[RESENHA #512] O SEGREDO DO CONDE - LORRAINE HEATH - Saga Literária

Novidades

Home Top Ad

Post Top Ad

Post Top Ad

Responsive Ads Here

quinta-feira, agosto 09, 2018

[RESENHA #512] O SEGREDO DO CONDE - LORRAINE HEATH


Título: O Segredo do Conde - Os Sedutores de Havisham #2
Autora: Lorraine Heath
Tradução: A. C. Reis
Editora: Gutenberg
Páginas: 284
Ano: 2018
ISBN: 9788582355107
Onde Comprar: Saraiva - Amazon

Sinopse: Em uma noite de verão, Edward Alcott cede à tentação e beija Lady Julia Kenney nas sombras de um jardim. No entanto, a paixão que se agita dentro dele precisa permanecer oculta, poia a jovem está noiva de seu irmão gêmeo, Albert, o Conde de Greyling. Tudo muda quando, anos depois, uma tragédia atinge a família Alcott e Edward faz um voto ao irmão que está à beira da morte, prometendo fingir ser o marido de Lady Julia até que ela tenha o seu primeiro herdeiro.
Quando o suposto Albert retorna de uma vagem de meses na África do Sul, a condessa reencontra o esposo completamente transformado. Apesar de ele estar abatido pela morte do irmão, ela consegue enxergar muito mais que isso. Agora ele está mais ousado, perverso e, ao mesmo tempo, com um cuidado que nunca teve antes. A cada dia a jovem condessa se vê mais apaixonada por ele.
Para Edward, as brumas do desejo provocadas naquela noite em meio às roseiras, tempos atrás, são rapidamente reavivadas. Ele sabe que se Julia descobrir a verdade, o odiará para sempre. Além disso, de acordo com a lei inglesa, ele não pode se casar com a viúva de seu irmão. Edward anseia ser o verdadeiro marido de Julia e ter seu amor, mas deveria arriscar tudo e revelar seu grande segredo? 

Resenha: O que fazer quando a pessoa que atrai sua atenção, que desperta sentimentos em você e lhe tira o fôlego é a pretendente de seu irmão gêmeo? Edward beijou Lady Julia em meio às sombra de um jardim e ela, que nunca conseguiu ver a diferença entre os irmãos, não soube que era ele até que este se revelou. Porém, o que ela nunca desconfiaria é que aquele foi o beijo mais significativo que Edward já teve e, por isso, ele se tornou alguém disposto a estar longe. Edward amava o irmão, nunca o trairia.

"Em todos os seus 23 anos, nenhuma mulher provocou nele tal turbilhão de emoções confusas e embaraçosas. Ele deveria ir embora enquanto podia, mas Julia o atraía como se fosse um presente dos deuses criado apenas para ele." p. 10.

Anos após este acontecimento, Lady Julia se casou e ela e Edward não tinham a melhor das relações. Porém, sabendo que o marido amava o cunhado, o incentivou a ir a uma viagem com ele para a África do Sul, antes que o herdeiro que ela esperava, nascesse. O que Julia não contava é que o marido não voltaria com vida dessa viagem. 

Em seu leito do morte, Albert fez um pedido ao irmão: fingir ser ele para que Julia não sofresse em meio ao luto e viesse a perder mais um bebê - ela já havia tido três abortos espontâneos. E é o que Edward faz. Ao voltar, agora como Albert, ele enterra o irmão com o próprio nome e carrega consigo o segredo. Ao mesmo tempo que a cunhada tenta lhe confortar com a perda, ele descobre que Julia guarda lembranças boas e carinhosas dele.
A mudança em Albert é percepctível para Julia. Ela percebe que, apesar da tristeza que o marido carrega, ele parece mais vivo, decidido e, especialmente, mais carinhoso. Os cuidados de Albert a encantam cada vez mais, assim como a sua nobreza. Ele pensa nela acima dele, assim como em seus arrendatários, as pessoas que moram em suas terras. E, se possível, conhecer esse novo lado do marido, faz com que ela se apaixone ainda mais por ele.

"Julia sempre pensou que amava Albert o máximo que era possível amar um homem. Foi estranho descobrir que a cada dia que passava ela o amava ainda mais profundamente." p. 128.

Mas é claro que a mentira não pode ser sustentada por muito tempo. Em um determinado momento ela virá a tona, seja com Edward contando ou não. E Julia irá sofrer. Mas saber que seu amor, nascido e fortalecido durante a gestação e o luto, é real, pode causar ainda mais confusão no coração da condessa do que a verdade em si. Poderiam os dois arrumar um jeito de driblar a lei inglesa que proibe o casamento entre uma viúva e seu cunhado? Ou será que conseguiriam eles dar continuidade à farsa para que possam viver juntos? Há muito em risco, mas um coração partido é o maior deles.
Opinião: Assim que li a sinopse desse livro, fique apaixonada! Adoro romances de época e quando é um "amor proibido", como não amar ainda mais? Até então eu não tinha lido nada da autora e, apesar de esse ser o segundo livro da série "Os sedutores de Havisham", não senti nenhuma dificuldade em compreender o enredo, pois são histórias isoladas.

Desde o início da história já sabemos que o segredo de Edward não poderá durar muito tempo. Ele pretende contar assim que o herdeiro de Julia e Albert nascer, mas a cada dia que passa ao lado dela, descobrimos que ele sempre a amou em segredo. Edward é um personagem completamente adorável, impossível de não se encantar. Ele sempre colocou os interesses dos outros acima dos seus, mas nunca mostrou isso, pois era considerado um libertido e viciado em bebida, uma máscara que usava para que ninguém desconfiasse de suas reais ações. Podemos perceber isso logo de início, porém, conforme ele toma o lugar do irmão e faz isso sentindo culpa, sentindo-se um usurpador. 

"Ele não sabia dizer quando tinha se apaixonado por ela. Só sabia que isso aconteceu. Sem dúvida. E ele receava que ela fosse ocupar para sempre aquele lugar em seu coração." p. 161.

Sem dúvidas ele foi o que mais me encantou em todo o livro, apesar de Julia, uma mulher que amou o marido de todo o coração, também ter me conquistado. Ela, aparentemente, não gostava do cunhado, mas apenas por conta do sentimento doce demais que nutria por ele desde o dia dos jardins. Quando pensa que ele está morto, confessa ao marido o quanto gostava das histórias e do espírito livre dele. 
Ao mesmo tempo que vivem sob uma mentira, há os sentimentos bem reais. Gostei muito como a autora conseguiu desenvolver sem pressa todos os acontecimentos. Apesar de Julia não ver nenhuma diferença física entre os gêmeos, ela nota a diferença em atitude. Mas como ela e o marido ficaram quatro meses separados, e ela mudou nesse tempo, é compreensível que pense que ele também. E a mudança fez com que eles se aproximassem ainda mais.

" - A maioria das pessoas tem sorte de ser amada uma vez. Por que eu teria a sorte de ser amada duas vezes, de encontrar a felicidade duas vezes? Tenho medo de que o destino a arranque de mim se eu tentar pegá-la de novo." p. 219.

Outra coisa que gostei imensamente foi como a autora colocou uma lei que realmente existia naquela época, em que não era permitido um irmão casar com a viúva. Segundo ela, apenas em 1921 que, na Inglaterra, isso se tornou permitido. Então, mesmo que Edward e Julia quisessem ficar juntos, eles eram impedidos pela lei inglesa. E, desde o início, isso foi algo que fez com que meu coração se apertasse. E se eu puder adiantar a dica, é que, mesmo tendo ido de forma prematura e imprevisível, Albert deixou a dica para seu irmão e esposa, uma dica valiosa, que garantirá a felicidade dos dois.

Um livro doce, quente e apaixonante. Impossível de largar até chegar ao final e, não nego, fiquei com vontade que não acabasse! Se você é fã de romances de época, tenho certeza que irá se apaixonar pelo "O Segredo do Conde".
Sobre a Edição: A editora Gutenberg tem esse dom lindo de chamar a nossa atenção logo pela capa, não é mesmo? A modelo da capa é Julia, com seus lindos olhos azuis chamando nossa atenção como chamou a de Edward. As folhas são grosas e amareladas, com fontes de tamanho e espaçamento confortáveis. A cada início de capítulo há um detalhe como o da capa, deixando ainda mais doce. E, como as rosas são um símbolo para o casal, a mudança de ponto de vista - apesar de ser em terceira pessoa, é focado ou em Julia, ou em Edward - é marcada por uma rosa. Não encontrei erros de digitação ou revisão. Um trabalho impecável da editora.
Sobre a autora: Lorraine Heath sempre sonhou em ser escritora e desde pequena tem uma queda por histórias de amor, sem dúvida fruto de uma infância regada de muitos filmes ao lado da mãe, que lhe ensinou que os melhores são aqueles que fazem "você se acabar de tanto chorar". 
Nasceu em Watford, na Inglaterra, e se mudou ainda criança para os Estados Unidos. Depois de se graduar em Psicologia na Universidade do Texas, escreveu manuais, artigos e comunicados de impresa, mas sempre sentiu que estava faltando algo.
Quando leu seu primeiro romance de época, não só ficou encantada com o gênero, como logo percebeu o que faltava nas obras: rebeldes, canalhas e libertinos. Desde então, ela escreve sobre eles. Seus livros já ganharam vários prêmios de prestígio, como o RITA Awards, e sempre figuram entre os best-sellers do USA Today e o The Nwe York Times.

9 comentários:

  1. Tudo bem? Amei suas fotos. Estão bastante convidativas, assim como a resenha.
    Confesso que não é um tipo de leitura que eu faça com muita frequência. Mas vou anotar a dica, pois vejo tantos bons comentários sobre esse livro que me bate aquela curiosidade sabe?

    Eu também curto muito as edições da Gutenberg.

    Beijos.

    www.alempaginas.com

    ResponderExcluir
  2. Oie! Acabei de descobrir essa semana que Júlia é um nome bastante sonoro para uma personagem de livro, não é? Porque já é o terceiro livro além do meu que eu vejo a personagem com o nome de Júlia só esta semana. Acho que vou trocar. rs
    Gostei da diagramação do livro, mas a história não funcionou pra mim.
    Mas suas fotos ficaram bem bacanas. Sucesso!

    Eliziane Dias

    ResponderExcluir
  3. Li o livro assim que ele foi lançado. Eu adoro a escrita da autora e amei esse livro mal vejo a hora de ler o próximo. Parabéns pela resenha.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  4. Olá, Fê!

    Gostei muito da sua resenha, você quando chegou na Saga, chegou arrasando e manteve um belo padrão de qualidade nas resenhas. Fico feliz que você gostou da leitura, agora é esperar pelo próximo volume para você aproveitar!
    Abraço!

    ResponderExcluir
  5. Que tenso esse triângulo amoroso, fiquei curiosa com o desfecho, essas relações de irmãos sempre rendem pano para manga... Outra coisa que achei bacana é a lei do irmão não poder casar com a viúva, acho que vou amar ler esse livro.

    ResponderExcluir
  6. Essa capa me intriga - acho interessante.
    Gostei do enredo do livro, apesar de não ser apaixonada por romances de época vou colocar este na minha lista. No momento estou preferindo outras leituras, ou romance contemporaneo sabe?
    Amei as fotos, estão lindas!

    Parabéns pela resenha, amei seu blog.

    ResponderExcluir
  7. Oi! Eu não havia me tocado que era um romance de época, de tão diferente e criativo que o enredo é.
    Desconhecia a obra, e principalmente a lei de antigamente sobre os viúvos não poderem casar com o cunhado =O É sempre bom aprender coisas novas através da literatura!
    Adorei a dica! Beijos!

    ResponderExcluir
  8. Olá,
    Gente que história que parece ser uma novela mexicana (no bom sentido), já super inventei altas coisas que acontecem nesse livro (deve estar tudo errado). É o tipo de enredo que eu costumo gostar, mas tenho que dizer que essa capa é muito feia.

    Debyh
    Eu Insisto

    ResponderExcluir
  9. Oii.
    Estou doida para ler esse livro, mas ainda não tenho o primeiro, acho que eles não podem ser lidos fora da ordem né?!
    Mas eu como fã louca e obcecada de romance de época logo logo comprarei os dois volumes para ler.
    Amei sua resenha<3
    Abraços, Mary
    http://leiturasdamary.blogspot.com/

    ResponderExcluir

Post Bottom Ad