[RESENHA #568] A BATALHA DAS ARDENAS - ANTONY BEEVOR - Saga Literária

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

[RESENHA #568] A BATALHA DAS ARDENAS - ANTONY BEEVOR



Título: A Batalha de Ardenas - A Cartada Final de Hitler
Autor: Antony Beevor
Tradução: Luis Reyes Gil
Editora: Crítica
Páginas: 568
Ano: 2018
ISBN: 9788542212310
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Um ato de desespero que quase deu certo Nas primeiras horas do dia 16 de dezembro de 1944, Hitler lançou sua última grande ofensiva contra os Aliados na região da floresta de Ardenas, na Bélgica. Era uma batalha crucial para os alemães que pretendiam dividir as tropas britânicas e americanas e forçar um acordo de paz com os aliados ocidentais. “Um ato de desespero do Führer”, afirmou um de seus principais comandantes. Surpreendidos naquela manhã de muita neve e frio extremo, parte dos soldados se rendeu e outra, retrocedeu. O sucesso inicial dos alemães e o contra-ataque dos Aliados nas sete semanas seguintes são contados de forma magistral por Antony Beevor, um dos mais importantes historiadores contemporâneos. Envolvendo mais de um milhão de homens, praticamente metade de americanos, a batalha de Ardenas se tornou a mais importante do front ocidental da Segunda Guerra Mundial – e decisiva para a derrota final de Hitler.


Resenha: Antony Beevor é um autor que tem como especialidade escrever livros sobre a Segunda Grande Guerra Mundial e com "A Batalha das Ardenas" ele só reforça a sua capacidade de escrita, pois aqui ele nos apresenta essa grande batalha que dá título ao livro. A batalha de Ardenas ocorreu em dezembro de 1944 quando o Terceiro Reich estava perdendo diversos territórios para os Aliados, esses por sinal estavam há alguns meses estabelecidos em território frances, tendo inclusive liberado Paris das garras nazistas. Contudo, entre as forças aliadas algumas discordâncias estavam acontecendo, motivadas principalemente por escolhas estratégias entre as duas maiores potências desse grupo, Estados Unidos e Grã-Bretanha.

"Na manhã do dia 27 de agosto de 1944, o general Dwight D. Eisenhower saiu de Chartres rumo à recém-libertada Paris. "É domingo", disse o supremo comandante aliado ao general Omar Bradley, que o acompanhava. "Todos dorme m até tarde. Faremos isso sem nenhum alarde." No entanto, os dois generais não passaram despercebidos enquanto viajavam em direção à capital francesa em sua pretendida "visita informal". p. 25.

Foi nesse mês de dezembro que Hitler resolveu tentar reequilibrar as forças no tabuleiro da guerra com um último e grande esforço, os alemães decidiram realizar um ataque surpresa em grande escala na floresta das Ardenas, região onde os Aliados estavam localizados e para isso foi necessário realocar boa parte da força nazista de outros pontos estratégicos no continente europeu até Ardenas. O objetivo primordial dos nazistas era conseguir dividir as forças americanas e britânicas, cortando o contato e dificultando qualquer possibilidade de apoio militar ou logístico entre eles. Dessa forma, as forças do Terceiro Reich poderiam capturar a cidade de Antuérpia (Bélgica) e cercar os Aliados. Mas o sonho de Hitler não era pequeno, ele almejava com isso forçar um tratado de paz entre os Aliados e as forças do Eixo.

Essa era uma tática de desespero que demonstrava a total falta de esperança de Hitler em conseguir manter a guerra, ele sabia que a Alemanha não tinha mais forças para vencer os Aliados e a derrota era iminente, não havia mais o que fazer. O Japão um poderoso aliado estava em apuros no pacífico e a Itália estava derrotada e Hitler não tinha onde recorrer por auxílio e via a Alemanha cada vez mais cercada, de uma lado pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha e no leste pelas forças da União Soviética que avançava impiedosamente com o Exército Vermelho e esse sonhado tratado de paz era para que os alemães pudessem confrontar apenas as forças soviéticas.
Opinião: A Batalha das Ardenas é um livro espetacular, digo isso pois é rico em detalhes e a escrita do autor é de fácil compreensão, ele leva ao leitor um verdadeiro tesouro para quem ama história e principalmente gosta de aprofundar no tema Segunda Guerra Mundial. Aqui o autor demonstra como essa batalha foi uma das mais sangrentas de toda a guerra, os Estados Unidos sofreram duríssimas baixas e o inverno extremamente severo serviu para dificultar ainda mais o conflito para todas as partes envolvidas. Beevor está de parabéns ao tecer de forma intimista a vida das pessoas que estiveram envolvidas nesse conflito, sejam eles soldados ou mesmo civis.

Beevor foi imparcial ao escrever esse livro e isso é extremamente válido, pois podemos conhecer melhor a história e se necessário podemos realizar um julgamento mais claro do que foi apresentado. A Batalha das Ardenas é um livro que merece a nossa atenção pois demonstra todos os horrores da guerra, as falhas e o desejo do ser humano pelo poder. O autor nos leva a refletir sobre os erros que foram cometidos no passado para que não sejam repetidos no presente ou no futuro. Esse livro é imperdível, é uma leitura obrigatória para compreendermos um pouco mais sobre a história e a natureza humana.
Sobre a Edição: O selo Crítica da editora Planeta está de parabéns, essa edição é maravilhosa e em capa dura. Existem diversos mapas e eles são nítidos e de qualidade, além disso o livro também conta com algumas imagens reais da guerra e isso só corrobora com o projetos gráficos de extrema qualidade que o selo Crítica apresenta, bem como enriquece o próprio livro. As folhas são amareladas e contam com boa gramatura, a revisão ficou excelente. Eu sou um admirador do selo Crítica, por amar história e pelas lindas edições que apresentam.
Sobre o Autor: Antony James Beevor (14 de dezembro de 1946) é um escritor e historiador britânico, educado na renomada Real Academia Militar de Sandhurst e discípulo do mais respeitado historiador britânico sobre a Segunda Guerra Mundial, John Keegan. Descendente de uma família de mulheres escritoras, Beevor escreveu nos últimos anos grandes livros de sucesso sobre a guerra como Dia D: A Batalha pela Normandia, Creta: A Batalha e a Resistência, Stalingrado, Berlim - A Queda 1945, A Batalha pela Espanha, entre outros, considerados os melhores e mais detalhados trabalhos sobre batalhas cruciais do conflito mundial. Elogiados e multipremiados pela crítica por seu estilo vivo, de descrição detalhada e levantamento investigativo e testemunhal dos fatos, os livros trazem também novas informações meticulosamente apuradas, principalmente sobre a pouca estudada ocupação soviética de Berlim.

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