[RESENHA #411] OS ÚLTIMOS DE GAIA - GABRIEL YUKIO GOTO - Saga Literária

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quarta-feira, janeiro 24, 2018

[RESENHA #411] OS ÚLTIMOS DE GAIA - GABRIEL YUKIO GOTO


Título: Os Últimos de Gaia
Autor: Gabriel Yukio Goto
Editora: Pendragon
Páginas: 180

Ano: 2017
ISBN: 9788569789995
Onde Comprar: Amazon - Pendragon

Sinopse: O fim não é uma punição, é uma necessidade. 
Os últimos de Gaia surgiram em uma época atípica e vivenciaram o terror desde a infância. Em um futuro mutilado pelo nosso presente, o foco é dado em Áurea e Otto, este que não sabendo lidar com as suas escolhas, cai em um abismo onde se encontra frente ao seu último capítulo: um planeta à beira da morte que precisa ser sacrificado para o nascimento de um novo mundo.

Resenha: Os últimos de goia é uma obra que mostra que a vida selvagem não é algo improvável diante a vida insustentável dos seres humanos na Terra. A história se passa numa terra tomada por insetos enormes e famintos que dominaram Gaia – como se chamava o lugar para os humanos – depois que os seres humanos dizimaram diversas espécies que eram predadoras desses insetos e desse modo sem cadeia alimentar correta, as pessoas tornaram-se comida para os novos seres do topo da cadeia.

"Jamais existirá um ser de coração puro." p. 9.

Com a Terra destruída e inóspita para os humanos, os mesmos retornaram ao canibalismo e eram constantes os grupos – poucas pessoas ainda existiam – que atacavam humanos para se alimentarem e assim a barbárie tomou conta da abominável existência humana. Porém havia um homem chamado Berenge que não tolerava canibalismo em seu grupo e por isso se alimentava com outras fontes.

A esperança e o amor há milênios foram esquecidos e até questionavam a existência de ambos os sentimentos. Berenge se deparou com ambos quando conheceu a doce Eleanor e juntos geraram um filho. Só que a morte levou a jovem ao nascer de seu  relento e sua morte, a felicidade de Berenge. Otto, filho de Berenge, cresce misteriosamente rápido e com seu crescimento temos mistérios e uma quebra na linha tênue entre a sanidade e a iminência da loucura vinda de acontecimentos que são o ápice de um final inesperado e doloroso.
Opinião: Berenge é um homem com uma moral bem justa e por isso é respeitado no seu grupo, mesmo tendo rivais, ele acredita numa liderança equilibrada, porém não acredita num futuro melhor. Após seu relacionamento com Eleanor torna-se dependente do amor e por isso se aconchega nos braços da solidão após a morte de sua amada. Otto é um jovem forte e iluminado que fora escolhido para uma missão especial que lhe causará dor e sofrimento inimagináveis, porém fazem parte do destino da humanidade.
A narrativa é em terceira pessoa e temos uma visão dimensional e futurística de uma vida conduzida por uma conduta impensável da humanidade diante da natureza. A escrita do autor mesmo sendo jovem é madura, atraente e perspicaz, essas qualidades acabam cativando os leitores facilmente. O final foi algo inesperado e doloroso, mas coerente com estado da Terra após nossa estadia insana. Os Últimos de Gaia é um livro que aborda um futuro apocalíptico, doloroso e capaz de questionar nossas atitudes atuais.

Sobre a Edição: A Editora Pendragon caprichou no livro, a capa ficou bonita, a diagramação está fantástica, a revisão está muito boa, a fonte ficou confortável, está tudo muito coerente. Deixo meus parabéns pelo projeto gráfico que a Pendragon leva ao seu leitor.

Sobre o Autor: Gabriel Yukio Goto Em 1997, nasceu em Yachiyo-shi, na província de Chiba, no Japão. Veio para o Brasil com menos de 3 anos de idade para morar na cidade de Americana, interior do estado de São Paulo. Sua primeira grande paixão foi o futebol, mas foi na literatura que encontrou a sua religião. 


Estudante de Letras, pretende viver de ler, escrever e ensinar as crianças a beleza da língua e tudo que dela veio. Poeta, porque há sentimento demais guardado, escritor porque há mundos ainda para serem descobertos. Aficionado pela literatura medieval em especial o ciclo arturiano e todas as suas lendas, fã incondicional de Bernard Cornwell, Shakespeare, J.W. Goethe, Mark Twain, Paulo Leminski e Fernando Pessoa.

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