[RESENHA #317] A MÁQUINA DO TEMPO - H. G. WELLS - Saga Literária

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sexta-feira, setembro 08, 2017

[RESENHA #317] A MÁQUINA DO TEMPO - H. G. WELLS

Título: A Máquina do Tempo
Autora: H. G. Wells
Editora: ViaLeitura [Edipro]
Páginas: 112
Ano: 2017
ISBN: 9788567097381
Onde comprar: Saraiva

Sinopse: Um texto clássico para o leitor de ficção científica. Publicado em 1895, A Máquina do Tempo é considerada um dos primeiros romances a tratar do conceito de viagem no tempo. O personagem central, um cientista apresentado na trama apenas como "o Viajante do Tempo", constrói uma máquina capaz de viajar pela quarta dimensão. ao testá-la, é transportado para o ano de 802.701, em um mundo povoado pelos pacíficos elóis. Mas os elóis não são os únicos habitantes dessa nova terra, e o Viajante do Tempo terá de enfrentar os morlocks, seres que vivem nos subterrâneos e guardam um importante segredo sobre o destino da humanidade. A Máquina do Tempo foi o primeiro romance publicado por H. G. Wells. Seu sucesso instantâneo na época abriu as portas para todo um novo gênero literário que até hoje agrada a leitores de todas as idades.

Resenha: Em um encontro com amigos em sua residência, "o Viajante do Tempo", entre as conversas entabuladas, acaba por adentrar um assunto que todos acreditam ser impossível: A viagem no tempo. Porém, ele revela que está trabalhando em um protótipo que irá permitir que as viagens no tempo se tornem realidade e que ele mesmo irá provar isso. Claro que todos seus amigos são céticos quanto ao assunto em questão, mas também morrem de curiosidade em saber até onde aquele cientista meio excêntrico vai chegar com aquela história. Mas o viajante tem uma cartada na manga e consegue mostrar aos seus amigos um pequeno vislumbre do que pode ser a realidade da viagem no tempo.

"Foi assim que o Psicólogo acabou enviando o protótipo da Máquina do Tempo para a sua viagem interminável. Todos vimos a alavanca girar. Tenho certeza absoluta de que não havia truque. Sentimos uma lufada de vento e a chama da lâmpada tremulou. Uma das velas sobre a cornija apagou e a pequena engenhoca, de repente, girou, se tornou indistinta, feito um fantasma, por um segundo, talvez, um redemoinho de bronze e marfim, levemente cintilante e desapareceu...sumiu!" p. 19.

Alguns dias depois, todos estavam de volta a casa do Viajante do Tempo, mesmo acreditando que a pequena experiência mostrada por ele ateriormente era apenas algum tipo de truque, a curiosidade ainda era uma grande força em todos que foram convidados para aquele jantar que se tornaria único da vida de cada um deles.
Com uma aparição, no mínimo, perturbadora, o Viajante do Tempo, encontra seus amigos em um estado lastimável. Mesmo sabendo da impaciência de todos, ele pede que aguardem, pois a história que ele iria lhes contar, valeria toda a espera e além do mais ele mesmo era a prova viva de que a viagem no tempo realmente era possível com sua criação.

"Pousou a taça e se dirigiu à porta da escada. Outra vez, reparei que coxeava e no som abafado dos passos. Levantei-me e observei seus pés aos sair. A não ser por um ensanguentado e esfarrapado par de meias, nada calçava." p. 25.

Opinião: Herbert George Wells foi um escritor de ficção científica que escreveu diversos romances fantásticos como A Ilha do Dr. Moreau [1896], O Homem Invisível [1897], A Guerra dos Mundos [1898], para citar os mais famosos. A Máquina do Tempo de 1895, igualmente famoso e inovador, obteve um sucesso absoluto e estrondoso na época de seu lançamento e mudou os rumos da literatura de ficção cientifica em se tratando de viagens no tempo. No livro acompanhamos a catártica história do personagem denominado apenas como Viajante do Tempo, um cientista brilhante que conseguiu construir e realmente viajar pelo tempo. A narrativa clássica de Wells é muito gostosa de seguir, pois apesar do vislumbre do personagem em outra época, as descrições ambientais, muito comum na época em livros assim, são leves e a história é mais direcionada as descobertas do futuro da humanidade.
Se você, leitor, nunca leu A Máquina do Tempo, mas conhece a história pelos vários filmes realizados, principalmente o dirigido pelo bisneto do autor, Simon Wells, [o terrível] A Máquina do Tempo de 2002, sinto lhe dizer, mas quase nada bate com livro. Infinitamente superior, apesar de suas poucas 112 páginas, Wells nos leva a uma batalha quase que heroica entre nosso personagem, que se alia aos pacíficos Elóis, contra os temíveis Morlocks. Mostrando uma sociedade dividida apenas em duas facções, Wells faz um tremenda crítica a sociedade e, apesar de exagerar, nos mostra um possível futuro, caso não acordemos à tempo. A Máquina do Tempo, além de um ótimo livro de ficção científica, é também uma forma de vermos como pode acabar se tornando nossa sociedade, isso claro, encarando o futuro mostrado no livro como uma, não tão divertida, parábola. 
É muito interessante ver como os elóis são demonstrados no livro, o que causa até um certo incomodo perante a descrição dos temíveis morlocks, que de certa forma, encarando, como disse, uma parábola, é bastante incomodo também. A Máquina do Tempo foi um romance de ficção científica que abriu várias possibilidades na literatura da época, inclusive para o próprio autor, e, mesmo nos dias de hoje, parecendo um pouco datada, ainda é um tremenda história que encanta gerações e, acredito, ainda irá continuar a encantar.
Sobre a edição: A Máquina do Tempo tem uma capa muito bonita e mesmo sendo no formato brochura é bastante resistente. Tem fonte agradável e papel amarelado. A edição está muito bem feita e a Via Leitura, da editora Edipro, está de parabéns pelo projeto. Também gostaria de agradecer por ter recebido essa obra clássica e maravilhosa, e, claro, meu amigos leitora, IMPERDÍVEL.
Sobre o autor: Herbert George Wells nasceu em 21 de setembro de 1866 em Bromley, na Inglaterra. Estudou biologia na Escola Normal de Ciências, em Londres. Essa formação foi fundadora no desenvolvimento dos temas de que o escritor londrino trataria em seus romances, tornando-se um pioneiro da ficção científica. Além de compor tramas inquietantes, como uma viagem no tempo ou invasões alienígenas, tratou em seus livros de temas que se mantêm atuais quase um século após sua morte, como a ameaça de guerra nuclear e a ética na manipulação genética. Também foi autor  de romances fora do gênero da ficção científica e membro da Sociedade Fabiana, núcleo político britânico nascido no final do século XIX e que visava a conceder às classes trabalhadoras o controle dos meios de produção na Inglaterra. H. G. Wells, faleceu em 13 de agosto de 1946, aos 79 anos de idade, em Londres na Inglaterra e teve editado, algo em torno de 50 obras.

2 comentários:

  1. oiii tudo bem ?
    ainda não conhecia mas falou em maquina do tempo já ganhou minha atenção , fiquei bem curiosa irei pesquisar mais sobre o autor *-* ótima resenha.

    bjss

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  2. Já ouvi falar bastante do autor e suas obras, especialmente porque me interesso bastante por viagem no tempo e acho que iria curtir muito a obra.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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