[RESENHA #482] CONTOS RUSSOS - TOMO I - VÁRIOS AUTORES - Saga Literária

Breaking

quarta-feira, 6 de junho de 2018

[RESENHA #482] CONTOS RUSSOS - TOMO I - VÁRIOS AUTORES

Título: Contos Russos - Tomo I
Autor: Vários Autores
Editora: Martin Claret
Páginas: 392
Ano: 2014
ISBN: 9788544000144
Onde comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Este é o primeiro tomo da coletânea de contos clássicos russos, elaborada pela editora Martin Claret de maneiro que todos os leitores possam encontrar nela obras consoantes a seus gostos e interesses. Quem ainda não tem muita familiaridade com a literatura russa, vai descobri-la por meio de seus textos mais significativos; quem já conhece, ampliará sua erudição. Os contos presentes neste volume ilustram o progresso das letras russas na primeira metade do século XIX, suas fases sentimentalista (Karamzin), romântica (Puchkin) e as primícias do realismo literário (Gogol).

A Pobre Lisa de Nikolai Karamzin
Resenha: Lisa vivia com seu pai e mãe em um casebre próximo a um mosteiro. Seu pai era um camponês muito trabalhador e era o único que trazia o sustento de casa. Quando ele morreu, logo Lisa e sua mãe ficaram muito pobres, pois a mãe não sabia lavrar o campo e as colheitas acabaram se escasseando. Então tiveram que arrendar sua gleba, mas mesmo assim o dinheiro era muito pouco. Com a mãe a cada dia mais fraca, já não conseguia mais trabalhar em nada, ficava apenas a chorar a morte de seu marido, a quem amava muito. 

Lisa, para ajudar, passava noites costurando panos de linho e meias para ajudar. Mas também colhia flores na primavera e bagas no verão e as vendia em Moscou. Ela também tinha seus momentos de tristeza, pois afinal amava demais seu pai e doía muito tê-lo perdido.  

"Deus me deu os braços para trabalhar - dizia Lisa - Tu me davas de mamar no teu peito e cuidavas de mim quando eu era criança; chegou a minha vez de cuidar de ti. Só deixa de lamentar, deixa de chorar: nossos prantos não ressuscitação o paizinho." pág.23.

Quando, depois de alguns anos, Lisa foi até Moscou para vender suas lindas flores, foi abordada por um cavalheiro que disse que achava que ela as vendia muito baratas, tentou regatear o preço para cima, mas honesta como sempre, Lisa não aceitou. Mas aceitou a oferta proposta por aquele homem bem apessoado e com um semblante bom, de que só venderia suas flores para ele. Voltou para casa e contou o ocorrido para sua maezinha, que a advertiu e concordou que não deveria ter aceitado mais pelas flores. 
No dia seguinte, Lisa correu com suas flores para Moscou e ficou procurando pelo bondoso desconhecido, mas, infelizmente não o encontrou. Frustrada e tristonha, voltou para casa, mas não sem antes jogar todas as flores no rio. 

Em outra ocasião, Lisa estava na janela de sua casinha quando foi alertada pela presença daquele desconhecido perguntando por ela. Pediu leite fresco e com isso foi conhecer a mãezinha de Lisa. Tendo conquistado a pobre velhinha, que já havia lhe posto a par de seus infortúnios com a morte de seu marido, começava ali mesmo naquele momento a história de amor de Erast e Lisa, a pobre Lisa.

Opinião: Karamzin nos apresenta nesse conto uma verdadeira história de amor entre o jovem Erast e a linda camponesa Lisa. Regado com todas os exageros do romantismo, acompanhamos todos os infortúnios que Lisa é obrigada a passar desde a morte de seu querido pai, passando pelo definhamento de tristeza de sua mãe, pela trabalho duro e longo que ela tem que se submeter para tomar o lugar daquele que provinha toda a família. É nesse ambiente e, através de seu trabalho, que Lisa conhece Erast e se apaixona quase que imediatamente por ele. Karamzin não descarta toda o sofrimento do amor representado pelo romantismo, onde o amor é um grande prazer, mas também uma grande dor que se manifesta diretamente no corpo e mente dos apaixonados daquela época, e que também demonstra o tamanho da fragilidade humana diante da dialética do amor. Um belo conto romântico e com um final digno de seu período literário.

O Tiro - Alexandr Puchkin
Resenha: Em um certo lugarejo estava instalado um regimento do exército e seus soldados passavam o dia fazendo manobras, depois partiam para o almoço na casa do coronel e de noite, ponche e baralho. Como não havia nenhuma família por ali, os soldados revezavam um na casa do outro e somente um civil fazia parte do círculo: Silvio.

Silvio era um homem bem mais velho que os soldados do regimento daquele lugarejo, tinha gênio forte e língua ferina. Ninguém sabia se ele era russo ou não, pois tinha um nome estrangeiro. Em sua casa havia vários livros e a única coisa que sabiam ao certo, era que Silvio havia servido com os hussardos e logo depois pediu baixa e foi morar naquele pobre arraial. O único passatempo de que Silvio tinha era disparar sua arma. As paredes de seu quarto estavam todas crivadas de bala e esburacadas. Ele simplesmente não parava de treinar com sua arma.

"A falta de coragem é o que menos se perdoa na mocidade, a qual tem o costume de tomar a bravura pela maior das virtudes humanas e faz dela a desculpa de todos os vícios possíveis." pág.49. 

Um certo dia, Silvio recebeu uma carta e ficou muito sério quanto ao seu conteúdo. Como só tinha um amigo mais chegado dentre os soldados, Silvio, se confidenciou com ele e disse que no passado havia tido problemas com um jovem e que havia tomado uma bofetada há seis anos. Agora, aquela carta informava que seu inimigo estava prestes a se casar e Silvio iria até ele cobrar seu duelo final.

Tão logo Silvio contou sua história ao nosso anônimo soldado, pegou suas coisas e partiu em busca de seu duelo. Por ironia do destino, somente alguns anos depois é que nosso soldado ficou sabendo do destino de Silvio.
Opinião: Mesmo sendo um conto curto, O Tiro de Alexandr Púchkin, nos mostra como alguém pode viver com o objetivo da vingança. É muito claro as qualidades da sociedade da época mostrada pelo autor, onde a honra ocupa um lugar de muito destaque na vida das pessoas. Muitos duelos e suas respectivas mortes, aconteceram exatamente por causa de uma honra ferida. Obvio está, que não só se tem em grande conta a honra, mas a amizade e camaradagem, amor e sinceridade também faziam parte, em alto grau, do caráter dos homens daquela época. E, é justamente por este alto grau de importância é que muitas vezes situações que envolviam risco de vida eram comumente arranjadas para se retratar seja lá o que tivesse acontecido. Porém, em O Tiro, Alexandr Púchkin, insere um novo sentimento entre o duelo tão esperado de Silvio e seu inimigo, o que proporciona um ótimo final para esse conto.

A Nevasca de Alexandr Puchkin
Resenha: Maria Gavrílovna era uma jovem de dezessete anos que morada em uma fazenda com seus pais. Seus vizinhos iam regularmente na da casa deles para comer, beber, conversar e alguns para ver a linda Maria. Muitos queriam que ela se casasse com seus filhos e alguns até com eles mesmos, pois além de muito bonita, Maria era moça rica. 

Mas Gavrílovna tinha sido criada em meio aos livros e estava sempre apaixonada. Nenhum daqueles fazendeiros ou seus filhos, tinham qualquer importância amorosa para Maria, pois a grande paixão dela era um pobre sargento-mor do exército que passava as férias em sua aldeia.

Vladímir Nikoláievitch tinha os mesmos sentimentos por Maria Gavrílovna, pois ambos estavam apaixonados e se amavam muito. O grande problema, porém, era que seus pais não aprovavam a união de forma alguma, tanto que a proibiram de sequer pensar naquele homem e quando ele vinha como visita, era tratado pior que um sodado reformado.

"Nossos amantes trocavam bilhetes e encontravam-se, todo dia, a sós, num bosque de pinheiros ou perto de uma velha ermida. Ali juravam o amor eterno, reclamavam de seu destino e faziam diversas suposições." pág.66.
Então o casal de amantes só tinha uma saída, casar sem a anuência dos pais de Maria e depois se apresentarem como marido e mulher e torcer para que eles os abençoassem. Maria, de início, não queria fazer daquela forma, sentia que seria uma grande traição para com seus pais amorosos. Mas o amor e a paixão eram grandes demais para que ela suportasse aquela situação por muito tempo. Aceitou!! E tão logo aceito, Vladímir correu para a cidade próxima para ajeitar o padre e a cerimônia que os tornaria, finalmente, marido e mulher.

No dia combinado, Maria, com ajuda de sua empregada, sairia sem que seus pais percebessem e iria até a aldeia Jádrino, onde Vladímir estaria esperando-a na igreja. Porém, quis o destino trazer uma grande nevasca no dia em que foi combinado para a cerimônia e alterar o destino de ambos para sempre.

Opinião: Alexandr Puchkin volta a apresentar mais um conto romântico e que agrada do começo ao fim. Maria e Vladímir são duas pessoas apaixonadas que desejam apenas começar uma vida com o amor que existe entre ambos. Alexandr, nos leva em uma empreitada não muito comum para as famílias daquela época, que era o casamento sem o consentimento da família. Apesar de ser uma coisa "proibida", vê-se que ambos agem de forma verdadeira e extremamente romântica. Mas, como ao que parece, Puchkin, gosta de fugir do óbvio, temos aqui um conto muito bonito que demonstra o melhor das pessoas e com um final, novamente, espetacular.

Vyi de Nikolai Gogol
Resenha: Quando chegavam as férias no Seminário de Kiév, todos os estudantes iam caminhando para suas casas. Enquanto passavam pelas casas dos companheiros, e alguns iam ficando pelo caminho, a grande multidão ia se tornando um punhado de pessoas, conforme a distância se alongava naquele caminho de volta para seus lares. Quando no final sobraram apenas três deles; o teólogo Khaliava, o filósofo Khomá Brut e o retor Tibéri Gorobetz, resolveram se desviar de seus caminhos habituais para que encontrassem um sítio e forrassem seus sacos de viagem com comida, pois há muito estavam vazios.

Já um tanto desesperados, noite adentro, foram parar em um sitiozinho onde morava uma velha sisuda e desconfiada. Mas, mesmo assim conseguiram abrigo e comida naquela noite. Todos estranharam a casa por dentro, mas, o que importava é que tinham um teto para dormir e comida para forrar o estômago.

"Uma vez sozinho, o filósofo comeu num instante a carpa, examinou as paredes do aprisco feitos de juncos entrelaçados, deu um pontapé no focinho do curioso porco que o mirava do curral vizinho e virou-se para o outro lado a fim de mergulhar num sono de pedra. Inesperadamente, a porta baixinha se abriu, e a velha entrou, curvando-se, no aprisco." pág.98.

Mas as coisas não correram bem para o filósofo naquela fatídica noite. A velha era mais do que aparentava ser e, então, uma tragédia aconteceu e que abalou muito o filósofo Khomá Brut. Porém, ao amanhecer, tudo parecia um sonho estranho, horrível e violento. O filósofo foi-se naquela mesma manhã e mal sabia que um pedido de uma estranha moribunda iria fazer com que Khomá Brut enfrentasse novamente aquele terror todo.
Opinião: Qual não foi a minha surpresa quando me deparei com um conto de horror russo em Vyi de Nikolai Gogol, que se trata de um conto folclórico da Pequena Russia [Ucrânia], alimentado por gerações para botar medo nas pessoas [o qual deixo para vocês, leitores, descobrirem o verdadeiro terror dessa história]. A narrativa é muito bem amarrada e te prende desde as primeiras linhas da história. Conforme nos afeiçoamos aos personagens, percebemos que o centro de toda a narrativa é o filósofo Khomá Brut, que tem que se submeter a terrores que deixariam qualquer uma daquela época fora de si. Gogol nos apresenta uma forma de terror bem conhecida daqueles que já estão acostumados com esse universo, mas temos que pensar que esse tipo de história, em uma sociedade totalmente diversa e mais frágil que a sociedade atual, era um grande avanço na narrativa russa e um campo bastante inexplorado naquela época tão, de certa forma, encantadora. Uma bela surpresa e que me cativou por completo.

O Capote de Nikolai Gogol

Resenha: Akáki Akákievitch Bachmátchkin, era um servidor de nona classe em um departamento qualquer que vivia sua vida profissional de copiador. Como pessoa, não era notado por ninguém, ou melhor, era notado quando se precisava caçoar de alguém, e ali, naquele departamento, Akáki Akákievitch era sempre o escolhido. Tinha uma vida sem graça que se resumia em trabalho-casa, casa-trabalho e mais nada. O que não tinha de sociável tinha de profissionalismo, pois era um excelente copiador. Bem treinado, educado, perfeccionista e sempre entregava seus trabalhos em dia e ordem. 

Akáki Akákievitch até fora promovido uma vez por seus esforços e excelentes produções mensais pelo seu chefe imediato. Porém, ele não conseguiu se adaptar ao novo trabalho e pediu encarecidamente para que voltasse a fazer aquilo que fazia melhor: copiar.

"Uma vez em casa, sentava-se de imediato à mesa, comia às pressas uma sopa de repolho e um pedaço de carne de vaca com cebola, sem mesmo reparar em seus sabores, comia-os com moscas e tudo quanto Deus lhe mandava àquela altura. Dando-se conta de que a barriga lhe borbulhava de tão cheia, levantava-se da mesa, tirava um frasco de tinta e copiava os papéis que trazia do escritório." pág.156.

Akáki Akákievitch não tinha muito dinheiro, estava sempre economizando e remendando roupas, sapatos, tudo que pudesse ser reaproveitado, ele reaproveitava. Mas o inverno naquele ano chegou com muita força e por azar de Akáki, ele tinha apenas um capote todo remendado. Quando chegou no departamento em uma manhã extremamente gelada, notou que suas costas estavam molhadas com a neve lá fora, e foi então que percebeu que seu capota estava furado mais uma vez.
Sem pensar duas vezes, quando chegou em casa naquela noite, foi ter com seu costureiro e já tinha até ensaiado quanto iria pagar para que ele remedasse seu capote, pois dessa vez, Akáki Akákievitch não se deixaria levar pela lábia daquele costureiro. Mas a vida não queria ajudar o funcionário de nona classe naqueles dias sombrios e para seu desespero, o capote não tinha mais jeito. Era um novo ou nenhum capote.

Desesperado, Akáki fez contas daqui, contas dali e acabou conseguindo um dinheiro com seu chefe e, imediatamente, disse para que seu costureiro começasse a fazer seu novo capote. Mas, não seria um capote qualquer, seria "O Capote".

Conforme prometido, logo o costureiro entregou seu novo e lindo capote. Assim que o vestiu, Akáki Akákievitch, se sentiu como outro homem. Ele sabia que seus companheiros iriam notá-lo dessa vez e assim que pisou no departamento, todos vieram cumprimentá-lo pelo seu novo capote. Foi quando seu chefe disse que iria fazer uma comemoração pelo seu aniversário e que ele seria bem vindo em sua casa. No começo, Akáki Akákievitch, até pensou em declinar do convite, mas logo percebeu que seria muito deselegante não aceitá-lo. Infelizmente, mal sabia Akáki Akákievitch o grande erro que havia acabado de cometer em sua vida.

Opinião: Quando um escritor nos apresenta um conto onde o tema principal é um capote novo na vida de um velho servidor e essa história te prende e te mostra a grandeza dessas poucas palavras no papel, pode-se dizer que esse escritor é genial. Gogol nos apresenta em O Capote, a vida de um servidor ignorado socialmente por toda a sua vida e que tinha como única qualidade, seu excelente trabalho. Açoitado por todos seus "colegas" de trabalho, sempre se mantinha inabalável, mas com muita mágoa de todos. Gogol nos demonstra, mesmo que de um único ponto de vista, como vive [ou pode viver] uma pessoa que sofre bullying no trabalho. Nosso personagem é solitário, triste e resignado, mas mesmo assim deixa seu sofrimento de lado e se concentra na única coisa em que lhe dá algum tipo de prazer: o trabalho. 
Como é de se esperar, o personagem tem uma chance de reverter, mesmo que por pouco tempo de sua vida, toda aquela situação vexatória em que passa todos os dias em seu trabalho, mas mesmo assim ainda hesita. É muito bom ver um personagem crescer quando ele vem do nada absoluto e se impõe na vida e acaba encontrando outros prazeres além de seu repetitivo trabalho. Gogol é brilhante em contar a pequena saga desse personagem obscuro e sofrido, que remete a muitos "personagens" da vida real ainda nos dias de hoje.

Opinião geral: Contos Russos - Tomo I foi uma grande leitura para mim. Já havia resenhado o Tomo III, há algum tempo, e essa coletânea inicial é de encher os olhos. Tive grandes surpresas na maioria dos contos, pois não é todo dia que você encontra aquele romantismo do tipo inglês nas palavras de escritores russos e muito menos o horror clássico, como encontrei nesse belo livro. Obviamente, que a honra, a amizade, o amor, o sacrifício e também a morte, estão presentes, como sempre, no decorrer das histórias dessa antologia.

Mas, a grande vantagem de Contos Russos - Tomo I, é mostrar, através de suas excelentes histórias, para aqueles que ainda estão com dúvidas, que a literatura russa é tão versátil, romântica, engraçada e fluída como qualquer outra em que nós, leitores, estamos acostumados a ler. Como puderam ver, somente nesta coletânea vamos encontrar romance, drama, suspense e horror diversificando ainda mais a qualidade excepcional desse livro que é para todos os gostos.

Meus queridos leitores, aventurem-se nessa pequena, mas gigante obra de contos russos que a editora Martin Claret nos proporcionou, pois não tenho dúvidas que todos irão se apaixonar pelas histórias aqui contidas. Contos Russos -Tomo I é absolutamente IMPERDÍVEL.
Sobre a edição: Contos Russos - Tomo I vem no formato brochura com abas largas e um projeto gráfico muito bonito. O livro é composto por folhas amareladas, fontes agradáveis, além de contar com uma introdução, notas, posfácio e tradução do inigualável Oleg Almeida. Um belíssimo projeto que se estende igualmente para os tomos II e III da coleção.

16 comentários:

  1. Olá
    Que livro incrível. Amo contos de qualquer gênero e esses são incríveis.
    Estou adorando os livros que essa editora, são muito hem feitos.
    Adorei os contos que você destacou, e sim, já anotei a dica.
    Bjus

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jis, aventure-se, pois o livro é realmente muito bacana. A Martin Claret está arrasando com suas publicações. Beijos e obrigado pela visita.

      Excluir
  2. Já ouvi falar sobre esse livro mas confesso que não me vejo lendo, eu não gosto de contos de maneira alguma na verdade. Mas a edição está bem bonita, isso tenho que concordar. Parabéns pela bela resenha.

    Abç.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Karine, se não gosta, não gosta, fazer o que?! Mas realmente a edição está muito bonita mesmo. Obrigado pelas palavras e volte sempre. Beijos.

      Excluir
  3. Oiiii


    Não é o meu tipo de leitura, confesso, mas acredito que pra quem curte contos é uma dica linda, aliás a edição é bonita demais pra se admirar.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Alice, vale muito a pena. A edição é linda e os contos são sensacionais. Beijos e obrigado pela visita.

      Excluir
  4. Olá! Quando li a sinopse, pensei logo "esse não é o meu tipo de livro", mas conforme fui lendo sua resenha sobre os contos, fui pensando "pode ser o meu tipo de livro sim", pois fiquei realmente curiosa sobre os contos que ele possui. Nossa, espero poder conferir a obra em breve, pois realmente gostei da premissa.
    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fê, não tenha medo e aventure-se, são contos muito bacanas e que me surpreenderam bastante. Beijos e obrigado pelas palavras. Volte sempre.

      Excluir
  5. Oi, tudo bem? Eu leria tranquilamente esse livro, porque gosto muito de conhecer outras culturas por meio da literatura. Li poucos livros russos ao longo da vida e adoraria ler este. Apesar de eu sentir certa dificuldade com contos, por serem mais curtos, fiquei interessada na maioria. A edição é mesmo muito bonita, o trabalho editorial da Martin Claret é mesmo muito bonito. Só não entendi por que você separou resenha de opinião, sendo que uma resenha é sempre opinativa. As fotos estão lindas :)

    Love, Nina.
    www.ninaeuma.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nina, muito obrigado pelas palavras. Separo, pois faço resenhas pontuais e só depois deixo meu parecer do livro em questão. Espero que goste tanto quanto eu gostei e aventure-se na literatura russa que não vai se arrepender. Beijos e volte sempre.

      Excluir
  6. Olá!
    A edição está um primor e apesar de nunca ter lido nenhum conto russo gostei de conhecer mais dessa obra. Ainda não tive oportunidade de ler nada da Martin Claret, mas poderia tranquilamente iniciar por essa obra.
    Beijos!

    Camila de Moraes

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Camila, comece, mas se prepare para não parar mais, nem com a literatura e nem com a Martin Claret. Já vou avisando...kkkkkk... aventure-se, vai gostar bastante. Beijos e obrigado. Volte sempre.

      Excluir
  7. Gente, quantos contos maravilhosos! Difícil será escolher qual deles será o meu preferido haha. A sua resenha está incrível, achei interessante você não apenas resumir cada conto de uma maneira bem envolvente, mas também informar os temas que o autor irá abordar. Obrigada pela dica, bjss!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jennifer, muitíssimo obrigado pelas palavras. Espero que você goste muito da literatura russa. Beijos e mais uma vez, obrigado. Volte sempre.

      Excluir
  8. Oi.
    Já amei a capa do livro. Leio poucos livros de contos, mas eu até curto.
    Amo resenhas de livros de contos onde a pessoa resenha cada conto individual, e agradeci quando li sua resenha, fiquei bem ansiosa, pelo que li a maioria dos contos me agradou então seria um =ótimo livro para mim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fico muito contente que tenha gostado, Taty. Muito obrigado e volte sempre. Beijos.

      Excluir