[CRÍTICA] PRÓXIMA PARADA: APOCALIPSE - Saga Literária

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terça-feira, julho 17, 2018

[CRÍTICA] PRÓXIMA PARADA: APOCALIPSE

Essa semana (13/07/2018) a Netflix trouxe aos telespectadores um novo filme para o seu serviço de streaming, trata-se de a Próxima Parada: Apocalipse que conta em seu elenco com Forest Whitaker (Tom Sutherland) e Theo James (Will Younger). Tudo começa com Will Younger que está em Chicago a negócios, ele aproveita essa viagem para visitar e jantar com os pais de sua namorada Samantha Sutherland (Kat Graham) e pedir a mão da filah de Tom e Paula Sutherland em casamento, mas também para informar que ela está grávida. Contudo, essa visita que era para ser alegre acaba se tornando um pesadelo, pois Tom é um ex-militar linha dura e super protetor, ele não acredita que Will é capaz de cuidar dos dois.

Após o desastroso jantar Will vai dormir no que parece ser um hotel e na manhã seguinte ele é acordado ao receber uma ligação de Samantha para não perder o horário de sua viagem de Chicago até Seattle do outro lado do país, porém algo acontece em Seattle, Samantha fica desesperada e a ligação é abruptamente finalizada. Desesperado e sem conseguir falar com Samantha, Tom vai desesperadamente até o aeroporto para tentar retornar o quanto antes para os braços da sua mulher, mas todos os voos são cancelados, sem saber o que fazer ele vai até o apartamento do seus sogros para saber se eles tem alguma notícia de Samantha, mas é em vão, eles também não conseguem falar com ela. Eles sabem que algo gravíssimo ocorreu na costa Oeste, mas não há informações precisas sobre o que ocorreu.

Sem notícias e com as comunicações cortadas, Tom e Will resolvem cruzar o Estados Unidos e percorrer cerca de 3200 km de carro até Seattle para resgatarem Samantha que está grávida, mas para isso eles precisam enfrentar um caos, a desinformação é total e não há qualquer tipo de comunicação funcionando, tudo está fora do ar. Para piorar a situação as estradas são fechadas e os trechos por ondem passam até Seattle são repletos de perigos, inclusive há outros seres humanos que buscam roubar todo o tipo de suprimento possível, além disso eles precisam enfrentar outras dificuldades como encontrar água e combustível.
Opinião: Próxima Parada conta com uma premissa interessante e que provavelmente vai captar muitos telespectadores, mas na verdade esse não é um filme apocalíptico ou pós-apocalíptico propriamente dito como: Mad Max, O Livro de Eli ou A Estrada que exploram muito bem esses tipos de cenários e até mesmo o funcionamento da sociedade após algum tipo de cataclismo ou mesmo uma guerra de grandes proporções que afetou o globo. Próxima Parada na verdade apresenta-se mais como um thirller road trip. Ainda que há cenários, cidades ou pessoas lidando com o caos do apocalipse, isso não é bem explorado, são apenas mostrados de forma rasa, ou seja, o apocalipse é apenas um pano de fundo. Isso nos leva a um problema, o diretor acaba não retratando com fidelidade o que é esperado do título da película.

O ponto legal de ser um road trip é que conhecemos cenários e paisagens diversas e o fato da dupla estar constantemente na estrada eles acabam tendo que lidar com o desconhecido e imprevisto. Existe um clima de tensão no ar e isso ganha corpo pelas dificuldades que precisam enfrentar na jornada até Seattle, como a dificuldade de obterem combustíveis, água ou até mesmo o perigo proporcionado por outros seres humanos, já que nesse cenário apocalíptico o caos e a anarquia acabam reinando. 


Em se tratando de elenco temos como grande nome Forest Whitaker, mas o vencedor do Oscar (O último rei da Escócia) é subaproveitado por um roteiro razoável, a interpretação dele é correta, ele se entrega ao papel e se sobressai em seu papel demonstrando ser um homem quieto, durão e fechado, além é claro de ser um pai preocupado, o personagem interpretado por Whitaker é o que apresenta mais profundidade. Theo com o seu personagem Will Younger deixou a desejar, falta carisma e liderança, é um personagem raso na verdade.
Resumindo, a direção cumpriu o papel de entregar um bom filme, eu fiquei com a sensação que poderia ser bem melhor pela premissa apresentada, mas levando em conta o baixo orçamento ficou aceitável. É interessante acompanhar a relação entre Will e Tom que vai sendo construída aos poucos, eles superam as diferenças em prol do amor, do amor que possuem como pai e namorado/marido por Samantha, ou seja, o filme é focado nos dramas pessoais. Se você espera assistir uma grande produção com efeitos visuais e eventos grandiosos de destruição pode esquecer. Esse é um bom filme e nada mais.

9 comentários:

  1. Achei um filme extremamente chato, faltou basicamente tudo, foi raso e sem um bom final ou que explicasse algo. Assisti tudo acreditando que em algum momento algo legal fosse rolar.

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  2. Amo filme,esse ainda não tinha visto mas já vou anotar pra assistir.Sua resenha ficou muito boa.bj

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  3. Eu vi esse filme, mas não me despertou o interesse de assistir! 🤷 Quem sabe um dia eu assisto né? 😊 Amei seu post 💙

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  4. Gostei bastante da resenha. Me parece um filme ideal para curtir sem maiores pretensões, num sábado de tarde.

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  5. Oi Yvens, tudo bem?

    A premissa desse filme é realmente muito boa e me deixou bem curiosa, mas como você alertou que não é tudo isso, apenas um bom filme, já me deixou mais receosa. Eu vou colocar na minha lista, pois gosto bastante do gênero, espero gostar. Obrigada pela dica!

    Beijos!

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  6. É um filme interessante, mas como foi dito muito bem na resenha, não se pode esperar muito, apenas um filme que podemos classificar como regular.

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  7. Ainda não consegui ver este filme e tenho muito interesse. Realmente esta parte de ter baixo custo complica na produção do filme. Beijos

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  8. Ainda não conhecia esse filme mas pela forma que você resenhou parece ser um filme bem fraquinho mesmo...Vou anotar a sugestão bjs

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  9. Eu coloquei nos meus favoritos da Netflix pra olhar quando eu conseguir, mas pela tua resenha eu vou demorar a olhar ainda kkkk....mas o elenco é ótimo né?! Assim que der eu vou ver. Bjus

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