[RESENHA #395] HUMILHADOS E OFENDIDOS - FIÓDOR DOSTOIÉVSKI - Saga Literária

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

[RESENHA #395] HUMILHADOS E OFENDIDOS - FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

Título: Humilhados e Ofendidos
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: Martin Claret
Páginas: 416
Ano: 2017
ISBN: 9788544001561
Onde comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Era uma vez um país em que o ardos das paixões sucumbia ao frio dos costumes. Havia naquele país uma cidade bela e lúgubre, onde os ricos se repimpavam no luxo mais ostensivo e os pobres não tinham o que comer. Viviam naquela cidade cinco jovens, dois homens e três mulheres, cujos afetos se entrelaçaram a ponto de formarem um complexo polígono amoroso, proporcionando-lhes uma efêmera felicidade mesclada com muito sofrimento. Aquele severo país é a Rússia na época dos czares; aquela cidade regida por formidáveis contrastes sociais é São Petersburgo, sua capital esplêndida e miserável. E aqueles jovens que sofrem tanto por amor são protagonistas do romance "Humilhados e Ofendidos", de Fiódor Dostoievski. Construído em formato novelesco, este livro sintetiza a concepção sociológica do escritor russo, bem como sua visão da confusa sexualidade humana, e configura, dessa maneira, uma leitura imprescindível para quem se interessar seriamente pela obra literária dele.

Resenha: Quando perambulando pelas ruas de São Petersburgo, o jovem Vânia, Ivan Petrovitch, encontra uma dupla insólita entrando em um bar. Um velho, que parecia ter uns cem anos e seu cachorro que parecia ter mais do que isso. Ambos caminhavam a passos lentos e ao entrar naquele bar, Vânia, descobriu que ele sempre aparecia por lá, mas que não pedia nada, só ficava em uma mesa próxima à lareira e não falava com ninguém, apenas observava com um olhar perdido, foi assim que Ivan Petróvitch conheceu Jeremiah Smith.

"O endereço do velho foi encontrado. Ele não morava, porém, na ilha Vassílievski, mas a dois passos daquele lugar onde viria a falecer - no prédio de Klugen, lá nas alturas, sob o telhado, no quinto andar, num apartamento à parte que se compunha de uma pequena antessala e um grande quarto de teto bem baixo, com três frestas semelhantes a janelas. Vivia numa pobreza horrível." p. 28.

Como estava procurando um novo local para morar, Ivan acaba ficando com a antiga moradia do velho. Intrigado com aquele homem, também usou o pretexto de alguém poder vir procurá-lo, para ficar ali. O velho tinha poucas posses, apenas dois livros e mais nada. Vânia tentou saber mais sobre o ancião, mas no prédio ninguém sabia de nada sobre aquele velho solitário. Mas, Vânia estava certo, pois depois de alguns dias, teve uma visita inesperada que, de certa forma, era o começo de uma grande mudança na vida de Ivan Petróvitch, que lhe seria apresentada na forma de uma criança: Nelly.
O primeiro encontro de Ivan Petróvitch com a pequena Nelly, não havia sido muito proveitoso, pois a menina maltrapilha havia fugido logo depois de ter descoberto que seu avô, o velho Smith, e Azorka, o velho cão, tinham morrido ambos no mesmo dia. Vânia até que tentou ir atrás daquela figurinha enigmática, mas foi interrompido pela visita de seu pai adotivo, Nikolai Serguéitch Ikhmeniov. Vânia, havia ficado órfão muito pequeno e desde então foi criado por Ikhmeniov e sua mulher, Anna Andréievna. O casal tinha uma filha, Natacha, que fez parte de toda a infância de Vânia, a qual se apaixonou perdidamente e quase secretamente.

"Eu olhava para ele com avidez, se bem que o tivesse visto diversas vezes antes daquele momento; olhava nos olhos dele, como se seu olhar pudesse resolver todas as minhas dúvidas e explicar-me como, de que maneira aquela criança conseguira encantá-la, suscitar nela um amor tão louco, aquele amor que levava Natacha a esquecer o primeiro dos seus deveres, a sacrificar, num rasgo de insensatez, tudo o que houvera até então de mais sagrado para ela." p. 63.
Ikhmeniov tinha um grande problema em sua vida, um processo que era movido contra ele, por seu antigo patrão, o príncipe Piotr Alexândrovitch Valkóski, que o acusara de ineficiência e apropriação em uma venda supostamente não autorizada pelo príncipe. Ikhmeniov, além de extremamente humilhado e ofendido, ficou bastante abalado com as outras acusações que o velho príncipe fizera com relação à seu filho, o jovem príncipe, Alexei Petróvitch ou como era mais conhecido, Aliocha, que havia alguns anos era criado pelo casal a pedido do próprio príncipe. As acusações eram difamantes e sujavam a reputação da filha de Ikhmeniov, Natacha, que o velho príncipe acusava de se aproveitar da inocência de Aliocha para se apropriar de toda a riqueza da família do velho príncipe.

"Tenho plena certeza de que toda a alma do velho doía, naquele momento, e revolvia-se de ver as lágrimas e o medo da pobre esposa; tenho certeza de que ele padecia muito mais do que ela." p. 91.
Para grande infelicidade de Ikhmeniov e também de Vânia, Natacha e Aliocha estavam realmente apaixonados e resolutos a ir contra tudo e todos, tanto, que resolveram em uma atitude totalmente rebelde fugirem e irem morar juntos na cidade. O jovem casal tinha apenas um aliado, o nobre escritor da família, Ivan Petróvitch, escritor em decadência e que secretamente amava Natacha e odiava Aliocha.

"Era uma história terrificante, a de uma mulher abandonada que sobrevivera à sua felicidade, uma mulher doente, cansada de sofrer e rejeitada por todos, até mesmo pelo último ser com que teria podido contar, pelo seu pai, que ela havia ofendido outrora e que, por sua vez, perdera a razão em face de insuportáveis sofrimentos e humilhações." p. 201.
Opinião: Dostoiévski nos apresenta em Humilhados e Ofendidos uma verdadeira história de amor em um formato bastante novelesco, mas sem deixar de lado a psicologia e a filosofia. Os personagens apresentados pelo grande autor, são todos muito bem construídos e bastante realísticos na forma em que são retratados na antiga Rússia. Cada página virada nos traz a imensa vontade de conhecer mais e mais da história de Ivan Petróvitch, mais conhecido como Vânia, onde conta sua paixão por Natacha. É bastante interessante o modo como Vânia é a peça que uni todos os núcleos de personagens em Humilhados e Ofendidos. Ivan é um escritor em decadência, mas que por ter publicado um romance de sucesso demonstra interesse de praticamente todas as pessoas na história. Claro que, não fosse a personalidade de boa índole e, só por isso, já querido por todos, de nada valeria seu sucesso anterior. 
Humilhados e Ofendidos é aquele tipo de romance que nos arrebata desde as primeiras páginas, algo característico de Dostoiévski. Mesmo apresentando uma história que pode soar até mesmo trivial, o autor consegue dar magnanimidade, transformando-a em algo espetacular. A escrita de Fiódor, como todos já devem saber, é um pouco densa, mas em nenhum momento, cansativa, pelo contrário, chega a ser o principal atrativo das histórias do autor. Pode-se dizer que mesmo em uma trama deveras trivial, como disse antes, Dostoiévski consegue nos mostrar uma tremenda crítica social através das situações em que são colocados cada um dos personagens da trama. A mesquinhez, a ganância, a traição são aspectos marcantes em grande parte de Humilhados e Ofendidos, o que o leitor já deve imaginar somente pelo título quase autoexplicativo.
A gama de sofrimento nos personagens de praticamente todos os livros de Fiódor Dostoiévski sempre é algo marcante e abundante, o que não foi diferente nessa bela história. A hipocrisia da sociedade também é muito presente, assim como a pobreza e a morte, notadamente e novamente muito comum ao autor. A exploração e o orgulho do ser humano não deixou de marcar presença também, pois existem personagens que passam o "diabo" para somente sobreviver à margem da pobreza e a infelicidade. A culpa e o altruísmo são tão fortes em alguns personagens que chega a nos incitar sentimentos de vergonha em muitas passagens do livro. A religião também é muito citada pela maioria dos personagens da história, o que é sempre apresentado em seus romances, tendo em vista sua educação religiosa dentro cristianismo ortodoxo, o que na verdade somente enriquece ainda mais seus personagens; muitos deles perturbados pelo isolamento ou pelas humilhações que são obrigados a aguentar, o que também demonstra, em diversas ocasiões, a fragilidade humana daquela época.
É em meio a isso tudo, que Dostoiévski consegue nos mostrar que apesar de tudo o amor é o motor principal de uma vida. É algo que nos atropela de uma forma que estamos dispostos a fazer qualquer coisa para vivenciarmos esse sentimento tão forte e muitas vezes até cruel. Humilhados e Ofendidos não chega a ser um "Crime e Castigo" [também publicado pela Martin Claret no Brasil], mas é uma história que te conquista a cada página virada, a cada personagem apresentado e a cada sofrimento ou alegria demonstrado na trama; é inegavelmente IMPERDÍVEL, para os amantes da boa literatura e em especial a russa apresentado pelo igualmente IMPERDÍVEL, Fiódor Dostoiévski. 
Sobre a edição: A edição de Humilhados e Ofendidos é motivo de elogios à parte, pois a Martin Claret não poupou esforços para trazer para nós, leitores, uma edição caprichada que vem em capa dura, com uma belíssima ilustração, do artista Julio Carvalho, papel interno amarelado, marcador em cetim, fonte agradável e uma ótima revisão. A edição também conta com notas de rodapé explicativas e um prefácio do tradutor. E falando em tradução, Humilhados e Ofendidos conta com a tradução irretocável de Oleg Almeida. Sem dúvidas uma edição digna de aplausos. 
Sobre o autor: Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski foi um escritor, filósofo e jornalista russo. É considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, entre seus romances mais famosos estão Crime e Castigo, O Idiota e Os Irmãos Karamazov, romance que o colocaria no patamar de um dos maiores escritores de todos os tempos.

38 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Não conhecia este livro ainda, mas gostei de conhecer. Acredito que eu gostaria bastante a história em si, o porém é a parte mais filosófica, que eu não curto muito, rs. Ainda assim, fiquei curiosa.

    Beijos,
    https://duaslivreiras.blogspot.com.br/

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    1. Larissa, arrisque-se, vai gostar. Beijos e obrigado pela visita.

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  2. Eu adoro as edições da Martin Claret e achei essa linda.
    Ano passado eu li muito pouco de Dostoiévski. Pretendo ler mais de suas obras este ano e com certeza anotei essa dica. A forma que ele narra, faz com que a gente reflita, né? =D Gostei muito de Crime e Castigo e Os irmãos Karamazov =D

    Beijos
    Sai da Minha Lente

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    1. Clayci, leia sim. Vai gostar muito. Beijos e obrigado pela visita.

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  3. Olá, tudo bom??
    Amei o post e confesso que não conhecia nem o autor nem o lovro, mas me iteressei demais. Eu amo filosofia demais, tudo sobre esses assuntos me deixam muito empolgada para ler ^^ ótimo post

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    1. Natie, você precisa conhecer Dostoiévski, PRECISA. Beijos e obrigado pela visita.

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  4. Olá!
    Apesar de, obviamente, já ter ouvido sobre o autor, não conhecia ainda essa obra. Parece ser realmente interessante toda a trama e história, especialmente pela crítica nela colocada, mas acho que não é muito o meu estilo, pois prefiro os gêneros mais "fantasiosos".
    Em todo o caso, adorei a sua resenha!

    Abraços,
    https://literaleitura2013.blogspot.com.br/

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  5. Não sei é pelo momento que estou ou se é um si pela sinopse que não me atraiu, acho que não curtiria a leitura nesse momento. Mas pela sua resenha tão envolvente fiquei curiosa para saber de outro livros de Dostoiévski.

    Bjus*
    http://imagine-livros.blogspot.com.br/

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    1. Quem sabe, um dia, Karem. Obrigado pela visita. Beijos.

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  6. Gostei da resenha. Não conhecia o livro e gostei de sua história. Vou procurar saber mais.

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    1. Conheça sim, Reader. Tenho certeza que irá gostar. Abraços e obrigado pela visita.

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  7. Parece até que Dostoiévski escreveu o livro mês passado aqui no Brasil de tão atual a temática que ele aborda.
    Admiro o autor como filósofo, embora ainda não tenha lido nenhuma de suas obras literárias, mas o primeiro certamente será “Crime e castigo.”
    Gostei bastante da resenha e é maravilhoso ver clássicos tão ricos em qualidade sendo resenhados em um blog.
    Amei os quotes colocados. Realmente é um autor ímpar!
    Grata pela sugestão!

    Eliziane Dias

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    1. Eliziane, leia sim, tenho certeza absoluta que você irá gostar. Muitíssimo obrigado pelas palavras. Beijos e abraços.

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  8. Oi, nunca li nada do autor, mas gosto de ver nas resenhas que acompanho, isso de ele fazer bastante críticas sociais, pois acho muito interessante isso nas obras e sempre deixa elas mais interessantes. Gostei de ter uma história de amor e ainda assim de ter espaço para filosofia e psicologia.

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    1. Tamara, se nunca leu nada do Dostoiévski, agora é a hora. Beijos e obrigado pela visita.

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  9. Oii
    Uau, que resenha incrível, nunca tinha ouvido falar desse livro mas fiquei muito curiosa, já até anotei no Skoob aqui como quero ler.
    Bjos, Bya! 💋

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    1. Bya, muito obrigado pelas palavras. Leia sim, pois vale muito a pena. Obrigado novamente. Beijos.

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  10. Não tive o prazer de ler algo de Dostoiévski, mas confesso que tenho medo de ser algo arrastado. Não que a trama não seja boa e me chame atenção, pelo contrário, a resenha já fez isso comigo, mas tenho receio, acredito que precise me arriscar com algo para sair da minha zona de conforto.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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    1. Cabine de leitura, agora é a hora de sair dessa zona de conforto. Vale a pena. Beijos e obrigado pela visita.

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  11. Que história interessante! Eu não conhecia essa obra, mas fiquei bastante curiosa para conferir. Os personagens parecem ser muito bem escritos e caracterizados, fiquei intrigada com o Jeremiah haha. A sua resenha está incrível e espero ler essa obra um dia, bjss!

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    1. Jennifer, leia sim, tenho certeza que vai gostar. Beijos e volte sempre. Obrigado.

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  12. Olá, ainda não conhecia esse livro. Após ler sua resenha, é uma obra que considerarei ler, não só pelo renome do autor mas também por ter achado o enredo super interessante e ficado com vontade de conhecer mais dos personagens.

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    1. Obrigado, Marijleite. Leia sim. Beijos e obrigado pela visita.

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  13. Olá Jeffa, ainda não li nada do autor, mas tenho muita vontade, pelo seus comentários esse livro parece estar incrível e com um boa critica social *-* Já anotei a dica e espero poder lê-lo em breve.

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    1. Jéssica, leia sim. Depois nos diga o que achou. Beijos e muito obrigado pela visita.

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  14. Não conhecia a obra, mas fiquei um pouco com o pé atrás nesta parte filosófica apesar do romance ter me interessado.
    Bjs, Rose

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    1. Rose, não fique, vai por mim. Dostoiévski é maravilhoso. Beijos e obrigado pela visita.

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  15. Olá!
    Eu nunca li nada do autor, mas nem preciso dizer que morro de vontade e curiosidade, principalmente por esse caminho filosófico que as suas obras levam, que me chama muito a atenção. Adorei a sua resenha, ficou perfeita!
    Beijos.

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    1. Carolina, leia, pois Dostoiévski é espetacular. Beijos e obrigado pela visita.

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  16. Olá
    Essa editora esta me conquistando , tanto pelas hitórias publicadas , tanto pelas edições que são meuito bem feitas.
    Em relação a sua resenha, já tinha lido uma resenha desse livro mas foi um pouco negativa (não sei o porque) mas gostei da sua analise sobre a obra, apesar dos nomes em russo serem diferentes do que estamos acostumados a ler, achei pela sua resenha um livro bom para ler apos tanta fantasia que ando lendo ultimamente.
    Bjus
    Jis Rocha
    Blog Cá Entre Nós

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    1. Jis Rocha, tenho certeza que vai gostar. Não vi nada de negativo nesse romance, pelo contrário. Talvez as pessoas estejam muito acostumadas a somente calcar Dostoiévski em "Crime e Castigo", mas ele tem muito mais. Leia sem medo, vai gostar. Beijos e obrigado pela visita.

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  17. Olá, tudo bem? Estou a um tempo com projeto de incluir clássicos na minha vida mas está difícil. Sempre tive curiosidade sobre o autor, porém nunca tive coragem de pegar uma obra ele. Sua resenha está fantástica e me despertou o interesse. Quem sabe futuramente? A edição está linda!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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    1. Ana, leia sim, pois vale muito a pena. Beijos e muito obrigado pelas palavras.

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  18. Olá!
    Não conhecia a história, sei que o autor é cheio de clássicos, e tenho vontade de conhecer suas histórias, essa me deixou com vontade de ler, uma história bem diferente do que estou acostumada a ler! Ótina resenha!

    Beijos
    Blogdatahis.blogspot.com.br

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    1. Obrigado, Tahis. Leia sim, pois é muito bacana essa bela história. Beijos e obrigado pela visita.

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  19. Agora que meus filhos voltaram para a escola, eu posso comentar nos posts. hahahaha
    Querido Jeffa, sou fã assumida de Dosto. Ano passado mergulhei de cabeça 'nele', e elegi meu preferidão o Memórias da Casa dos Mortos, conhece? Nossa, que história! Porém, passei por outros livros muito bons e considerados suas grandes obras, como Irmãos Karamazov e Crime e Castigo.
    Sabe, as questões dos nomes sempre me pegam. Comecei a ler sua resenha e pensei: uai, mas esses caras aí não estavam em outro livro? hahaha Mas, ok. Adorei a resenha e vou adicionar o livro para minha próxima compra. Eu quero muito ler tudo que tiver traduzido dele por aqui.
    Abraços e continue com seu ótimo trabalho! Essas fotos então... Nossa!!!

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    1. Carol, minha querida amiga, que bom que gostou, já fico contente por isso. Conheço sim, Memórias da Casa dos Mortos, mas ainda não o li. Tenho também o Memórias do Subsolo que está na fila de leitura também. Logo, irei ler Irmãos Karamazov, entre outros, pois como você, ele é o preferidão!! kkkkk... muito obrigado pelas palavras, pois sei que são sinceras. Beijos e mais uma vez, obrigado e volte sempre, sim!!

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