[RESENHA #594] A TORRE DO AMOR - ELOISA JAMES


Titulo: A Torre do Amor
Autora: Eloisa James
Tradução: Livia Almeida
Editora: Arqueiro
Páginas: 348
Ano: 2018
ISBN: 
9788580418859

Onde Comprar: Amazon


Sinopse: Quando Gowan, o magnífico duque de Kinross, decide se casar, seu plano é escolher uma jovem adequada e negociar o noivado com o pai dela. Ao conhecer Edie no baile de apresentação dela à sociedade, ele acredita que, além de linda, ela também seja a dama serena que ele procura e imediatamente pede sua mão. Na verdade, o temperamento de Edie é o oposto da serenidade. No baile, ela estava com uma febre tão alta que mal falou e não conseguiu prestar atenção em nada, nem mesmo no famoso duque de Kinross. Ao saber que seu pai aceitou o pedido do duque, ela entra em pânico. E quando a noite de núpcias não é tudo o que podia ser...

Mas a incapacidade de Edie de continuar escondendo seus sentimentos faz com que o casamento deles se desintegre e com que ela se recolha à torre do castelo, trancando Gowan do lado de fora. Agora o poderoso duque está diante do maior desafio de sua vida. Nem a ordem nem a razão funcionam com sua geniosa esposa. Como ele conseguirá convencê-la a lhe entregar as chaves não só da torre, mas também do próprio coração? 

Resenha: Gowan precisava de uma esposa. E ele precisava ainda mais que ela fosse calma e ''prendada''. Ele era um duque, afinal. E um daqueles que levava suas funções muitíssimo a sério. E esperava isso de sua duquesa também. Então quando ele viu Edie em seu debute, serena, bonita, gentil e praticamente dócil, ele pensou ter encontrado a mulher perfeita. Só que Edie estava com uma febre muito forte e por isso sentiu-se flutuando a maior parte da noite, incapaz de manter uma conversa. Então, quando se viu noiva de Gowan logo no dia seguinte ao baile, desesperou-se por todos os motivos errados que o levaram a pedir a mão dele e por um casamento onde tudo que sabia sobre o noivo é que ele seguia horários muito rígidos para seus negócios e conhecia seu pai há muito tempo. Apesar disso, sua madrasta, Layla, a convence que o casamento pode beneficiá-la também e os dois passam a trocar cartas onde conseguem conhecer um pouco mais um do outro e - ora - até perceber que os dois têm um ótimo senso de humor. Mas será que a grande violoncelista Edie conseguirá se encaixar nos horários do marido?

"Depois da troca de cartas, ela tinha certeza de que Kinross desejava se casar com uma mulher sensual e audaciosa. Alguém que pudesse falar coisas como ponteiro ereto, palavras que Edie mal conseguia compreender.  Queria mais do que nunca olhar nos olhos deles e ver desejo. Até mesmo luxúria. Se ele a olhasse e o ponteiro não ficasse ereto, usando uma linguagem lírica, ficaria humilhada. Queria deixá-lo atordoado." p. 58.
Opinião: Posso afirmar sem dúvida alguma que este foi o segundo melhor livro de romance de época lançado no ano passado (só perdeu pro livro da Helen, Uma Noiva para Winterborne #Ravenels2). Assim como em Quando a Bela domou a Fera, James cria uma narrativa uma não só os casal protagonista importa e cria empatia com o leitor. Claro que a leitura foi agradável justamente porque a química entre Edie e Gowan é inegável, mas a madrasta dela com certeza rouba a cena sempre que aparece e é o ''alívio cômico'' do livro sem ser forçada, ganhando uma história só dela que emociona e diverte.

Edie e Gowan são um dos casais mais diferentes do gênero, especialmente por dois motivos: Edie tem uma personalidade exuberante, reforçada pelo talento em tocar violoncelo e Gowan é um mocinho virgem. Isso mesmo. Gowan casa-se sem nunca ter tocado nenhuma outra mulher. Logo, a noite de nupcias e a forma que as tramas são desenvolvidas são únicas e giram em torno disso. Eles se conhecem, se gostam, se apaixonam, começam a tentar resolver o problemas que é reorganizar a vida de Gowan para encaixar Edie... e a noite de nupcias acaba por ser um desastre. Para ela. Gowan não tem a mínima noção disso pois após uma breve conversa sobre um assunto com Layla, Edie acha que fingir empolgação é o único jeito de acabar com a tortura que é a relação conjugal na cama. E isso se estende, afetando o casamento.

"Edie sabia que não ia demorar até a hora de fazerem amor e, depois de pensar nisso, não conseguiu mais relaxar. Ainda assim, com toda certeza, estava ficando mais fácil. Quando Gowan a penetrou, ela não soltou um grito, apenas tremeu. Mas não conseguiu relaxar. O que tornava tudo pior era que Gowan parecia ser capaz de ficar fazendo aquilo a noite inteira." p. 199.

É tudo tão real que é difícil não se identificar. Afinal, quantas vezes a gente não lê os romances de época achando esquisito todo aquele tesão do nada o tempo inteiro e a sorte que as protagonistas têm de, mesmo sendo experientes, tudo vir naturalmente até elas, sempre atingindo o clímax na relação? Edie passa por problemas que muitas mulheres passam e é fácil se conectar com ela e ficar angustiada esperando que passe.

"Era melhor reconhecer o fato, pelo menos para si mesmo. Alguma coisa não ia bem. Não era tudo o que ele esperava... não era aquilo o que os poetas descreviam. Mesmo nas profundezas do prazer, Gowan sentia que era como se ela estivesse lhe fazendo um favor. Chegava a suspeitar que Edie pensava em música enquanto ele estremecia de desejo." p. 206.

Gowan tem também uma irmã mais nova fruto de uma infidelidade de sua mãe, e que foi por muito tempo negligenciada, até a chegada de Layla. A história dela também ganha importância na história uma vez que é mesclada com a drama no casamento da própria Layla com o pai de Edie. É tudo tão bem desenvolvido, apesar de não ser o principal, que você se convence de que está lendo uma história real e mergulha de uma forma que é impossível parar de ler. 
Os cenários do livro também são bem descritos, ficando entre os bailes de Londres e a Escócia, no castelo do duque. A leitura é divertidíssima, mas também angustiante. A autora alterna bem entre esses momentos, nunca perdem a fluidez da narrativa. E tem um plus máximo no meio da história que vai deixar muitos leitores felizes e eu fiquei meio perdida tentando entender como isso aconteceu: um certo evento importante com personagens amados de um livro de Julia Quinn não só é mencionado aqui, mas vivenciado! Amei, amei, amei!

A Torre do Amor é o quarto livro de reconto de fadas da Eloisa James lançado pela Arqueiro. Sabemos que se baseia no conto de Rapunzel, mas tem MUITO POUCO do conto aqui. Na verdade, a única menção realmente é a existência da torre para onde em um dado momento Edie vai. E só. Entendo a necessidade da referência, então o título traduzido e o original (Once upon a tower ''Era uma vez na torre'') combinam para dar esta, mas dizem muito pouco sobre o enredo. De qualquer forma, como já falei, é um livro maravilhoso, um dos melhores que li em 2018 e o ao final da leitura já deixa muita saudade. O que faltou em A Duquesa Feia é recompensado aqui com personagens reais, carismáticos, divertidos e emocionantes. Nosso casal protagonista passa pela lenta e linda jornada do descobrimento do amor e a arte de amar. 
Sobre a edição: Adorei que a capa tem como principal referência o hobby da Edie: tocar violoncelo. É uma parte importante da personagem, mencionado e vivenciado várias vezes no livro, então não poderia ser melhor. Ficou lindo e cor de fundo é a minha favorita. Adorei. Diagramação elegante no início dos capítulos com fonte diferente e um violoncelinho enfeitando. Achei fofo. Não vi erros de revisão.
Sobre a autora: Eloisa James escreveu seu primeiro romance depois de se formar em Harvard, mas o manuscrito foi rejeitado por todas as editoras. Depois de obter mais alguns diplomas e arranjar emprego como professora especializada em Shakespeare, ela tentou novamente, dessa vez com mais sucesso. Mais de 20 best-sellers depois, ela dá cursos sobre Shakespeare na Fordham University, em Nova York, é mãe de dois filhos e, numa ironia particularmente deliciosa para uma autora de romances, é casada com um legítimo cavalheiro italiano.

Postar um comentário

8 Comentários

  1. Maia um livro pra estar entre as minhas leituras desse ano, estou querendo muito ler bons livros,adorei a dica é sua resenha fez interessar por essa leitura.

    ResponderExcluir
  2. Que livro bacana o conteúdo dele parece ser bem interessante.adorei a resenha

    ResponderExcluir
  3. A capa do livro é linda, adoro romance de época, essa história flui muito, tem uma história gostosa, gostei muito dos personagens eles são um amores, gostei muito da sua resenha, mais um excelente livro pra quem ama um romance, abraços.

    ResponderExcluir
  4. Adorei a resenha, e a capa do livro! Romances que dão aquela angústia me dão uma super ressaca emocional, mas eu sempre me atrevo. haha

    ResponderExcluir
  5. Me pareceu ser um bom livro pra começar a ler durante a noite antes de dormir, bem tranquilo e cheio de emoções rsrs...
    Amei a resenha!
    https://blogdajenny2014.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  6. que linda capa do livro, e suas fotos ficaram lindas tbm! Eu gosto de romances de época e a história parece ser bem envolvente. Nao conhecia o livro mas acredito que é uma leitura que vale muito a pena, né?

    ResponderExcluir
  7. Uma linda história de amor. Pela sinopse e pela alta avaliação fiquei super curiosa com a história, fiquei interessada em ler o livro. Primeiro eu amei a capa sem contar o título. É uma história de desafio, um romance de época que me cativou muito.

    ResponderExcluir
  8. Uma ótima dica de leitura, ótimo! Estou precisando de um livro bacana para ler!

    ResponderExcluir