[RESENHA # 399] COLEÇÃO FOLHA LENDAS DO JAZZ - VOLUME 09 - CHARLIE PARKER - Saga Literária

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domingo, janeiro 07, 2018

[RESENHA # 399] COLEÇÃO FOLHA LENDAS DO JAZZ - VOLUME 09 - CHARLIE PARKER

Título: Coleção Folha Lendas do Jazz
Artista: Charlie Parker
Autor: Carlos Calado
Editora: Folha de São Paulo
Ano: 2017
Páginas: 48
ISBN: 9788579493072
Onde comprar: Livraria da Folha

Sinopse: No ano em que se comemora o centenário das primeiras gravações de jazz, a Folha lança uma coleção com obras de 30 dos maiores artistas desse gênero musical. De cultuados cantores a conceituados compositores e instrumentistas, a Coleção Folha Lendas do Jazz oferece um extenso panorama do que já se produziu de melhor nessa música que valoriza a improvisação.

Resenha: Charles Parker Jr., nasceu em 29 de agosto de 1920 em Kansas City. Seu pai era um cantor e dançarino que vivia viajando no circuito de teatro de variedades. Quando sua mãe, resolver deixa-lo por causa do alcoolismo, ela e Parker foram morar no bairro negro da área mais populosa de Kansas, no estado do Missouri. Até os 12 anos era considerado um aluno brilhante e atencioso pelos professores. Mas acabou se desinteressando pela escola e começou a fugir delas.

"Meses depois, ao ouvir o saxofonista Rudy Vallee tocar no rádio, pedia à mãe que lhe desse um instrumento." pág.12.

O interesse real de Parker pela música só aflorou mesmo quando tinha 15 anos, quando ingressou na banda da escola, onde chegou a assumir o sax barítono por um tempo, retornando logo depois ao instrumento que o consagrou, o sax alto.
Ironicamente, nessa época, parecia que o pequeno Charlie não teria muito futuro na música, pois passou por uma grande vergonha em uma apresentação e acabou saindo totalmente humilhado do palco, mas prometendo a si mesmo que iria praticar dia e noite para nunca mais passar tal vergonha.

"Obssessivo, dedicava muitas horas diárias a exercícios para desenvolver sua técnica, assim como tentava memorizar os discos do saxofonista Buster Smith, texado radicado na cidade, cuja sonoridade ácida ele admirava." pág.13

Mas ainda iria passar mais um vexame quando participou de uma jam session com músicos experientes e acabou errando algumas notas, mas determinado como era, isso só aumento sua determinação em seguir estudando e dominar totalmente o saxofone.
Já mais experiente nos anos 1940, Charlie já era tratado como destaque na orquestra de Jay McShann, e foi justamente nessa época em que ganhou seu apelido de Bird, com o qual passou a ser conhecido no meio musical e no mundo todo até hoje: Charlie "Bird" Parker.

Opinião: Charlie Parker, foi um dos mais brilhantes músicos do mundo do Jazz, suas composições eram simplesmente brilhantes. Também foi um dos músicos mais conturbados e problemáticas que aquela época gerou, pois foi viciado em heroína desde os 16 anos e depois também se tornou alcóolatra. Teve muitos amigos importantes no ramo, mas principalmente, Dizzie Gillespe, com quem gravou vários temas fantásticos. Charlie foi um dos músicos que deram vida ao Bebop no jazz, com seus improvisos e criatividade sem limites. Mas mesmo assim, Charlie Parker passou por muitos problemas em sua curta vida.
Durante o auge de sua carreira, Parker influenciou muitos músicos e foi decisivo na carreira de vários deles. O legado de Charlie Parker foi deixado em suas gravações fenomenais que de certa forma ofuscaram sua vida marginal que teve um final em 12 de março de 1955, quando morreu dormindo no apartamento da baronesa Pannonica de Koenigswarter, pessoa que geralmente ajudava os músicos de jazz que admirava. Parker estava tão debilitado pelas drogas e pela bebida que o legista atribuiu a idade de 53 anos ao falecido músico, quase vinte anos a mais que sua idade real de 34 anos. Porém, sua música ainda é, e sempre será, idolatrada como uma das mais sublimes e inventivas de toda a história do jazz.

Sobre a Edição: A Coleção Folha Lendas do Jazz, segue o formato já conhecido da editora e é vendido, principalmente, na bancas de jornal de todo o país, mas também pode ser encontrado na loja da folha pela internet. A coleção é apresentada no formato tradicional do cd/livro, com uma arte muito bonita na capa e a lombada é fragmentada, formando uma cena no final da coleção, muito bacana.
O material é de primeiríssima qualidade, com a capa dura e brilhante e papel interno em couché brilhante também. Em resumo, exatamente como um cd deveria ser. O livro é recheado de fotos e sua fonte é bastante agradável. No final de cada edição, existe um glossário de termos utilizados, uma seção denominada "Frases", recomendações para ler, ouvir e assistir, o repertório do cd e uma breve descrição do autor Carlos Calado. Realmente, uma coleção que vai agradar tanto aos experientes como aos novatos nesse mundo tão maravilhoso chamado, JAZZ!
Agradeço imensamente a Editora Folha por ter me enviado essa coleção, pois esta me proporcionando ótimos momentos de nostalgia em relembrar todos esses maravilhosos, saudosos e incomparáveis artistas da música. Leitores, a Coleção Folha Lendas do Jazz é ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!

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