Título: Shirley
Autor: Charlotte Brontë
Tradução: Solange Pinheiro
Editora: Martin Claret
Páginas: 912
Ano: 2017
ISBN: 9788544001462
Onde Comprar: Amazon - Saraiva

Sinopse: Shirley narra a história da complicada amizade entre duas mulheres muito distintas: Shirley, a corajosa herdeira e Caroline, a tímida filha de um clérigo. Considerado um dos romances mais inovadores de Charlotte Bronte, Shirley está à frente de seu tempo em termos de forma, atualizando a tentativa de compreensibilidade que se tornaria comum na literatura do século XX. A autora apresenta uma ferramenta narrativa que foi largamente utilizada posteriormente, a fragmentação, tornada possível pelo uso de um narrador em terceira pessoa, além da divisão da função de protagonista em duas personagens distintas. Uma obra-prima que merece ser conhecida e apreciada.

Resenha: Tudo começa na reunião de alguns coadjutores, que dão auxílio ao padre Helstone, onde ficam sabendo que Robert Moore, dono da tecelagem local, terá problemas com o grupo que anda causando mais prejuízos aos comerciantes locais que estão substituindo seus empregados por máquinas, a nova tecnologia. Robert Moore é um homem de negócios que veio de outro país para tentar a sorte em Briarfield, Yorkshire e que investiu tudo em uma tecelagem.
Os negócios iam bem até que a guerra eclodiu e o comércio internacional foi embargado. Toda a cidade acaba tendo problemas seríssimos com essa restrição, pois os empregadores não tem para quem vender suas mercadorias e acabam tendo que despedir seus empregados. Com o advento das máquinas industriais, muito comerciantes veem uma saída no investimento da nova tecnologia, o que não é bem visto pelos desempregados, que acabam formando, alguns deles, um grupo que visa a destruição e o vandalismo dessas máquinas ladras de empregos.

"Helstone sorriu sardonicamente; Malone soltou uma gargalhada grosseira. Então voltou a pôr as armas no seu lugar, pegou o chapéu e o bastão e, dizendo que "nunca na vida se sentira mais disposto a uma tunda quanto agora, e queria que vinte tecelões sujos de graxa surpreendessem os domínios de Moore naquela noite"(...). pág.41.

Moore não é nada delicado em seu dia-a-dia, sua formação acabou o tornando duro e ríspido, mas mesmo assim, o sentimento de justiça é muito forte em seu caráter. Ele não é daqueles comerciantes que explora seus funcionários ou os demite sem razão aparente. O grande problema é a situação em que a guerra colocou todos aqueles que precisam do comércio externo. Robert também não tira nada de ninguém e por essa razão, não admite que tirem nada dele.

Robert vive com sua irmã Hortense e tem um irmão que trabalha como tutor, Louis Moore. Hortense fica muito feliz quando sua prima, Caroline, chega para ter aulas de francês. Caroline é sobrinha do Sr. Helstone, e guarda no peito um amor enorme por Robert Moore. Caroline é uma moça prestativa e que se vê à mercê dos desejos de seu tio, que sempre decide o que acha melhor para ela.
Mas esse amor está, de certa forma, acabando com suas forças e o que Caroline mais desejava até então, era poder trabalhar como preceptora em alguma casa de família para que pudesse focar todos seus pensamentos e desejos apenas no trabalho, mas, obviamente, o Sr. Helstone jamais permitiria que sua sobrinha trabalhasse em qualquer função que fosse. 

Pesando em tirar as ideias de trabalho cada vez mais frequentes da cabeça de sua sobrinha, Helstone, apresenta sua sobrinha a uma moça que poderia muito bem ajuda-la no seu convívio e acabar com aqueles desvarios de trabalho. É quando Caroline conhece Shirley Keeldar.

"(...) - Shirley Keeldar não era uma herdeira feia: ela agradava ao olhar. Sua altura e seu corpo eram diferentes dos da Srta. Helstone; talvez ela fosse mais alta uma ou duas polegadas; seu corpo era gracioso, e o rosto também tinha um encanto tão bem descrito pelo termo "graça" quanto qualquer outro." pág.285.

Shirley é uma jovem solteira, independente, rica e que não tem medo de viver sua vida fora das asas de qualquer homem que seja. Suas ideias avançadas acabam entrando em conflito com seu tio, o Senhor Sympson, que não aprovava suas maneiras, suas atitudes e detestava ainda mais sua desobediência para com ele. Shirley, apesar de sua riqueza, a qual foi herdada, também era uma pessoa bondosa e caridosa, que sempre tentou ajudar a comunidade de Briarfiled naquele tempo de sofrimento. Caroline e Shirley se tornaram amigas automaticamente, suas personalidades tão distintas em nada atrapalhou a grande amizade que aflorou entre as duas.
Porém, Caroline sabia que a pessoa certa para "seu" Robert seria exatamente a sua melhor amiga Shirley. Também percebeu o conflito que acontecia com seu primo e a coisa mais certa a fazer era justamente deixar o caminho livre para que os dois pudessem se amar. Mas Caroline não contava com o destino que traria acontecimentos graves, turbulentos e que mudaria a vida de muitas pessoas naquela comunidade, principalmente a de Robert, Louis, Shirley e dela mesma.

"Deram-me um nome masculino; eu ocupo um cargo masculino; isso é suficiente para me infundir um toque de virilidade; e, quando vejo pessoas como esse anglo-belga imponente, esse Gérard Moore, diante de mim, falando seriamente comigo sobre negócios, na verdade eu quase me sinto um cavalheiro." pág.288.

Opinião: Quem não tem na família aquela pessoa que quando você vai visitar ou algo que o valha, te chama para contar umas histórias? Sabe aquela sensação de se sentar em um sofá num ambiente igualmente aconchegantes e se deliciar com uma boa e longa história? É exatamente assim que me senti quando comecei a leitura de Shirley de Charlotte Brönte, nessa edição tão bonita da Martin Claret.

O romance tem muitos pontos positivos, mas um que realmente me chamou a atenção é a participação da personagem Shirley. A autora cria todo um ambiente, apresentando diversos personagens e em determinado momento, o leitor acaba por se perguntar: E a Shirley?
É muito interessante como Charlotte criou um romance onde a personagem que dá nome a trama aparece somente depois de mais de trezentas páginas. Ficou claro que a intenção foi a de “prender” o leitor na história de uma forma que não houvesse qualquer outra opção a não ser continuar até o final de suas quase novecentas páginas. Simplesmente genial, e digo, leitores, vocês vão querer continuar a acompanhar as diversas direções que os personagens têm ao longo da trama de Shirley.

Charlotte Brontë não poderia deixar de honrar o legado da família mais famosa de escritoras da literatura mundial e, assim como seus outros romances, destila suas críticas sociais, religiosas e principalmente o papel da mulher naquela sociedade.

Shirley é o símbolo da mulher independente, resoluta, caridosa, justa, inteligente e principalmente livre de quaisquer preconceitos. Acredito que esta personagem deve ter dado o que falar na época de sua publicação, pois o injusto papel da mulher naquela sociedade se restringia a ser uma dona de casa com diversos atrativos praticamente inúteis em uma vida comercial como era a dos homens. Bordado, aulas de música, vestimenta impecável, religiosidade e obediência, tanto a Deus como ao homem, era sempre o que se esperava de uma moça da sociedade naquela época.
É nesse ponto que a autora estapeia a sociedade patriarcal e machista, apresentando uma personagem que além de todos os atributos femininos se sai muito bem em todos os assuntos “relegados” ao comportamento masculino. Existem cenas em que o leitor saboreia a luta verbal entre a mulher, representada por Shirley, e o homem, aqui representado muitas vezes por seu tio e outros, onde é demonstrada toda a hipocrisia da já referida sociedade. Gratificante demais ver uma personagem que não se rebaixa perante o ser “dominante” e ainda assim consegue defender suas opiniões e ações de forma clara e direta.

Shirley é um romance onde a religiosidade é muito presente, como era comum naquele período, mas isso não quer dizer que Charlotte tenha deixado de lado suas críticas, pelo contrário, ao mesmo tempo em que a questão espiritual é apresentada, em muitos momentos é duramente criticada por ações ou opiniões diretas de seus personagens ao longo de toda a história.

Mas Shirley também é um romance como outro qualquer, onde temos personagens apaixonados e que lutam pelos seus amores e outros que fazem exatamente o inverso. Ao longo de toda a trama, que tem como pano de fundo a recessão que assolava todo o país devido a guerra e o embargo das exportações, Brontë, dilui todo o romance de seus personagens que caminham entre cenas de invasões, roubos, tentativas de assassinato, pobreza, fome entre outras mazelas. Mas também encontramos o seu correlato nas ações de caridade, amizade, amor ao próximo e até algumas situações familiares que surpreendem o leitor, principalmente pela época em que é apresentada tais situações.
Shirley de Charlotte Bronttë pode não ser um romance muito conhecido entre os leitores no Brasil, mas essa história cumpre muito bem a função de entretenimento pela qual foi criada. A sensação que tive enquanto acompanhava a trama, foi idêntica quando você acompanha uma novela ou uma série com seus personagens sofrendo, amando, lutando e enfrentando todas as situações de uma maneira coerente e aconchegante. Talvez a melhor palavra para se explicar Shirley, seja exatamente essa: aconchegante.

Indiscutivelmente, pelo menos para mim, Shirley foi uma experiência muito boa, gostosa mesmo, pois o prazer de se sentir naquele sofá e ambiente confortáveis era automático assim que eu abria o livro para continuar a leitura. Realmente, foi uma surpresa muito boa que com absoluta certeza, vou querer repetir. Meu conselho para os leitores e leitoras que muitas vezes se sentem intimidados por romances muito volumosos, pelo menos quanto a Shirley, é que deixem de lado esse “medo” e aventurem-se, pois, felizmente, Shirley de Charlotte Brontë, publicado pela Martin Claret é IMPERDÍVEL.
Sobre a edição: A Editora Martin Claret apresenta Shirley no formato brochura, com uma arte de capa muito bonita e que representa muito bem a tecelagem da história contada por Charlotte. Antes que perguntem se esse formato pode aguentar bem a leitura de um livro de 912 páginas, garanto a vocês que é um livro bastante robusto e que em nenhum momento da leitura me trouxe qualquer problema. Então, podem ficar tranquilos que a Martin Claret caprichou nessa edição. As folhas são amareladas e com uma fonte bastante agradável e que também contém uma diagramação bem bacana com algumas artes em todos capítulos, o que deixa a leitura mais agradável ainda.
Sobre a autora: Charlotte Brontë foi uma escritora e poetisa inglesa, a mais velha das três irmãs Brontë que chegaram à idade adulta e cujos romances são dos mais conhecidos da literatura inglesa. Nasceu em Thornton, oeste de Bradford, West Yorkshire, Reino Unido no dia 21 de abril de 1816. Escreveu o seu romance mais conhecido, Jane Eyre com o pseudônimo Currer Bella.

Charlotte era a terceira dos seis filhos nascidos de Maria Branwell e Patrick Brontë, um pastor anglicano de origem irlandesa. Em 1820, a família mudou-se para uma aldeia a alguns quilômetros de Haworth, onde Patrick tinha sido nomeado coadjutor perpétuo na Igreja de São Miguel e Todos os Anjos. A mãe de Charlotte morreu de cancro no dia 15 de Setembro de 1821, deixando as suas cinco filhas e o filho aos cuidados da sua irmã, Elizabeth Branwell. [fonte: Wikipédia]

41 Comentários

  1. que livro enorme hahaha.
    mas eu fiquei curiosa pra ler, tanto por ser da uma Bronte, quanto pelo que você disse da personagem principal aparecer só depois de trezentas páginas e poucas, deve dá muito curiosidade de continuar lendo mesmo.
    espero poder conferir em breve!

    Virando Amor

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    1. Carol, confira sim, pois vai gostar. Beijos e volte sempre.

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  2. Oi Jeffa, tudo bem?
    É uma vergonha, mas ainda não li nenhuma obra dessa autora que é considerada incrível. E livros grandes assim não me assustam, pelo contrário, eu adorooooo, risos... Só fiquei com o coração na mão por ela achar que a Shirley é que deve ficar com o homem que ela ama. Isso não é justo. Ela tinha que lutar por ele. Não vejo a hora de ler. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.

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    1. Cila, mata essa vergonha e descobre o que acontece nesse livrão!! kkkkk Muito obrigado e volte sempre. Beijos.

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  3. 912 páginas é no minimo intimidador!!! Nunca li nada das Brontë, mas tenho curiosidade. A sua resenha está completinha e essa edição lindíssima.
    Beijo

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    1. Ivi, pensei o mesmo quando vi o livro. Mas....... me surpreendeu muito. Leia que vai gostar. Muito obrigado, viu!? Beijos.

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  4. Oi, Jeffa!
    Caramba, nunca pensei que Shirley fosse tão longo - e tão bom! A sua resenha já fez eu me sentir super à vontade com essa leitura, vai pra minha lista. Será que consigo ler rapidamente, tipo, em um mês? rsrs
    Ótima resenha!
    bjos
    Lucy - Por essas páginas

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    1. Lucy, fico contente. Consegue sim, pois o livro prende mesmo. Muito obrigado e volte mais vezes. Beijos.

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  5. Olá.
    Não sei como é para você, mas esses romances gigantes, com inúmeras páginas, sempre parecem ótimas leituras, principalmente porque sempre, ou quase sempre, são várias coisas a serem contadas, criando todo um clima e tudo mais. Me parece que com esse é assim. Achei bem interessante essa artimanha da autora de demorar para apresentar a Shirley, com certeza prende o leitor.
    Adorei a sua resenha.
    Até mais o/

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    1. Felipe, penso o mesmo que você e te garanto que Shirley prende mesmo a gente. Muito obrigado e volte sempre, meu caro. Abraços.

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  6. Oi, Jeffa!
    Nunca tive uma experiência com um livro da Charlotte Brontë, mas sempre vejo falarem muito bem da escritora, principalmente devido a Jane Eyre. Gostei de saber que Shirley traz uma personagem com ideias tão independentes e à frente de sua época. Confesso que sempre tive receio de ler algo da escritora por justamente imaginar o contrário sobre os livros dela. Fico feliz por ter me enganado sobre isso e espero poder ler esse livro algum dia. Amei sua resenha! Beijos!

    castelodoimaginario.blogspot.com

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    1. Jéssica, Shirley tem atitudes e sua vida em si já é à frente de seu tempo. Tenho certeza que vai gostar dela. Muito obrigado e volte sempre, tá. Beijos.

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  7. E realmente um livro enorme, e tem que possuir uma história bastante cativante para a leitura não se torna ao mesmo tempo massante, e monótona. Enfim, não é o tipo de romance que me desperta o interesse de leitura, mas vários pontos me despertaram certa curiosidade a respeito dessa história. Enfim, essa dica eu deixo passar.

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  8. Oi Jeffa!
    Estou no momento, lendo Jane Eyre e amando a escrita da Charlotte Brontë. Fazia muito tempo que tinha vontade de ler esse clássico, mas não conhecia esse livro dela, Shirley.
    Pelos seus comentários a respeito da personagem feminina, por estar à frente da sua época, vejo muita semelhança na Jane Eyre, o que nos mostra que a própria autora já estava muito à frente da sociedade da época e AMO isso.
    Por já estar adorando a sua principal obra e pelos seus comentários, fiquei muito curiosa sobre esse outro romance da autora. O maior problema são as 900 páginas e a edição ser da Martin Claret. Não curto muito a edições da editora, principalmente por saber que até pouco tempo atrás, eles copiavam a tradução de outras editoras na cara dura. Só existe esta edição? Se outra editora tivesse publicado, ficaria mais feliz.
    Adorei a sua resenha!
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/

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    1. Carolina, essa história da Martin Claret já foi resolvida, enterrada e superada. Realmente, ainda fico impressionado como tem pessoas que se agarraram a esse episódio e não avançam até hoje. Tenho parceria com a editora há mais de dois anos, mais ou menos e desde que comecei, todas as suas edições estão impecáveis, sejam no quesito tradução, revisão, diagramação, design etc. Acho, com todo respeito a sua opinião, que você está perdendo maravilhas edições que a Martin Claret vem lançando no mercado, por essa razão, espero, sinceramente, que você escolha reconsiderar e dar mais uma chance ao pessoal que hoje faz parte dessa grande editora. Ficou muito feliz que tenha gostado de minha resenha, pois fiz com todo carinho possível. Muitíssimo obrigado e espero mais visitas suas. Beijos.

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  9. Oi Jeffa! Que resenha mais deliciosa de se ler! Estou lendo Jane Eyre, e também tenho essa sensação de história contada cada vez que inicio a leitura. Adorei o modo com você detalhou o livro, sem soltar informações demais. Confesso que eu tinha esse medo de romances muito grandes como nesse caso, mas depois que li O conde de Monte Cristo, perdi o medo. Adorei conhecer um pouco da história e dos personagens, e estou muito curiosa para conhecer cada um deles, seus romances e suas vidas, com suas dificuldades e alegrias. É bom saber que mesmo sendo um romance do século passado, tem personagens e situações que são comuns a nosso tempo. Adorei de verdade! Parabéns pela resenha!

    Bjoxx ~ Aline ~ www.stalker-literaria.com ♥

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    1. Aline, muito obrigado. Espero que goste do livro assim como eu gostei. Beijos e mais uma vez, obrigado.

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  10. Olá!
    A capa já se mostrou um show a parte e esse calhamaço com certeza deve ser impressionante. Adorei suas considerações e saber que a leitura é daquelas que passam sem a gente perceber e ainda deixa tantas reflexões só me faz ter vontade de conhecer a escrita da Charlotte.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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    1. Camila, conheça sim é muito bacana. Beijos e volte sempre.

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  11. fiquei bem interessado nesse livro, ainda mais sendo um romance histórico, o que me agrada demais. E como eu fiquei atraído pela obra, o número de páginas não me incomodaria muito, leia sem pressa de terminá-lo. Anotei a dica.

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    1. Muito obrigado, "Leitura Enigmática". Espero mais visitas suas. Beijos.

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  12. Olá!

    Eu nunca tive nenhum contato com os livros da Charlotte, mas já tive com a escrita da sua irmã e simplesmente amei, creio que o talento é de família.
    O livro é bem extenso, mas pelo que vi a leitura deve ser fluída também. Muito bom ver que a autora criou uma personagem que não se encaixava nos parâmetros normais da época!

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    1. Ana, vai adorar. Beijos e muito obrigado pela visita. Volte sempre.

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  13. Oi, tudo bem?
    Eu nunca li nada das irmãs Brontë, mas tenho muita vontade. Esse livro, eu já tinha visto a capa, mas não sabia do que se tratava e nem que era tão grande hahaha. Mas apesar do tamanho me assustar um pouco, eu já fiquei curiosa pelo fato da personagem que dá título ao livro demorar tanto a aparecer. Além disso, parece que os personagens foram bem construídos e adorei o fato de que a autora fez uma crítica a sociedade patriarcal e trouxe uma personagem feminina tão independente e forte.
    Adorei a resenha e, sem dúvida, vou querer ler esse livro.
    Beijos!

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    1. Maria, muito obrigado e fico muito feliz que tenha gostado. Espero te ver mais vezes. Beijos e novamente, muito obrigado.

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  14. Oi Jeffa,
    Parabéns por mais uma excelente resenha. Essa edição da Martin Claret é linda pelo que pude ver nas fotos. Sempre tive medo de ler algo da autora. Não sou muito fã dos clássicos, mas andei me aventurando com alguns títulos e gostei bastante. Só não sei se estou preparado para 912 páginas.
    Beijos,
    André | Garotos Perdidos

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    1. André, meu caro, fico sem palavras. Muito obrigado pelo apoio. Abraços e volte sempre.

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  15. Eu sou grande fã da Emily Brontë. Tenho várias edições de O Morro dos Ventos Uivantes (porque coleciono) e já perdi as contas de quantas vezes li.rsrs Sou simplesmente apaixonada. Todavia, nunca tinha lido um livro das outras duas irmãs, tanto da Anne quanto da Charlotte. Por isso resolvi comprar A Senhora de Wildfell Hall (da Anne) e o famosso Jane Eyre da Charlotte. Este ano farei uma leitura coletiva de Jane Eyre e estou muito curiosa, confesso. Se apreciar a obra certamente não demorarei a mergulhar na leitura de Shirley e Villette.

    Eu não sabia de fato do que se tratava o livro Shirley e conforme fui lendo sua resenha a questão dos funcionários e a substituição por máquinas me lembrou muitíssimo o clássico Norte e Sul, da Elizabeth Gaskell. Além disso, o fato da história abordar uma relação de amizade e compreensão entre duas mulheres tão diferentes também desperta meu interesse.

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    1. Luna, muito obrigado. Aproveite que é fá da família e leia Shirley, sim. Beijos e volte mais vezes.

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  16. Olá!
    Pra falar a verdade não sabia que tinha livro dela traduzido aqui no Brasil, lembro que quando li de Emily O Morro dos ventos Uivantes , li rapidamente a biografia falava das dua irmãs mas fiquei somente nisso.
    E agora enquanto não ler este livro vou ficar com a pulga atrás da orelha, obrigada por isso! rs

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    1. Marcia, de nada. kkkkkk .... Mas, sério, leia sim. Beijos e muito obrigado. Volte sempre.

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  17. Eu nunca li nada da autora, mas vontade é o que não falta! Que bom saber que mesmo o livro sendo um tijolinho é daquelas leituras que a gente se delicia e não consegue largar. Adorei a premissa, e acho que seria bem o tipo de livro que eu gosto de ler. Amei essa edição!
    beijos

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    1. D e s s a, leia sim. Vai gostar. Muito obrigado e volte sempre. Beijos.

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  18. Só li um livro das irmãs Bronte, mas quero muito ler este e outros livros delas. Me pareceu ser uma leitura maravilhosa. O tamanho dele assusta um pouco, mas conseguimos encarar. Contanto que o livro seja mesmo muito bom e que a narrativa nos envolva, não importar muito o número de páginas. Dica anotada!!

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    1. Dani, leia que vai gostar, sim. Beijos e volte sempre. Muito obrigado.

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  19. Essa edição tá linda demais! Eu venho conhecendo agora as obras das irmãs Brontë e sinceramente fiquei bastante contente em ver que mulheres já naquela época levantavam questões tão importantes! Uma pena que tenha sofrido um grande processo de apagamento. Sua resenha ficou muito bem redigida, parabéns.

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    1. Dayhara, muito obrigado e volte mais vezes. Beijos.

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  20. Adorei a capa desse livro. E o enredo é simplesmente sensacional, mas admito que não seria um livro que compraria pelo fato de ser tão gigante. Mas o tema abordado dele me chamou muita atenção, ainda mais por ter personagens mulheres determinadas, o que me chama muito atenção em uma história.

    Sua resenha e as fotos ficaram sensacionais. Beijos

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    1. "Além de uma Prateleira, deixe esse medo de lado e encare Shirley, vai gostar. Muito obrigado pelas palavras e espero mais visitas suas. Beijos.

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  21. Oi, tudo bem?
    Eu não conhecia esse livro e confesso que essas novecentas páginas me deixaram meio "assustada" kkkkk Eu não costumo ler livros tão longos assim, mas eu achei bem interessante essa história, pois adoro livros que tragam criticas sociais e religiosas. Além disso, a Shirley parece ser uma personagem muito bem construída e cativante. Enfim, vou tentar seguir seu conselho e me aventurar nesse livro.

    Beijos :*

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