. O livro foi impresso em papel Norbrite Cream, as folhas são amareladas, a fonte e espaçamento estão confortáveis e a revisão ficou muito boa. Os capítulos são relativamente curtos, facilitando a leitura, o livro conta também com um mapa. As Minas do Rei Salomão faz parte da coleção Clássicos da Literatura Universal publicada pelo selo Via Leitura da Edipro.
Sobre o Autor: Sir Henry Rider Haggar nasceu em 22 de junho de 1857 em Bradenham Hall, Inglaterra. Henry foi um escritor, filho de William Meybohm e Ella Doveton. Estou na Ipswich Grammar School e aos 19 anos foi para a África do Sul como secretário do governador da província de Natal. Voltou para à Inglaterra em 1879 e a partir de 1882 começou a escrever seus romances. Em 1885 lançou o seu livro de mais sucesso, As Minas do Rei Salomão. 

9 comentários:

  1. minha amiga tinha me recomendado esse livro, ela disse que é muito bom, irei ler ele.

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  2. Oiii tudo bem?
    Realmente essa deve ser uma ótima leitura, no momento não está despertando tamanho meu interesse, mas pude ver o quando foi importante Salomão e futuramente desejaria conhecê-lo melhor.
    Beijinhos

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  3. Fiquei interessada, por se tratar de uma história dentro de um lugar em que leio poucos livros falando sobre.

    Beijos!

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  4. Capítulos curtos me cativam !! Amei conhecer mais dessa história, sempre ouvi falar desse livro mas nunca havia lido a respeito. A história me parece ser bem desenvolvida e levando em conta a época que foi escrito, esse certo descaso do narrador/autor com os africanos é bem natural. Já coloquei na minha listinha de livros pra vida ! Beijos do Wes ^^

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  5. Apesar do livro parecer interessante, e eu gostar de livros do gênero, ainda mais quando vem com mapas, não fiquei tão tentada em ler desta vez.
    Bjs, Rose

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  6. Eu gosto muito dessa história e achei a edição incrível, ainda não a conhecia e gostei bastante do que você falou sobre ela aqui na resenha.

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  7. oiee
    não tinha visto a obra e achei a história bem legal mas não é algo que leria agora
    mas adorei a resenha e sua opinião
    dica anotada
    beijos

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  8. Eu sei que temos que levar em consideração o contexto histórico, mas que fico com uma raivinha, eu fico. De qualquer forma, é uma leitura valida para a gente perceber como os europeus olham para o resto do mundo.
    Ah, o filme eu vi muitas vezes na sessão da tarde

    Beijos

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  9. Já havia ouvido falar desse livro, mas ainda não li. Porém, achei bem bacana cê falar que a gente tem que considerar o contexto histórico da época em que o livro foi escrito. Muita gente desiste de clássicos porque aplica filtro de percepção dos dias atuais, esquecendo que na época as coisas não eram assim. Linda essa edição.

    ;*

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