[RESENHA #438] OS TRÊS MOSQUETEIROS - ALEXANDRE DUMAS - Saga Literária

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quarta-feira, 21 de março de 2018

[RESENHA #438] OS TRÊS MOSQUETEIROS - ALEXANDRE DUMAS

Título: Os Três Mosqueteiros
Autor: Alexandre Dumas
Editora: Generale
Páginas: 536
Ano: 2011
ISBN: 9788563993250
Onde Comprar: Évora - Saraiva

Sinopse: 
O jovem d'Artagnan deixa sua terra natal no interior da França e chega a Paris para se tornar membro dos mosqueteiros, a tropa especial do Rei Luís XIII. Após alguns acontecimentos, vê-se em meio a um embate com três mosqueteiros, os amigos Athos, Porthos e Aramis. Os duelos, porém, estão proibidos na França. Assim, inesperadamente, eles são flagrados pelos guardas do Cardeal Richelieu, que os atacam impiedosamente. Nesse momento, d'Artagnan se une aos três destemidos mosqueteiros, e, juntos, saem vitoriosos do combate. Os quatro se tornam companheiros inseparáveis e adotam o lema "Um por todos, todos por um!". Eles combatem em nome do rei e pela defesa da honra da rainha, vivendo uma sequência de momentos de tensão, ameaças e aventuras eletrizantes. As suas vidas estão sempre por um fio. Entre lutas de espadas memoráveis e perseguições alucinantes, os quatro bravos guerreiros correm contra o tempo para deter os avanços de Richelieu e se defender das armações da bela Milady e do Duque de Buckingham. Recheado de intrigas, romance, bom humor, suspense e batalhas espetaculares, Os Três Mosqueteiros é um clássico da literatura mundial que continua encantando gerações de leitores. 

Resenha: Os Três Mosqueteiros foi escrito pelo autor francês Alexandre Dumas e tem como ambientação a França do século XVII, época que o país era governado pelo rei Luís XIII. É na aldeia de Meung que conhecemos o jovem gascão D'Artagnan, ele está de partida para Paris onde pretende realizar o seu sonho e tornar-se um mosqueteiro do Rei, algo que o seu pai foi no passado e é do seu pai que o jovem recebe três valiosos presentes: um cavalo, uma espada e uma carta de recomendação que ele deverá entregar ao comandante dos Mosqueteiros, porém o jovem D'Artagnan tem a sua valiosa carta de recomendação confiscada durante um duelo em que saiu gravemente ferido. Mesmo sem a carta e ainda ferido, D'Artagnan não desiste do seu sonho e continua a viagem jurando vingança ao homem que lhe feriu, porém ele não sabe onde ou como irá encontrá-lo, ele apenas tem a certeza que vai se vingar dele algum dia.

"Mal terminara, e d"Artagnan desferiu-lhe uma furiosa estocada, que, se ele não desse, rapidamente, um pulo para trás, era provável que tivesse zombado de alguém pela última vez. O desconhecido viu, então, que a situação não era de brincadeira, desembainhou, portanto, a espada, saudou com ela seu adversário e se colocou, gravemente, em guarda." p. 13
Ao chegar em Paris, D'Artagnan novamente encontra-se em apuros, ele acaba envolvido em uma nova confusão, mas dessa vez é contra os três amigos e mosqueteiros: Athos, Porthos e Aramis. O jovem gascão tinha toda a certeza de que não conseguiria sair vivo desses desafios, mas quando o primeiro combate estava para iniciar, os quatro homens são emboscados pelos guardas do temido Cardeal Richelieu, um velho inimigo dos mosqueteiros. Diante dessa grande ameaça e surpresos com a valentia de D'Artagnan, eles resolvem se unir para enfrentar os homens de Richelieu.
Após a luta contra os homens do cardeal e inimigo do rei, D'Artagnan torna-se amigo dos três mosqueteiros e sem conseguir recuperar a carta de recomendação escrita por seu pai, o jovem D'Artagnan não consegue ingressar na ordem dos mosqueteiros. Impressionado com as habilidades de D'Artagnan, o rei Luís XIII ao invés de punir ele e os mosqueteiros pela confusão contra os homens do cardeal, acaba premiando o jovem, pois ele é encaminhado para realizar um treinamento com o objetivo de ingressar na guarda real, com a promessa de futuramente tornar-se um mosqueteiro.

"Furioso, d'Artagnan atravessara a sala de espera em três saltos, e, impulsionado por sua correria, contava descer as escadas de quatro em quatro degraus, mas foi de encontro a um mosqueteiro que saía de uma sala do palácio do Sr. de Tréville e que, com o choque violento que recebera, soltara um grito, ou melhor, um urro." p. 35

Os quatro são bem diferentes uns dos outros, mas são inseparáveis. Athos é um homem sério e constantemente está bebendo para esquecer a desilusão que teve no passado com uma mulher. Porthos é um mosqueteiro que vive dando em cima de mulheres comprometidas e Aramis é um homem que abandonou os estudos para ser padre tornando-se um mosqueteiro temporário. Os quatro amigos acabam enfrentando diversos desafios e embarcam em algumas aventuras para defender o Rei e a Rainha da França das garras do perigoso Cardeal Richelieu e de sua espiã, a Milady ou Condessa de Winter.
Opinião: Os Três Mosqueteiros é narrado em terceira pessoa, sob o ponto de vista de um narrador onisciente. Um grande ponto positivo dessa trama é o fato de retratar um período histórico, pois Dumas nos leva para o reinado de Luís XIII período esse na história francesa que ficou caracterizado pelas guerras contra os huguenotes (protestantes franceses). Dumas não ficou preso ao contexto histórico, pois ele não era um historiador, assim Dumas tomou a liberdade de moldar a personalidade de seus personagens como por exemplo o Cardeal Richelieu que é o principal antagonista na trama. Alexandre Dumas preocupou-se em construir e desenvolver os seus personagens principais, o mesmo zelo e atenção ele dedica ao detalhar os personagens secundários, adentrando no psicológico deles. Destaco a inquietante antagonista Milady, ela é uma personagem incrível e personifica de forma incrível o mal, ela inclusive é o destaque em alguns momentos.

Com personagens carismáticos e muitas aventuras, "Os Três Mosqueteiros" é um romance, uma ficção histórica de muitas qualidades. Super indico essa leitura para quem gosta de aventuras, duelos, reviravoltas e ainda um pouco de humor. Esse é um livro épico, a leitura foi extremamente agradável e envolvente, eu simplesmente não queria largar o livro, eu terminei a leitura querendo mais. "Os Três Mosqueteiros" é um livro incrível e grandioso que ainda vai marcar muitas gerações. Agradeço à Editora Generale (Évora) pelo livro enviado!
Sobre a Edição: O projeto gráfico, a edição da Editora Generale ficou muito boa, a capa é do filme lançado em 2011 (para muitos isso é um ponto negativo, não vejo com fator preponderante). A edição conta com folhas amarelas, divisões de capítulos, notas de rodapé e espaçamento confortáveis, o único ponto negativo ao meu ver é o tamanho da topologia/fonte que ficou pequena. Ao final do livro temos um especial elaborado por Alexandre Callari que traz inúmeras informações sobre o autor e o livro, como por exemplo as continuações de "Os Três Mosqueteiros".
Sobre o Autor: Alexandre Dumas nasceu em 24 de julho de 1802 na Picardia, França e faleceu em 05 de dezembro de 1870. Dumas foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Alexandre Dumas Davy de la Pailleterie. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época. Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão. 

Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal.

Um comentário:

  1. Oii!
    Que coisa mais linda essa resenha! *-*
    Eu sou completamente apaixonada pelos três mosqueteiros. Deu vontade de reler. ^^
    Beijo

    Canastra Literária

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