[RESENHA #451] COLEÇÃO FOLHA LENDAS DO JAZZ - VOLUME 11 - DIZZY GILLESPIE - Saga Literária

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terça-feira, 10 de abril de 2018

[RESENHA #451] COLEÇÃO FOLHA LENDAS DO JAZZ - VOLUME 11 - DIZZY GILLESPIE

Título: Coleção Folha Lendas do Jazz
Artista: Dizzy Gillespie
Autor: Carlos Calado
Editora: Folha de São Paulo
Ano: 2017
Páginas: 48
ISBN: 9788579493096
Onde comprar: Livraria da Folha

Sinopse: No ano em que se comemora o centenário das primeiras gravações de jazz, a Folha lança uma coleção com obras de 30 dos maiores artistas desse gênero musical. De cultuados cantores a conceituados compositores e instrumentistas, a Coleção Folha Lendas do Jazz oferece um extenso panorama do que já se produziu de melhor nessa música que valoriza a improvisação. 

Resenha: John Birks Gillespie, nasceu em 21 de outubro de 1971, em Cheraw, na Carolina do Sul nos Estado Unidos da América. Desde pequeno já foi ensinado a duras penas pelo pai que aplicava uma surra de correia nos filhos todos os domingos, que a vida não era fácil e que se quisessem ser alguém na vida, teriam que ser durões ou a vida os derrubariam. Então logo cedo, Gillespe já havia se transformado em um rebelde que enfrentava a tudo e a todos, menos o próprio pai. 

"Ele nos tratava daquela maneira porque queria que fôssemos durões." p. 13.
Mas as surras eram apenas aos domingos e o pai de Gillespie, James, trabalhava como pedreiro e adorava a música; tanto que a casa dos Gillespie vivia cheia de instrumentos musicais e ele obrigava os filhos a terem aulas de piano. John foi o único que se interessou realmente pela música através das aulas forçadas de piano. Após a morte do pai, John continuou através da música e alguns anos depois descobriu o seu primeiro instrumento de sopro: o Trombone. Mas foi aos 12 anos de idade que chegou ao instrumento que o consagrou.

"Aos 19, já estava praticamente pronto para o emprego de seus sonhos: foi contratado para assumir a estante do trompetista Roy Eldridge." p. 15.

O apelido de John e pelo qual ficou conhecido até o final de seus dias, Dizzy, foi dado pelo trompetista Palmer "Fats" Davis, pois Gillespie tinha a mania engraçada de se levantar e dançar durante os solos da orquestra.
Apesar da infância rebelde, Dizzy Gillespie era um adulto debochado, gozador e muito respeitado e amado entre os que o conheciam. Não fosse um pequeno incidente entre Dizzy e Cab Calloway, que o acusou injustamente por uma brincadeira que acabou resultando com sua demissão, talvez ele não teria se juntado a um de seus parceiros mais ilustres no mundo da música: Charlie Parker.

"Fomos para um quarto de hotel, nos trancamos, e Charlie Parker tocou. Eu nunca tinha ouvido algo como aquilo antes. A maneira como ele combinava as notas." p. 19.

Conforme os anos foram se passando, Dizzy foi adquirindo experiência com bandas de diversos astros como Ella Fitzgerald, Coleman Hawkins, Benny Carter, Charlie Barnet e o grande Duke Ellington. Essa bagagem todo levou o trompetista a querer mais da música, algo mais moderno, foi então que entrou para a banda do pianista Earl Hines, que toca um estilo mais moderno naquela época. Logo depois entrou para a banda de Billy Eckstine, que trazia uma sonoridade mais moderna ainda, trazendo junto seu amigo Charlie Parker, Dizzy além de trompetista, atuou como diretor musical. 
Em 1945, o Bebop teve seu estabelecimento comercial marcado pelas bandas que se atreviam a mudar o rumo do Jazz, porém, Dizzy Gillespie e Charlie Parker já eram grandes astros desse que se tornou um movimento musical mais importante no mundo da música instrumental.

Opinião: Dizzy Gillespie foi um dos grandes músicos jazzistas que esse mundo já teve o prazer de conhecer. Dono de uma invejável e única maneira de tocar seu trompete, fez sucesso praticamente por toda a sua vida musical. Não só foi um dos precursores do Bebop como também um dos criadores da mistura do Jazz com a música cubana, o dito jazz afro-cubano.
De muitas músicas excepcionais dessa fase do grande Dizzy, a música "Manteca" foi a pioneira nesse estilo tão difundido pelo astro. O interesse pela música cubana era tão grande, que Dizzy, acabou indo para Cuba e fez contatos muito importantes como Gonzalo Rubalcaba e Arturo Sandoval, para nomear alguns.

O Brasil também teve sua parta na vida de Dizzy Gillespie que tocou com músicos do mais alto quilate como Claudio Roditi, Paulinho da Costa, Airto Moreira e Flora Purim, entre muitos outros. Também tocou no Brasil quando estava com sua United Nation Orchestra em 1991, trazendo toda sua musicalidade aos fãs brasileiros.
Dizzy Gillespie morreu em 06 de janeiro de 1993, em Englewood na Nova Jersey, deixando um legado espetacular no mundo da música instrumental.

Sobre a Edição: A Coleção Folha Lendas do Jazz, segue o formato já conhecido da editora e é vendido, principalmente, na bancas de jornal de todo o país, mas também pode ser encontrado na loja da folha pela internet. A coleção é apresentada no formato tradicional do cd/livro, com uma arte muito bonita na capa e a lombada é fragmentada, formando uma cena no final da coleção, muito bacana.
O material é de primeiríssima qualidade, com a capa dura e brilhante e papel interno em couché brilhante também. Em resumo, exatamente como um cd deveria ser. O livro é recheado de fotos e sua fonte é bastante agradável. No final de cada edição, existe um glossário de termos utilizados, uma seção denominada "Frases", recomendações para ler, ouvir e assistir, o repertório do cd e uma breve descrição do autor Carlos Calado. Realmente, uma coleção que vai agradar tanto aos experientes como aos novatos nesse mundo tão maravilhoso chamado, JAZZ!
Agradeço imensamente a Editora Folha por ter me enviado essa coleção, pois esta me proporcionando ótimos momentos de nostalgia em relembrar todos esses maravilhosos, saudosos e incomparáveis artistas da música. Leitores, a Coleção Folha Lendas do Jazz é ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!

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