[RESENHA #375] PODE BEIJAR A NOIVA - PATRICIA CABOT - Saga Literária

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quarta-feira, dezembro 06, 2017

[RESENHA #375] PODE BEIJAR A NOIVA - PATRICIA CABOT


Título: Pode Beijar a Noiva
Autora: Patricia Cabot
Editora: Essência (Planeta)
Páginas: 240
Ano: 2016
ISBN: 9788542206760
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse:
Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva. Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva. Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?

Resenha: Emma Van Court é uma azarada. Pouquíssimo tempo depois de fugir com seu amado, Stuart - pároco na igreja Anglicana - ela vê-se viúva e falida. E mais: para conseguir se casar ela precisou brigar com as ambas as famílias do casal, inclusive o primo mais próximo deles, James Marbury, o conde de Denham. Mas quando ela achava-se desesperada, uma herança cai dos céus. Só que, é claro, há uma condição para isso: Emma precisa novamente tornar-se esposa de alguém.

"[...] O sentimento deve ter transparecido em seu rosto, pois o barão achou prudente largar o braço de Emma, que cambaleou um pouco ao ser solta de repente. Então, para surpresa de James e – teve que admitir – para seu completo deleite, ela se adiantou e segurou em seu braço com duas mãos, agarrando-o como se ele fosse uma corda salva vidas." p. 30.
Com isso, uma horda incômoda de pretendentes começa a bater a sua porta. Quando seu primo James vem até sua casa buscar o corpo de seu primo, marido de Emma, ela precisará segurar sua mágoa e mais do que tudo manter seus segredos enterrados junto com Stuart. Já James precisará decidir entre fazer o que acha certo e seguir seu coração e buscar uma forma de conseguir o perdão de Emma. E quem sabe algo mais?


"Emma creditava a si mesma a culpa. Ela iniciara tudo com um beijo de boa-noite que deveria ter sido um simples beijo. E como era uma criatura lasciva para não ceder aos seus instintos básicos, naquela noite o que ela mais desejava era ver o que estava sob o roupão de cetim de James." p. 186.

Opinião: Esse é meu primeiro livro de romance de época escrito pela Meg (aqui como Patrícia), mas já adianto que a mulher manda bem em qualquer estilo literário. A narrativa rápida torna a história muito mais gostosa e apesar disso não se deixou de trabalhar os personagens. Emma e James são um casal crível, com uma história pregressa que nos faz aceitar o que está por vir (tipo Callie e Gabriel do ótimo 9 regras a ignorar antes de se apaixonar) e até mesmo os personagens de apoio tem suas histórias e bons momentos nas tramas. 
Quando você se acostuma com a escrita da Meg é bem chocante ver essa narrativa cheia de pequenas críticas à sociedade e comportamentos, mas o que mais estranha é o erotismo. Meg é conhecida por seus romances juvenis, com tramas básicas e um beijinho aqui e outro ali. Em Pode beijar a noiva - como em todo bom romance de época - há cenas sensuais entre o casal e felizmente Meg soube utilizar essas cenas como um método de construção da relação e não meramente como um recurso apelativo.

Em suma, o livro é uma história leve e divertida, ideal para ler num Sábado a tarde nem preguiçoso, quando a gente só quer relaxar. Não há nada de primoroso ou muito diferente dos outros títulos do gêneros, mas vale a pena para os fãs que querem torcer por mais um casal.
Sobre a Edição: As páginas são amareladas com a fonte num tamanho ideal. Sem reclamações quanto a confortabilidade para leitura. A diagramação é simples, com uns pequenos detalhes bonitinhos no início de capa capítulo. A capa não tem absolutamente nada a ver com a história, mas como é bonita eu perdoo. Haha. É uma boa edição. Fica bonito na estante. 
Sobre a Autora: Meg Patrícia Cabot (1967) é uma escritora norte-americana de literatura juvenil. Nasceu em Bloomington, Indiana, Estados Unidos, no dia 1 de fevereiro de 1967. Com sete anos de idade, escreveu seu primeiro conto “Benny the Puppy” (Benny, o Cachorrinho), para onde transfere um pouco da vida difícil passada na infância e na adolescência. Hoje está com diversos títulos publicados  e é conhecida principalmente pelo livro “O Diário da Princesa”, o primeiro da série do mesmo nome, que se tornou um best-seller.

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