Título: Max
Autor: Sarah Cohen-Scali
Editora: Jangada (Grupo Editorial Pensamento)
Páginas: 391
Ano: 2016
ISBN: 9788555390395
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Max é o protótipo perfeito do programa "Lebensborn". Criado para ser o primogênito da nova raça ariana, ele cresce sem mãe e sem nenhum sentimento até iniciar seus estudos aos 6 anos de idade. Na escola Max faz amizade com Lukas, um judeu polonês com todas as características físicas de um ariano. A partir dessa amizade, as crenças nazistas de Max começam a desmoronar e o menino passa a ver o mundo de uma forma diferente. O livro se desdobra entre as descobertas de Max e o fim da Segunda Guerra Mundial.

Resenha: A presente obra a história é narrada por Max, um protótipo perfeito do programa conhecido como "Lebensborn", inciado por Himmler, o comandante da temível SS. Nesse época, o líder supremo da Alemanha, Adolf Hitler, disseminava sua mensagem, no qual acreditava que a sociedade alemã deveria ser constituída por uma raça ariana totalmente pura, após a ocupação da Europa, dessa forma surgiu o programa "Lebensborn".

"Não sei ainda como vou me chamar. Estão na dúvida entre Max e Heinrich. Max, como Max Sollmann, o diretor administrativo da casa que em breve vai me acolher. Ou Heinrich, em homenagem a Heinrich Himmler, o idealizador da minha concepção e a dos meus camaradas que virão a seguir." p. 7.

Entra a figura de Max, que é o primeiro representante da pura raça ariana, o qual foram selecionadas mulheres alemãs que deveriam dormir com soldados da SS. Max nasce e assim é nomeado pela sua mãe, ele cresce em um ambiente sem mãe, amor ou carinho, porém repleto das malezas da guerra, em meio ao ódio.

Em certo momento, Max é rebatizado pelos nazistas omo Konrad von Kebnersol. A edução do jovem ariano é conduzida através dos preceitos educacionais da política nazista e desde pequeno ele é obrigado a realizar missões, como auxiliar no rapto de crianças polonesas.

"Mamãe permanece silenciosa, sonhadora, a me olhar, acariciando a ponta do meu nariz, as bochechas, me abraçando. Em alguns momentos me aperta bem forte contra o seu corpo, como se tivesse medo que fossem me arrancar dela." p. 43.

Muito fiel ao nazismo pela educação que recebeu, devido também as leis do seu país, Max começa lentamente a questionar suas crenças e aquilo tudo que aprendeu quando conhece Lukas, um polonês e judeu, que tem as características físicas de um ariano. É nesse cenário que nosso protagonista começará mudar o seu comportamento, tendo como agravante para isso os horrores da Segunda Grande Guerra Mundial.

Opinião: A autora nos apresenta uma livro que fluí muito bem, é um livro que aborda um período histórico, traz de volta a Segunda Guerra Mundial, embasando assim, a trama em um contexto histórico, apresentando ao leitor de forma natural e com muita intensidade.
A leitura me surpreendeu bastante. Sarah nos apresenta o protagonista que leva o nome ao título da obra, ele é Max, inteligente, perspicaz e engraçado. A autora ainda conseguiu balancear, dar um equilíbrio nas características positivas e negativas do personagem, despertando no leitor sentimentos de amor e ódio por Max.
São diversos personagens apresentados ao leitor, alguns reais e outros fictícios, porém todos bem trabalhados. Um que se destaca é Lukas, que consegue nos cativar e impressionar. Lukas representa um judeu polonês que de fato existiu e se passou por alemão durante a Segunda Guerra Mundial. 
Recomendo Max, é uma leitura que tira da zona do conforto e ao mesmo tempo não é um livro denso, porém é reflexivo, nos leva ao passado, demonstrando as barbáries humanas.
A edição é forte, chama atenção, tem um feto com a suástica nazista no braço, as cores vermelhas da capa e preta da lombada são atrativas. Não vi erros de revisão, as folhas são amarelas e possuem fontes em tamanhos confortáveis. A Editora Jangada (Grupo Editorial Pensamento) está de parabéns pela edição. O livro foi recebido em parceria com o Grupo.