[RESENHA #560] TEMPO DE PARTIR - JODI PUCOULT - Saga Literária

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domingo, 21 de outubro de 2018

[RESENHA #560] TEMPO DE PARTIR - JODI PUCOULT

Título: Tempo de Partir
Autora: Jodi Picoult
Tradução:  Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Páginas: 434
Ano: 2018

ISBN: 9788576864318
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: 
ma leitura emocionante e surpreendente sobre amor materno, perda e luto. Da mesma autora de A guardiã da minha irmã, que inspirou o filme Uma prova de amor. Faz mais de uma década que Jenna Metcalf não consegue parar de pensar em sua mãe, Alice, desaparecida em circunstâncias misteriosas logo após um trágico acidente. Jenna se recusa a acreditar que a mãe a abandonaria, por isso continua buscando pistas online e nas páginas de seus antigos diários. Alice era uma cientista que pesquisava o sofrimento entre os elefantes e, nos diários, escrevia basicamente sobre esses animais que ela tanto amava, mas Jenna tem esperança de encontrar alguma pista sobre seu paradeiro.

Desesperada por respostas, Jenna convoca dois improváveis aliados: Serenity Jones, uma médium famosa por encontrar pessoas desaparecidas, e Virgil Stanhope, o detetive que investigou originalmente o caso de Alice, assim como a estranha morte de uma das colegas dela. Conforme os três trabalham juntos para tentar descobrir o que realmente aconteceu com Alice, percebem que, ao fazer perguntas difíceis, terão de lidar com respostas ainda mais duras. E, à medida que as memórias de Jenna se encaixam com os eventos narrados nos diários de sua mãe, a história se encaminha para um ¬ m hipnotizante. Emocionante e surpreendente, Tempo de partir mostra Jodi Picoult no auge de seu talento.

Resenha: Jenna Metcalf é uma garota de apenas treze anos e ainda não encontrou o seu lugar no mundo, mas por trás dessa dificuldade existe um grande problema. Dez anos atras, ela era muito pequena e a sua vida iria mudar para sempre, quis o destino ou a vida que Alice; a sua mãe desaparecesse em circunstâncias misteriosas. Foi durante uma noite no santuário de elefantes onde viviam que Alice sumiu do mapa, sem deixar qualquer rastro ou pista. A mãe de Jenna era uma cientista dedicada e tinha contato direto com os elefantes e todos acreditavam que ela morreu pisoteada por algum desses mamíferos enormes.

"Algumas pessoas acreditavam que existiam um cemitério de elefantes - um luga para onde elefantes velhos e doentes viajavam para morrer. Eles se afastavam da manada e se arrasavam pela paisagem poeirenta, como os titãs sobre os quais lemos em mitologia grega no sétimo ano. A lenda dizia que esse lugar ficava na Arábia Saudita; que era a fonte de uma força sobrenatural; que continha um livro de encantamentos para produzir a paz mundial." p. 9.


Com o sumiço da mãe, a pequena Jenna perdeu o lar, a família que tinha e tudo que amava, ela precisou mudar de lar e foi morar com a avó que ela mal conhecia. Durante esses dez anos ela jamais parou de pensar na sua mãe e nunca aceitou a perda, nunca ficou conformada com o que aconteceu naquela noite. Inconformada e triste, Jenna decide que não vai descansar enquanto não encontrar pistas sobre o paradeiro da sua mãe e pelas lembranças que ela guarda, ela sabe que Alice nunca iria lhe abandonar, pois ela amava Jenna mais do que tudo nessa vida.
"Metcalf me indicou uma porta no corredor. Dentro do banheiro havia um artigo de jornal, amarelado e com as pontas entortando dentro de uma moldura quebrada, sobre o santuário. Havia uma foto de Thomas e de uma mulher grávida, sorrindo para a câmera como um elefante espreitando atrás." p. 93.

Enquanto a jovem Jenna busca desvendar os mistérios que cercam o desaparecimento de Alice, ela tem em mãos um valioso bem que pertenceu a sua mãe, um velho diário onde ela escrevia todas as experiências e rotinas do seu trabalho, o que incluía o sofrimento e processo de luto dos elefantes. Mas, tudo muda para Jenna quando ela encontra em seu caminho duas pessoas que podem lhe prestar uma valiosa ajuda nesse processo de descobrir o paradeiro de sua mãe: uma médium desacreditada por todos e um detetive que já investigou sobre o desaparecimento de Alice. Contanto com improváveis aliados, Jenna descobre muito sobre a sua mãe, sobre Thomas Metcalf (seu pai) e os habitantes da região onde ocorreu o desaparecimento.
Opinião: Jodi Picoult criou um enredo fascinante, a narrativa é tocante, intensa e muito criativa, essa foi uma leitura arrebatadora e a autora nos proporciona momentos de emocionantes e também chocantes, faz nosso coração bater forte e acelerado. A autora nos apresenta diversos assuntos importantes como a relação no seio familiar entre pais e filhos, o valor e a importância da amizade, aceitação e a falta dela. Esse é um livro recheado de tragédias e momentos tristes, mas essas situações pode ser comparado com o que várias pessoas e famílias enfrentam no dia a dia. Tempo de Partir é um livro incrível, conta com  momentos de encontros e desencontros.

Os personagens são outro ponto de destaque nessa trama, são bem construídos, profundos e apresentam personalidades marcantes, fortes e ao mesmo tempo conseguem ser delicadas. O livro é narrado em primeira pessoa alternando sob o ponto de vista das personagens: Alice, Jenna, Serenity e Virgil. O mais legal dessa escolha é que podemos compreender melhor os acontecimentos e tudo fica mais dinâmico. Tempo de Partir é uma livro inesquecível, conta com uma história muito bonita e impactante. Fica a dica!
Sobre a Edição: A edição publicada pela Verus é muito fofa, a capa é linda e cheia de detalhes. A revisão merece destaque e ficou ótima, além disso a fonte e o espaçamento estão confortáveis e as folhas são amareladas, o que é um um ponto positivo. Eu adorei a edição e a Verus merece os parabéns.
Sobre a Autora: Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.

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