[RESENHA #681] SALVANDO A MONA LISA - GERRI CHANEL


Sinopse: No final de agosto de 1939, quando a guerra ameaçava eclodir na Europa, os curadores do Louvre guardaram o quadro mais famoso do mundo em um estojo especial forrado com veludo vermelho e o enviaram ao Vale do Loire, cerca de duzentos quilômetros ao sul de Paris. Assim começou a maior retirada de obras de arte e antiguidades da história. À medida que os alemães se aproximavam da capital em 1940, os franceses se apressavam para despachar as obras-primas cada vez mais ao sul, vez após vez durante a guerra, cruzando todo o sudoeste da França. 

Durante a ocupação alemã, a equipe do Louvre lutou para manter tesouros inestimáveis longe das mãos de Hitler e de seus capangas, muitas vezes arriscando seus empregos e suas vidas para proteger a herança artística do país. Salvando a Mona Lisa é a história arrebatadora e cheia de suspense dessa batalha.

Encorpado por uma pesquisa profunda e acompanhado por fotografias fascinantes daquele período, Salvando a Mona Lisa é uma envolvente história real de arte e beleza, intriga e sagacidade, e de uma coragem moral notável em face de um dos inimigos mais aterrorizantes da história.


Resenha: Mesmo tendo sido um marco negativo na história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial trouxe milhares de história e relatos que foram transformados em livros, filmes, séries e peças teatrais que abordaram diferentes pontos desse terrível conflito. 

Mas nossa atenção sempre foi voltada, principalmente, para mais para as coisas terríveis que os nazistas fizeram com os judeus nos campos de extermínio que dizimaram milhões de pessoas durante a sangrenta guerra. Mas Gerri Chanel, resolveu explorar um ramo da guerra pouco falado desse período nefasto que foi o que aconteceu com as obras de arte, especificamente, as armazenadas no Louvre em Paris.

"Em sua primeira viagem para a França no século XVI, ela tinha viajado em uma bolsa de couro de Da Vinci. Dessa vez, viajou em um estojo especial de paredes duplas de álamo, acolchoada internamente com veludo vermelho, que havia sido feito sob medida para a evacuação." p. 51.


Tendo como peça principal, mas não a mais presente, a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci, a autora retrata todas as estratégias para se preservar quadros, tapeçarias, escultura e diversos outros tipos tesouros artísticos contra os bombardeiros e principalmente contra a ganância dos oficiais alemães.

Contada de uma forma cronológica, Gerri, nos apresenta heróis que não lutaram no front, mas sim nos bastidores de uma guerra que poderia ter sido totalmente perdida para sempre não fossem os esforços dos curadores em proteger todas as relíquias artísticas que estavam sob suas responsabilidades.

É impressionante conhecer como generais e pessoas do alto escalão do regime nazista tentaram de todas as formas roubarem todas as peças que poderiam colocar suas mãos. Algumas foram impossíveis de se salvar, mas a sua grande maioria foi mantida sob as asas dos curadores, principalmente de Jacques Jaujard, que enfrentou perigos dignos de qualquer soldado numa guerra abusiva e violenta como foi a invasão Nazista na França.


É de se espantar também, que mesmo sob toda a ditadura do Reich, existiam alguns tratados que nem mesmo, até então, os soberanos alemães eram obrigados a cumprir. Obviamente que apresentavam todo tipo de artimanhas para conseguirem o que queriam, não dando um minuto de paz sequer à Jaujard.

"No final de janeiro, o comandante militar alemão da França sentiu-se compelido a escrever para seu superior informando que desaprovava as ações de Göring, argumentando, entre outras coisas, que "Toda essa questão de confisco já levantou poeira demais. Eu mesmo sou da opinião de que isso deve parar agora, penso que qualquer outro confisco de ver contido." p. 214.

Os momentos de tensão e horror da guerra, como não poderia deixar de ser, são apresentados na história de forma crua e sem máscaras, deixando ainda mais evidente os perigos que rondavam cada transporte pelo qual a maioria das obras do Louvre teve que se submeter para sobreviver aos horrores da guerra e toda a destruição que ela trazia consigo.


Outra coisa que os leitores que amam história vão gostar são os locais em que as obras de artes foram armazenadas nas diversas mudanças que tiveram que fazer para salvá-las. Foram diversos castelos e mansões, tudo bem ilustrado com várias fotos desses locais que tiveram sua parte na história da segunda guerra.

Salvando a Mona Lisa da editora Vestígio é uma obra para quem gosta de história e principalmente da história da arte durante a Segunda Guerra Mundial. A Edição vem no formato brochura, com uma capa bem bacana que reflete bem pelo que as obras passaram naquela época, fonte agradável e ricamente ilustrada com fotos muito interessantes que ajuda a entender melhor todo o relado feito por Gerri Chanel, realmente adorei esse livro e recomendo como IMPERDÍVEL sem sombra de dúvidas.


Sobre a autora: Gerri Chanel é uma jornalista premiada com o Independent Publisher Book Award for History. Morou na França por cinco anos, onde começou sua pesquisa para Salvando Mona Lisa. Hoje, divide seu tempo entre Paris e Nova York.

Ficha técnica:
Título: Salvando a Mona Lisa
Autora: Gerri Chanel
Tradução: Marcelo Hauck
Editora: Vestígio [Grupo Autêntica]
Páginas: 352
Ano: 2019
ISBN: 9788554126315
Onde Comprar: Amazon

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2 Comentários

  1. Boa taarddde.. almocei e vim correndo ler a resenha, estava em falta. Esses dias vi este livro na livraria e pensei em comprar, depois lembrei que tinha ela no meu kindle. rsrsrs Ótima resenha, está de parabéns..

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    1. Aline, muito obrigado pelas palavras. Leia que vale cada centavo. Beijos e volte sempre.

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