[RESENHA #497] A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS - JÚLIO VERNE - Saga Literária

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segunda-feira, julho 09, 2018

[RESENHA #497] A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS - JÚLIO VERNE

Título: A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
Autor: Júlio Verne
Tradução: Maria José Rodrigues
Editora: Martin Claret

Páginas: 352
Ano: 2018
ISBN: 9788544001837
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: A volta ao mundo em 80 dias é um dos romances mais conhecidos de Júlio Verne. Escrito de forma simples e persuasiva, com uma boa pitada de humor, ele conta sobre uma incrível corrida contra o tempo em que o excêntrico inglês Phileas Fogg se envolve, em companhia de seu criado Jean Passepartout, ao ser desafiado pelos seus amigos. Repleto de aventuras, muito dinâmico e nunca entediante, apesar do vasto material geográfico nele contido, deixa os leitores surpresos a cada reviravolta eletrizante que põe em foco. Lidas as suas primeiras páginas, surge uma vontade espontânea de lê-lo até o fim, e nisso consiste a fonte de sua eterna popularidade.


Resenha: Phileas Fogg é um inglês tranquilo, metódico, solitário e sério, nada parece ser capaz de abalá-lo. Porém a vida de Fogg é caracterizada pela mesma rotina, diariamente ele faz tudo igual e tudo cronometrado. Em seu ciclo de amigos, Fogg é visto como um homem misterioso, ele não compartilha da sua intimidade e vida pessoal com qualquer pessoa na cidade onde mora, Londres.

"Phileas Fogg foi o sucessor de um dos maiores oradores que honraram a Inglaterra. Era um personagem enigmático, de quem nada se sabia, a não ser que era um homem muito galante e um dos cavalheiros mais bonitos da alta sociedade inglesa [...]" p. 17.

Em certo dia, Fogg contrata um novo criado, o francês Jean Passepartout e antes de ir para o clube encontrar com alguns sócios para jogar uíste (whist), Fogg deixa instruções para o seu criado. É durante o jogo de cartas que a vida de Fogg está para mudar radicalmente, pois uma aposta envolvendo uma grande soma de dinheiro (metade da sua fortuna) é feita e é prontamente aceita pelo inglês misterioso, algo que surpreende aos seus companheiros de clube, Phileas Fogg deverá dar a volta ao mundo em 80 dias (abaixo o cronograma da viagem) e ele pretende começar essa grande aventura no mesmo dia.

De Londres – a Suez – navio e trem 7 dias
De Suez a Bombaim – navio 13 dias
De Bombaim a Calcutá – trem 3 dias
De Calcutá a Hong Kong – navio 13 dias
De Hong Kong a Yokohama – navio 6 dias
De Yokohama a São Francisco – navio 22 dias
De São Francisco a Nova Iorque – trem 7 dias
Nova Iorque – Londres: navio e trem 9 dias
Ao chegar em casa de noite, Fogg comunica ao seu criado que eles vão viajar na mesma noite, isso deixa Passepartout surpreso, pois ao procurar emprego na casa de Fogg ele pesquisou sobre o seu empregador pois ele queria uma patrão tranquilo e lhe foi dito que Fogg apesar de ser um homem metódico, ele apresentava diariamente os mesmos hábitos, Fogg não é um homem que cause surpresas ou que apresente variações de humor, mas agora Passepartout deverá dar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Incrédulo, o criado francês arruma rapidamente as malas e eles devem partir rapidamente para Douvers e Calais.

"A noite estava escura e estava garoando. Phileas Fogg, encostado em seu canto, não dizia nada. Passapartout ainda estava aturdido e, automaticamente, apertava contra si a mala de viagem com o dinheiro." p. 45.

Com essa viagem repentina de Fogg e um grande assalto a um banco em Londres, suspeitas recaem sobre o misterioso Fogg e durante a sua viagem ele tem ao seu encalço um homem chamado Fix, um inspetor da polícia britânica que acredita que Fogg é o responsável pelo assalto ao banco, que chega a essa conclusão através das descrições realizadas sobre o suposto assaltante. Fix não mede esforços para deter Fogg e com isso atrasá-lo em seu intento de dar a volta ao mundo no prazo estipulado, mas Fogg ainda precisa lidar com alguns obstáculos até concluir o seu objetivo.

"O inspetor desceu novamente ao cais e se dirigiu apressadamente aos escritórios do cônsul. Rapidamente, e na urgência de seu assunto, ele logo foi encaminhado ao funcionário." p. 61.
Opinião: Eu li "A Volta ao Mundo em 80 dias" há mais de 10 anos e pouco me lembrava da história, mas com a publicação de uma nova edição pela Martin Claret, rapidamente decidi embarcar novamente nessa leitura e acompanhar a grande aventura de Phileas Fogg ao redor do mundo. Júlio Verne conquistou e ainda conquista gerações através da sua escrita e A Volta ao Mundo em 80 Dias é um exemplo da sua competência, o livro foi extremamente bem escrito e Verne apresenta personagens bem construídos.  Fogg é um personagem destemido, trata todos que cruzam o seu caminho ou que o servem com generosidade, ele é um homem metódico, racional e que não se prende ao dinheiro. Passepartout é um homem que gera empatia, ele é um personagem receptível e por vezes engraçado.

Narrado em terceira pessoa e quase de forma onisciente, Júlio Verne nos presenteia com uma narrativa leve e profundamente envolvente, a trama conta com um pouco de mistério e o autor descreve muito bem os cenários, lugares apresentados no livro, nos levando a conhecer diversos cenários e situações distintas, o que nos faz trabalhar com a nossa imaginação e o detalhe mais sensacional é que Júlio Verne não conheceu nenhum desses lugares. Outro aspecto super positivo da trama são as reviravoltas, isso é algo constante e faz com que o enredo seja dinâmico e prenda a nossa atenção.

Júlio Verne foi magistral ao traçar a rota que Phileas Fogg e Passapartout, algo que poderia ser considerado complicado para a época levando em conta que as informações eram escassas e também, cabe ressaltar, que Verne foi muito bem ao diversificar os tipos de transportes que a dupla precisaria utilizar para concluir os trajetos estabelecidos. Verne abre espaço para tecer diversas críticas sobre a sua época, começando pela pompa da alta sociedade inglesa, criticando também o fanatismo de tribos indianas, bem como satirizando os usos e costumes dos mórmons. Verne vai além ao caracterizar os Estados Unidos como um lugar semi-selvagem. Por fim, Verne busca exaltar as qualidades do continente europeu, diminuindo as qualidades de povos de outros locais e continentes. 

Eu simplesmente adorei embarcar novamente nessa aventura ao redor do globo. A Volta ao Mundo em 80 dias é um grande clássico e merece a atenção de todos os leitores, pois deixa claro toda a capacidade de imaginação e criação de Júlio Verne. Também recomendo essa leitura para todos aqueles que querem ter um grande livro em mãos, para aqueles que desejam realizar uma bela leitura.
Sobre a Edição: A Martin Claret arrasa outra vez, a edição conta com capa dura e com diversos detalhes. O prefácio ficou por conta de Oleg Almeida (aclamado tradutor pelos leitores de literatura russa), a edição conta com sumário, fonte e espaçamento super confortáveis. As folhas são amareladas e a revisão ficou muito boa. Os capítulos são curtos e isso deixa a leitura ainda mais dinâmica. Deixo meus parabéns para a equipe da Martin Claret (editorial, arte, ilustração, revisão e diagramação) pelo excelente trabalho realizado.
Sobre o Autor: Júlio Verne, em francês Jules Verne, (Nantes, 8 de fevereiro de 1828 — Amiens, 24 de março de 1905) foi um escritor francês. Júlio foi o filho mais velho dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado (avoué), e Sophie Allote de la Fuÿe, esta de um família burguesa de Nantes. Júlio Verne é considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.

Um comentário:

  1. Amo Júlio Verne!
    Estou lendo 20 mil léguas submarinas. Sempre gostei muito desse tipo de literatura. Gostei bastante da resenha e das fotos. Ficaram lindas!
    Abração,
    Drica.

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