[RESENHA #484] O CASAMENTO - VICTOR BONINI - Saga Literária

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quarta-feira, 20 de junho de 2018

[RESENHA #484] O CASAMENTO - VICTOR BONINI



Título: O Casamento
Autor: Victor Bonini

Editora: Faro Editorial
Páginas: 368
Ano: 2017
ISBN: 
9788595810044
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Meses atrás, os amigos diriam que o namoro de Plínio e Diana tinha prazo de validade. Eles se conheceram de um jeito bizarro, pensam completamente diferente e nenhuma das famílias aprova o relacionamento. Mas eles resistiram a tudo. E agora vão se casar. PARA O Detetive É A Melhor Chance De Pegar Um Criminoso O mais íntegro dos convidados esconde um segredo devastador. Mas alguém sabe e está disposto a espremê-lo com chantagens. É então que o detetive Conrado Bardelli se hospeda no hotel-fazenda onde ocorrerá o casamento. Ele precisa descobrir o lobo entre as ovelhas. E rápido. Pois, a cada nova ameaça, o chantagista eleva o tom e falta pouco para a bomba explodir. O casal está pronto para o sim. A noiva se prepara para caminhar pelo tapete vermelho. Até que alguém diz: não saia do carro! Enquanto a plateia espera ansiosa em frente ao altar, algo brutal acontece na antessala. Só quando veem as paredes lavadas com sangue é que os convidados se rendem ao desespero. Começa uma confusão para interromper a marcha nupcial e chamar a polícia. Ninguém sabe o que fazer. E Bardelli, que lidava com um caso de extorsão, descobre que se meteu em algo muito pior. Agora, ele é o único capaz de encontrar respostas. O problema é que as mortes não param de acontecer...

Resenha: É um momento de grande felicidade para Diana e Plínio, eles vão casar e para isso realizaram um grande planejamento, escolhendo um cidade tranquila do interior onde algum um hotel fazenda para realizar a cerimônia e união. Mas nem tudo são flores, as famílias dos noivos são contra esse casamento, eles não desejam essa união e até mesmo os convidados percebem o quanto Diana e Plínio são tão diferentes entre si. Independente da opinião alheia o casal segue firme na decisão, eles querem celebrar a união e esse momento de grande felicidade em suas vidas.

"Sim, os noivos, Diana e Plínio. Seria os jeito como se agarravam, como dançavam com os corpos grudados? Não. Os beijos frequentes? A forma quase selvagem como Plínio agarrava sua futura esposa e lhe roubava carícias? Tampouco. Era alguma coisa no olhar deles. Como se... faltasse algo. Ou sobrasse. Aquele olhar constante, feito hipnose... Incomodava. Talvez fosse só impressão." p. 25.
Diana fica aguardando dentro do carro o início da cerimônia do seu casamento, contudo ela começa a estranhar a demora, pois a cerimônia ainda não começou. A noiva fica surpresa quando seus pais chegam no carro assustados e avisam para que ela não desça do carro em hipótese alguma, pois aconteceu um terrível e brutal assassinato. Nesse momento entra em cena um convidado, trata-se de Conrado Bardelli, detetive particular que estava na lista dos convidados. Bardelli não foi convidado apenas para presenciar o casamento e ser mais uma testemunha ocular desse momento marcante na vida do casal.

"Nada daquilo, aliás, se parecia com um conto de fadas. Quanto mais Lyra conhecia os convidados, mais se deparava com o lado podre daquela gente. Não era por se tratar de um casamento que as coisas tinham de parecer um sonho." p. 69.

Amigo do pai de Diana, Bardelli ou Lyra como é conhecido foi contratado por Ricardo Gurgel, um homem milionário que foi convidado para a festa. Bardelli deverá descobrir a pessoa responsável por extorquir e chantagear Gurgel que teve uma relacionamento extraconjugal e agora colhe esses frutos. Bardelli está no casamento justamente para descobrir quem é a pessoa responsável pelas chantagens, já que a mesma vai estar na cerimônia. Mas diante do assassinto brutal, cabe a Lyra descobrir quem foi capaz de cometer hediondo crime e se existe alguma relação entre o assassinato e as chantagens. Para piorar a situação, durante as investigações novas mortes ocorrem e Bardelli precisa correr contra o tempo para solucionar esses mistérios.
Opinião: Narrado em terceira pessoa, O Casamento é dividido em quatro partes e essa escolha pelo autor nos permite acompanhar de forma ampla todos os acontecimentos que rodeiam O Casamento. Victor Bonini nos apresenta uma trama repleta de mistérios e suspense, Bonini nos permite imaginar diversas possibilidades para desvendar e solucionar os assassinatos e acontecimentos no hotel fazenda. O foco principal do livro é o assassinato e a vida pré-casamento de Diana e Plínio, mas o autor abre espaço para um trama secundária que retrata as chantagens sofridas por Gurgel, algo que achei particularmente interessante.

O Casamento foi uma leitura muito positiva, Bonini novamente me surpreende por meio da sua escrita ágil e trama bem elaborada. Esse é um livro que retrata a natureza humana, fala sobre o quanto cruel o ser humano pode ser, fala sobre traição, ganância e avareza. Os personagens são bem desenvolvidos e o fato de ter muitos personagens só faz com que fique mais difícil solucionar essa trama complexa. Esse é um livro envolvente e de tirar o fôlego, é simplesmente imperdível. Recomendo a leitura para todos que curtem literatura nacional e principalmente gostam de um bom thriller.
Sobre a Edição: A edição está maravilhosa, conta com uma jacket e retrata todo o cuidado que a editora dispende aos seus livros. A capa está condizente com o enredo apresentado pelo autor. A diagramação é simples, contudo está bem feita e conta com letras em tamanho confortável e um bom espaçamento. As folhas são amareladas e contam com uma boa gramatura, a Faro Editorial fez um belo trabalho.
Sobre o Autor: Victor Bonini nasceu em São Paulo, morou em Vinhedo, interior do estado, e voltou à capital aos dezoito anos para cursar jornalismo. Na universidade, seu elogiado trabalho de conclusão de curso, em parceria com Mariana Janjácomo, foi um livro sobre o caso Pesseghini, apresentando vários aspectos do crime que chocou o país em 2013. O trabalho não foi publicado a pedido da família das vítimas. E aos vinte e dois anos, quando lançou seu primeiro livro, Colega de Quarto, pela Faro Editorial, ele finalmente entendeu que escrever é a forma de dar vazão a debates internos sobre a lógica de crimes e a mente dos psicopatas — pensamentos que o assombram como ideias para a ficção, querendo emergir.

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