[CRÍTICA] BRIGHT - Saga Literária

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

[CRÍTICA] BRIGHT

Dirigido por David Ayer (Esquadrão Suicida e Corações de Ferro); Bright é uma aposta da Netflix. Orçada em 90 milhões de dólares, o longa conta com nomes de peso em seu elenco como: Will Smith, Joel Edgerton, Noomi Rapace e Edgar Ramirez. Bright mescla os gêneros ação, suspense e fantasia, este último através de diversas raças, entre elas os humanos, elfos, orcs, centauros, fadas e até mesmo dragões, tudo isso disposto e ambientado em ruas sombrias com muita chuva na cidade de Los Angeles e para piorar a situação os protagonistas são policiais, digo para "piorar" tendo em vista que a população da cidade não confia na polícia local.

O longa inicia demonstrando a vida de Daryl Ward (Will Smith), um humano policial que acompanhado por seu companheiro Nick Jakoby (Edgerton) e primeiro Orc policial, acaba sendo alvejado em uma ronda rotineira. Durante a fuga do criminoso, Nick Jakoby parte em busca do orc que atentou contra a vida de Ward, porém ele comete diversos erros e o criminoso acaba fugindo, isso cria um certo conflito entre os companheiros e para piorar a situação, Jakoby é alvo frequente de deboches e hostilidades dos outros policiais humanos e também dos Orcs. 
Em certo momento surge no caminho da dupla uma jovem elfa chamada Tikka (Lucy Fry) que está em posse de uma relíquia poderosa (varinha mágica) que deveria estar esquecida, mas que em mãos erradas tem o poder de destruir todo o mundo. Piorando a situação, existe uma profecia sobre essa varinha e a possibilidade de trazer à Terra um ser extremamente poderoso conhecido como "O Senhor das Trevas", capaz de trazer a destruição para o planeta. Ward e Jakoby passam proteger a elfa, enquanto isso um trio de Elfos extremamente poderosos do clã Inferni liderados por Leilah, partem em busca da varinha destruindo tudo que está pela frente. Mas o trio não está sozinho, pois Kandomere (Edgar Ramirez) lidera os federais e busca eliminar de uma vez por todas a elfa Leilah.

Opinião: Bright é um filme que poderia oferecer mais pelo elenco que tem, existe uma química muito boa entre Smith e Edgerton com alguns momentos em que o humor dá a tona. Ward é um policial que até certo ponto se apega aos conceitos da profissão, mas não está imune à corrupção. Jackoby é um orc que em princípio sugere ser ignorante, contudo, por ele ser novato quer demonstrar ser bom no serviço, quer andar na linha e seguir as regras e através da sua índole que Ward é guiado.
David Ayer insere em bright diversas críticas socias em meio a esse universo fantástico, algo que pode ser representado por meio do preconceito racial, tendo em vista que no filme os orcs são vistos como seres inferiores e os elfos são tidos como seres superiores, há também uma crítica em relação a violência policial, a violência urbana. As raças por exemplo foram pouco exploradas e trabalhadas, não há um histórico sobre elas, como ocorreu essa divisão em castas envolvendo os humanos, elfos ou orcs. Bright tem diversas cenas de ações, mas nenhuma em especial ficou espetacular ou de tirar o fôlego, todas as cenas possuem uma fotografia escura, além disso as coreografias nas cenas de ação são razoáveis.

A mitologia apresentada em Bright é legal, mas carece de aprofundamento. No geral esse é um bom filme, é divertido, mas não é sensacional. Fica como destaque a carismática dupla formada por Will Smith e Joel Edgerton que salvam esse filme de fantasia policial. Bright é na verdade uma grande e boa aventura policial que pode ser assistida de forma despretensiosa. O filme está disponível na Netflix e a empresa oficializou a produção da sequência; Bright 2.

10 comentários:

  1. Oi Yvens!

    Tudo bem? Então, eu estou até para assisti Bright, mas não sei quando vai acontecer porque, na real, não ando muito nessa vibe.

    É uma pena que a fantasia acabou sendo rasa, isso sempre me irrita, seja em livros, séries e/ou filmes porque a fico na expectativa de saber mais sobre a construção da parte sobrenatural e então é entregue algo que parece estar pela metade.

    O carisma do Will Smith é absurdo e é por esse motivo que quero assistir o filme: sou muito fã dele desde bem novinha.

    Beijinhos
    www.paraisoliterario.com

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  2. Assisti, mas confesso que fiquei querendo mais, foi muito cenário, muita fantasia, muitos personagens para um enredo raso. Mas meu crítica vai para a personagem Tikka, céus, que menina desnecessária. Tem hora que até esquecia que ela estava na cena de tanto que focaram nos dois protagonistas, se formos ver nos primeiros momentos dela praticamente não ouvimos sua voz.
    Concordo com você, é um BOM filme, apenas isso.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com/

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  3. Acho que a gente espera TAAAAAANTO do elenco por ter bons nomes, mas as vezes a coisa é só mediana, e aí fica a frustração. Eu ainda não vi, mas a netflix segue apontando como sugestão pra mim haha depois da sua dica e dos seus pontos ressaltados, principalmente a respeito da violencia policial e preconceito racial, acho que vale a pena dar uma chance.

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  4. Olá Yvens!!!
    Eu vi inúmeros comentários sobre esse filme, porém apesar do elenco incrível não me chamou tanta atenção e sim eu só assisto filmes assim quando realmente me atraem.
    É uma pena que mesmo com o elenco que o filme teve ele não foi tão aproveitado como deveria e que ele traz a parte do preconceito dentro dele também.

    lereliterario.blogspot.com

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  5. Olá!
    Eu adoro filmes com Will Smith mas esperava mais dessa produção. O filme não rendeu, achei a história fraca e em alguns pontos foi difícil não desistir.
    Infelizmente nesse deixou a desejar.
    Ótima crítica!

    Beijos!

    Camila de Moraes.

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  6. Ooi,
    Comecei a assistir o filme cheia de expectativa, mas quando chegou mais ou menos no meio... eu dormi! Esperava muito mais das cenas de ação e também do enredo, concordo com você, pareceu pouco desenvolvido e eu particularmente achei um desperdício de uma boa ideia.

    Corujas de Biblioteca

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  7. Oi, tudo bem?
    Eu ainda não vi esse filme, mas confesso que não tenho muita vontade. A premissa não é bem o tipo de filme que eu curto e, ultimamente, fico com o pé atrás com filmes do Will Smith. Amo esse ator com todo meu coração, mas acho que ele não tem escolhido bem os filmes que participa :/
    Pelo que vi na crítica, parece que o filme é bom e a atuação do Will está ótima (como sempre, aliás), mas essa falta de aprofundamento da mitologia seria um problema também. Então, como já não gosto tanto desse tipo de filme, fico bem receosa de assistir.
    De qualquer forma, adorei a crítica e vou considerar o filme para quando estiver procurando algo para distrair, sem muita expectativa.
    Beijos!

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  8. Oii
    Assisti ao filme na semana de lançamento e desde o principio já apostei em uma continuação, pois como você colocou, faltou um tanto de explicação na mitologia das coisa toda. Apesar das suas críticas (que só agora parei para pensar melhor, rs) eu gostei bastante do filme e acho que tem potencial para ser uma duologia, ou como estou apostando, uma trilogia de sucesso.

    Vícios e Literatura

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  9. Confesso que quando vi esse filme no anúncio da Netflix, eu fiquei super instigado para vê-lo, ainda mais com Will Smith, um ator que eu particularmente adoro e prezo muito o trabalho.
    Mas antes mesmo de assistir, eu recorri as críticas, e fiquei decepcionado com tudo que li, então resolvi nem dar uma chance ao filme.
    Uma pena, pois tinha tudo para dar certo né.

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  10. Olá, tudo bem?
    Eu comecei a assistir esse filmes, mas, apesar de ter percebido a química que você disse que os atores tem, não consegui simpatizar com a história e achei o desenrolar bem bléh, para ser sincera. Não tenho vontade de assistir o filme completo e apreciei sua sinceridade.
    Beijos

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