[CRÍTICA] AO CAIR DA NOITE - Saga Literária

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quinta-feira, outubro 12, 2017

[CRÍTICA] AO CAIR DA NOITE

Dirigido por Trey Edwards Shults, Ao Cair da Noite é ambientado em um futuro pós-apocalíptico, o mundo foi assolado por um vírus e logo no início acompanhamos a família liderada por Paul (Joel Edgerton) e composta por sua esposa, seu filho Travis e o seu sogro. Eles vivem em uma casa no meio da floresta, contudo é nesse lugar que ocorre uma despedida dolorosa e brutal, pois um membro é contaminado por um vírus. Nesse lugar em certo momento uma nuvem de fumaça com tonalidade de cinza escuro começa a impregnar o verde da floresta e essa imagem serve como um presságio de que algo que está porvir.

A família vive em certa "tranquilidade", racionando comida, tratando a água e utilizando máscaras de gás quando é necessário sair da casa para realizarem alguma atividade. Durante à noite, todos devem permanecer dentro de casa devido ao perigo que pode haver na floresta. A rotina é algo comum na família, tudo é planejado e controlado, vivem em uma certa segurança, mas tudo isso muda quando em certa oportunidade um homem misterioso (Christopher Abbott) invade o refúgio deles, ameaçando toda a segurança e tranquilidade que conquistaram.
Desse momento em diante, a família precisa lidar com o sujeito enquanto busca conhecê-lo, mas ele não está sozinho, pois ele também tem uma família, igualmente necessitada de segurança, comida e qualquer tranquilidade que seja possível nesse cenário assustador e repleto de incógnitas. Em meio as dificuldades e reviravoltas, ambas as famílias precisam viver juntas e tornar-se aliadas em busca pela sobrevivência.

Opinião: Ao Cair da Noite é um thriller dramático, conta com uma fotografia escura e trilha sonora minimalista e discreta. Trey nos passa constantemente o sentimento de apreensão, com a sensação de que algo ruim está sempre prestes a acontecer. É interessante acompanhar as dores familiares, o clima de apreensão, medo e desespero dos personagens diante das incertezas, do isolamento na floresta, enquanto lutam para sobreviver e verem o sol nascer novamente.
O filme consegue ser contemplativo e conta com boas atuações sobre o convívio em situações tensas e extremas. Apesar do clima de solidão e desolação, a película de Trey Edward Shults me deixou com a impressão de ser um filme vazio. Não fiquei completamente imerso na narrativa, o filme não conseguiu ao meu ver acrescentar algo de novo em se tratando de cenários apocalípticos ou pós-apocalípticos. Dou nota 6,5 em 10 para o filme de Trey Shults.

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