[RESENHA #692] AS TORRES DO SILÊNCIO - LUIS GUILHERME VISCARDI


Sinopse: Em qualquer travessia se deve ter fé para contar com a aprovação e a benção dos Deuses, e ecoar o sopro que deu início a tudo. Mesmo uma prosaica caminhada até a padaria da esquina – aos olhos dos Senhores do Universo – é tão repleta de importância quanto dobrar o Cabo da Boa Esperança ou viajar dez anos no espaço sideral para contemplar a olho nu a beleza dos anéis do planeta Urano e morrer feliz, em seguida. Tendo como leitmotiv a fé de seus personagens, em As Torres do Silêncio o leitor é levado a fazer a travessia de territórios fictícios e reais, no Brasil, em países estrangeiros e em lugares não identificados. As histórias apresentam um mosaico literário de várias faces da religiosidade, pois muitos são os nomes divinos para os mesmos sonhos humanos. 

Resenha: Foi em um encontro casual no Amazonas que nosso personagem sem nome, encontrou Vikram, um estrangeiro de passagem pelo Brasil que convidou nosso protagonista para um evento raríssimo: visitar as Torres do Silêncio. Sem nenhuma intenção além do turismo, nosso protagonista, aceitou o convite e foi para a Índia, onde após uma “peregrinação” por lugares ermos e de certa forma, importantes para aquele povo, compreendeu um pouco mais da cultura e dos aspectos religiosos daquele lugar tão espiritualmente concentrado.

“Disse que naquela semana ele havia conseguido, após inúmeras negociações, acesso a um lugar única, proibido ao que não professavam a fé no zoroastrismo, uma religião antiga com pouquíssimos adeptos: as chamadas Torres do Silêncio. E ele gostaria de me presentear com essa visita exclusivíssima.” Pág.13.

Ao mesmo tempo em que o povo, dos lugares onde passou, se mostra espiritualmente engajado e com suas diretrizes bem definidas, inclusive em seus momentos finais de vida na terra, também pôde “descobrir” as pilantragens em que um turista pode e vai ser submetido numa viagem para a Índia. O número de golpes que esse pessoal inventa é infinito e alguns até bem criativos.

Mas o objetivo da viagem era de se encontrar com Vikram e adentrar numa visita nas mencionadas Torres do Silêncio, o que nada mais era do que a última morada dos adeptos ao Zoroastrismo, religião fundada por Zaratustra, que acredita, entre outras coisas, que os mortos podem ser possuídos por demônios e por esse fato desejam que seus corpos sejam levados as Torres do Silêncio para que sejam devorados por aves-de-rapina e assim ficarem livres de uma suposta encarnação demoníaca.

“Posteriormente, o vento e o sol rematam naturalmente o serviço, alvejando os esqueletos e purificando-os. Pouco a pouco estes desintegram-se em pó, que, carregado pela chuva, vai para os filtros subterrâneos de carvão e areia, para, enfim, serem absorvidos pela terra e retornarem ao seio da natureza.” Pág. 78.


O conto As Torres do Silêncio me trouxe mais uma bela surpresa com a ótima e fluída, além de aconchegante, escrita de Luis Guilherme Viscardi. Tendo em vista que a literatura nacional ainda carece de atenção de leitores interessados em consumir seu próprio “material”, é muito bom saber e comprovar que a escrita nacional é sim boa e merece atenção assim como as estrangeiras.

Viscardi demonstra que entende do que fala em As Torres do Silêncio, seja por pesquisa ou experiências próprias, pois na viagem relatada através de seu personagem sem nome [o próprio autor, talvez] que vai a busca de conhecer as tais torres, nós, leitores, nos sentimos como coautores na narrativa tão vívida e próxima, principalmente, pelo uso da linguagem comum e simples, mas deixando transparecer que seu nível de conhecimento de várias vertentes religiosas e espirituais, como o budismo, xintoísmo e o já mencionado zoroastrismo, além de questões filosóficas e até metafísicas, todas colocadas de uma forma passageira, mas esclarecedoras na narrativa de As Torres do Silêncio.

A obra continua com “O Condenado I”, onde nosso protagonista é acusado, julgado e condenado por crimes que não cometeu. Sua pena e ser encarcerado na instituição penal chamada de o Navio, onde percebe que fica totalmente isolado do mundo, perdendo também a noção do tempo e de espaço, passando por situações claras de indignação quando é injustamente acusado de um crime que não cometeu, sendo acrescentado em julgamento alguns outros para aumentar sua pena que já era totalmente injusta. 

Apesar de ser um conto curto, conseguimos nos apiedar do personagem que passa pela negação de sua situação arbitrária, o medo e por fim a aceitação, chegando a nem se lembrar da razão de seu encarceramento.

“Após me servirem um último gole daqueles doces licores que foram abundantemente tragados, fui lançado por uma mão grotesca, imperativa, para dentro do cárcere, e ali fui trancado, suponho, com um cadeado que nunca irei ver.” Pág.92.


Em “Outras Feridas Narcísicas”, narra a viagem de dois protagonistas que estão indo assistir uma missa de um padre amigo de um deles. O conto trata da fé e das três feridas narcísicas que a humanidade sofreu, mais especificamente com a teoria heliocêntrica do Sistema Solar de Copérnico, a Teria da Evolução de Darwin e a Psicanálise de Freud, mas basicamente colocando em dúvida se nessa era moderna não existem outras feridas narcísicas expostas porém não exploradas ou ignoradas.

“A humanidade arvorando-se em ser Deus, destino inescapável, pouco a pouco criando seres através da tecnologia, periga ultrapassar uma linha vermelha a partir da qual não haverá retorno possível.” Pág.105.

Em “Um Café com Ele”, nos vemos em um encontro nada comum e muitíssimo divertido e interessante. O que você faria se o próprio Diabo aparecesse para tomar um cafezinho com você?

“Entreguei ao Diabo a sua xícara e ele, após um golinho, me perguntou como andavam as coisas. Pensei que estivesse de brincadeira e indaguei o que é que ele achava.” Pág. 114.

“O Condenado II” apresenta um tema muito interessante: a imortalidade. Porém, não vemos aqui aquela imortalidade tradicional, mas sim a imortalidade da alma consciente e terrestre. Nosso personagem “acorda” logo após ser assassinado e percebe que alcançou uma das formas da imortalidade. Porém, mesmo imortal, ele não tem como se comunicar com ninguém, não precisa se alimentar, não sofre com nenhum tipo de male e, obviamente, não morre. 

Claro que nosso personagem fez tudo aqui que você imaginou agora se ficasse “invisível” para os outros, mas até quando isso seria viável? Até quando você suportaria uma “vida” sem cobranças, mas totalmente solitária?

“Não há segredos para mim. Sendo do meu desejo, posso atravessar qualquer parede ou obstáculo, e eles também podem me atravessar, caso eu queira. Lado bom? Não tenho dívidas, banco, boletos e essas aporrinhações.” Pág.120.


Seguimos em “Uma Página Arrancada na Somaliland”, onde nosso personagem precisa responder uma pergunta apenas. Porém, essa pergunta precisa ser respondida de acordo com o que quem lhe pergunta entende como certo, pois caso a resposta não o agrade, a consequência é a morte.

Nesse conto acompanhamos a incrível, perigosa e inconsequente viagem de nosso protagonista pelo território da Somalilândia, que é um Estado não reconhecido que se declarou independente da Somália em 1991. Adeptos da religião islã, punem severamente os que vão contra seus princípios religiosos. E é justamente nesse ponto que nosso protagonista está envolvido no começo da trama. 

“Um excerto da Constituição da Somália diz que “Toda pessoa é livre para praticar a sua religião”, e é imediatamente seguido por este: “Nenhuma religião, além do Islã, pode ser propagada na República Federativa da Somália”. Pág.130.

“O Justiçamento pelo Mola Mola”, apresenta os mesmos protagonistas de “Outras Feridas Narcísicas” que, ainda, em viagem, chegam em Bertioga bem na época da Festa da Tainha, onde nosso protagonista acaba encontrando uma velho amigos de surf. Conversa vai, conversa vem, eles decidem surfar no dia seguinte. Enquanto ambos estavam na água esperando onda, entabularam uma conversa sobre um ser mítico chamado Ningen, um ser de pele alva e de traços humanóines, de cumprimento estimado de 20 metros, podendo chegar até 30 metros. Justamente naquele momento, eles viram alguma coisa vindo na direção deles e o medo começou a se manifestar em nossos protagonistas. Era uma criatura grande e sua barbatana exposta o fazia parecer um tanto assustador.

“Ainda que o mar não estivesse flat, eu estava decidido a sair da água e meu amigo, também assustado, não esperou nenhum comando para remar cautelosamente para a praia. Percebemos uma pequena aglomeração na areia, e N conversava com alguns pescadores. Nos aproximamos e, após algumas apresentações e saudações, cada pescador assumiu sua posição e teve início o arrastão.” Pág.177.


Em “À Caça do Falso Aleph de Borges e Burton”, nosso narrador meio que desconstrói a história criada por Jorge Luis Borges, onde é encontrada, em uma casa abandonada, uma pequena esfera em que se poderia ver o “inconcebível universo”. Mas o próprio autor do conto informa que o tal Aleph era falso, fazendo ligação com um manuscrito de um certo Capitão Burton, que dizia que os vários Alephs encontrados eram falsos, mas que poderiam levar ao verdadeiro e único Aleph. Tendo como premissa essas informações, nosso protagonista sai em busca de mais dados e até quem sabe, o próprio e verdadeiro Aleph, o que por si só, já é uma grande e bela jornada.

“No conto de Borges, as linhas atribuídas a Burton são complicadas, com referências literárias e históricas que devem ser lidas atentamente e exigem alguma pesquisa para que se consiga, sem muito sucesso, acompanhar as divagações e explicações com as quais o argentino tenta demonstrar ser falso o Aleph de seu próprio escrito.” Pág.195.

O conto “A Criança”, vemos um pequeno exercício surrealista onde o personagem principal está em um corredor e precisa vencê-lo para abrir uma distante e enigmática porta de madeira. 

“O batente é feito da mesma madeira sólida. Tenho certeza de que está destrancada, mas não sei se devo me aproximar e abri-la. Talvez não tenha coragem para isso.” Pág.211.

No último conto dessa antologia de Luis Guilherme Viscardi, “Noite de São João Batista”, acompanhamos nosso protagonista sem nome que está indo para Bahia, mas no caminho para em uma loja chamada “Firmino Santeiro Carrancas”, com o intuito de comprar uma imagem de santo. Para sua surpresa, é informado pelo proprietário que ali não se esculpe mais imagens de santos, mas tão somente, carrancas. 

O proprietário do local, entendendo que nosso protagonista se dirigia para a Bahia, ofereceu uma de suas carrancas em troca de um pequeno favor, levar uma de suas carrancas e entregar na Paróquia São João Batista de Salvador. Nosso protagonista aceita o encargo, mas com uma condição, que Firmino conte sua história, pois a curiosidade era muito grande em saber o porquê de não haver mais santos esculpidos por aquele exímio artesão, o que o levaria a conhecer um drama de amor, ódio, magia negra e arrependimento.

“Parei com a igreja, rasguei a minha bibliazinha. Lancei a estátua em uma fogueira no quintar, que virasse cinzas! Como me arrependo disso até hoje. Por que pequei tanto? Como pude. E tudo ainda estava para piorar...” Pág. 221.


Opinião final: Como disse antes, As Torres do Silêncio realmente me surpreendeu por sua qualidade de escrita e por suas histórias, onde algumas, com certeza absoluta, poderiam muito bem ser transformadas em filmes ou até séries limitadas. Uma antologia que é ligada principalmente pela fé professada pelas mais diversas religiões, o autor nos leva numa viagem extraordinária de muito prazer literário e também de conhecimento, pois ficou muito claro que toda essa “viagem” precisou, além de muita pesquisa, muita vivência pelo próprio autor.

Mas quando as pessoas notam a palavra “religião”, muitas fogem pensando que a doutrinação será uma constante ou serão apresentadas histórias simplesmente chatas. Para a alegria de todos os leitores que gostam de conhecer e se “arriscarem”, digo-vos que em As Torres do Silêncio, não existe chatice e muito menos qualquer doutrinação, pois toda e qualquer religiosidade é colocada como peça da trama e com função didática sem soar pretenciosa, arrastada ou preconceituosa, o que de certa forma, foi uma coisa brilhante de se fazer. 

Existem diversas razões para que eu possa indicar As Torres do Silêncio para qualquer pessoa que queira ler uma narrativa fluída, bem organizada, muito bem pesquisada e também otimamente criativa, mas fico com apenas a razão mais predominante quando queremos ler algo bacana: As Torres do Silêncio tem um alto poder de entretenimento com um extra enorme de conhecimento divertido. Realmente é I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L.


Sobre o autor: Luis Guilherme Viscardi é natural de Santos, onde nasceu em 1972. Formado em engenharia na Unicamp, trabalha no serviço público e é autor do livro CRIMERAMA, seleção de histórias urbanas. Visite o site do Luis Viscardi em: As Torres do Silêncio

Ficha Técnica:
Título: As Torres do Silêncio
Autor: Luis Guilherme Viscardi
Editora: Chiado Books
Páginas: 252
Ano: 2019
ISBN: 9789895257164

Postar um comentário

41 Comentários

  1. Realmente quando as pessoas ver livros com a palavra religião elas acham que a história é chata, ruim, mais se formos ler esses livros acabamos aprendendo muito. Seria muito bom se As Torres do Silêncio fosse transformada em filmes ou séries, seria um grande presente para os leitores, fiquei bastante curiosa pelo livro abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lucimar, esse livro me surpreendeu bastante. Muito obrigado pela visita e volte sempre. Beijos.

      Excluir
  2. Gente, esse livro parece mesmo ser muito interessante. Tem uma temática que eu gosto, que aguça minha curiosidade, então já fiquei doida para ler completo.
    Adorei a resenha, muito boa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rafaela, muito obrigado. Corre que ainda tem exemplares para venda. Beijos e volte sempre.

      Excluir
  3. Este livro de fato me parece que vai para minha lista dos próximos a ser lido exatamente por me prender a atenção desde princípio de sua resenha e tambem por ser um escritor brasileiro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Robson, fico feliz que tenha gostado. Muito obrigado pelas palavras. Abraços e volte sempre.

      Excluir
  4. Curti o título e a capa também. E depois que descobri ser um livro de contos me interessei um pouquinho mais. :O)

    Os enredos parecem ser bem interessantes, conforme você foi contando fui viajando aqui.

    Espero ter a oportunidade de ler em breve!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que gostou Vanessa, fico muito feliz. Muito obrigado pelas palavras e volte sempre. Beijos.

      Excluir
  5. Parece interessante. Temos que dar mais valor as obras brasileiras mesmo. Parabéns pela resenha.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aline, muito obrigado pelas palavras. Esse livro é incrível. Beijos e volte sempre.

      Excluir
  6. Oi, tudo bem? Não conhecia o livro e o autor, e, apesar de estar meio enjoada de contos, pois ando lendo Objetos Sólidos, da Virgina Woolf, acho que leria este para ter uma leitura diferente. Gostei muito de as narrativas trazerem algo diferente e algo cultural, acho que a gente aprende muito enquanto lê, né? Fiquei interessada, com certeza. Não tô comprando novos livros agora, mas quem sabe ano que vem :) Obrigada pela dica!

    Love, Nina.
    www.ninaeuma.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado pela visita, Nina. Compre sim, pois vale cada centavos. Beijos e volte sempre.

      Excluir
  7. Olá,
    Dica bem bacana, gosto muito de contos e os livros do gênero sempre me chamam a atenção.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Andrea, o livro é muito bom mesmo. Muito obrigado pelas palavras e volte sempre. Beijos.

      Excluir
  8. Oiiii

    Isso que é bacana, o fato de abordar religião e a questão da fé sem forçar numa doutrinação e sem cair na chatice de ficar repetindo e tentando provar uma visão / ponto de vista. Não sou muito de antologias, mas fiquei curios com esta principalmente porque como vc bem disse foi um livro que deixa explicito o grande trabalho de pesquisa do autor e esa dedicação é pra se apreciar com certeza. Não sei se lerei futuramente, mas deixo a dica anotada por se surgir a oportunidade.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ivy, muito obrigado pelas palavras. Leia sim, pois sei que vai adorar como eu adorei. Beijos e volte sempre.

      Excluir
  9. Meu queridão... eu adoro esse tipo de narrador que de certa forma se confunde com o autor. Eu sinto muito isso lendo Poe. E até alguns contos de Lovecraft. Esse tipo de abordagem me deixa muito confortável.
    Como sempre, você arrasou aqui!!! Parabéns. Beijocas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carol, minha amiga. Tenho certeza absoluta que você vai adorar esse livro. É exatamente isso que você descreveu. Muito obrigado pelas palavras e volte sempre. Beijos, minha amiga.

      Excluir
  10. oi!
    Eu adorei a sugestão de livro , não conhecia o trabalho do autor, o livro parece ser bem interessante...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Joana, é muito interessante mesmo. Aproveite. Beijos e volte sempre.

      Excluir
  11. Olá Jeffa,

    Ainda não conhecia esse livro, mas me vi muito envolvida em sua resenha, que de fato conseguiu me atingir em cheio. Gosto dessa ideia de contos e o fato de você ter sido surpreendido pela qualidade da escrita é um ponto que me deixa ainda mais motivada. Essa questão da religião, que pode afastar as pessoas, para mim funciona como o contrário, pois de livros com esse viés. Dica anotada!

    Beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Alice, que bom que gostou. Fico muito feliz. Espero que goste o tanto quanto eu gostei. Beijos e volte sempre. Muito obrigado.

      Excluir
  12. Este é um ano no qual dei muitas chances aos contos. Já li mais de 100 contos este ano, entre clássicos e contemporâneos, nacionais e estrangeiros e posso dizer que a experiência foi maravilhosa.

    Por conta disso, livros de contos têm me chamado bem mais a atenção e vou considerar ler As Torres do Silêncio, pela temática diferente, que não é tão explorada em outras histórias, e pela pesquisa que o autor fez e você diz que se percebe no livro. Como gosto de ler sobre outras culturas e religiões, acho que vou gostar bastante.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luna, tenho certeza que vai adorar. Muito obrigado pelas palavras. Beijos e volte sempre.

      Excluir
  13. Conto As Torres do Silêncio é sem dúvida um belo trabalho.
    Em um mundo paralelo que, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, ... parece ser, cheio de silêncio e mistério.

    ResponderExcluir
  14. Olá , e ótimo quando a leitura nós surpreende. Esse livro tem uma abordagem religiosa de uma forma diferente , já quero ler .

    ResponderExcluir
  15. Não conhecia tanto o livro quanto o autor, mas é um estilo que eu gosto e se eu ver por aqui com certeza vou dar uma chance!

    ResponderExcluir
  16. Livros assim que mostram sobre outras culturas e sua religiões me chamam a atenção, acho que sempre é bom conhecer o desconhecido de coração aberto. Quanto mais aprendermos sobre tudo melhor. Beijos

    ResponderExcluir
  17. Que resenha completinha!!! Não conhecia o livro e já quero ler, a começar da capa que achei linda, mas é a trama que me chamou a atenção mesmo. Adorei.
    beijos

    ResponderExcluir
  18. Que livro interessante! Não o conhecia, muito menos o autor. Eu gosto bastante quando a Literatura, além de entreter, traz aprendizados e conhecimento, nos mostrando assim que é possível conhecer novos lugares, novas culturas e novas pessoas mesmo sem sair de casa. Fiquei curiosa para saber como essas histórias se desenrolam e como a escrita do autor entrega tamanhas informações.

    www.sonhandoatravesdepalavras.com.br

    ResponderExcluir
  19. Eu conheci vários autores incríveis através da Chiado <3
    Ainda não conhecia esse livro e sua resenha já despertou o meu interesse pela leitura

    Sai da Minha Lente

    ResponderExcluir
  20. Oi!
    Seria bem interessante sair da minha zona de conforto e ler alguma coisa sobre outros tipos de religião ou ao mesmo tempo aprender alguma coisa sobre elas. O livro me chamou atenção por não ser voltado sobre uma coisa só e por ser vários contos, vou colocar ele na minha lista de leitura, muito obrigado pela dica, parabéns pela resenha!

    ResponderExcluir
  21. Oi, tudo bem? Já faz um tempinho que não leio os livros da Chiado mas gosto muito do trabalho da editora. Quanto ao livro achei de uma riqueza imensa tanto pela história, pela proposta, e pelas suas palavras ao descrever a leitura. Esse título nos remete a vários pensamentos. Fiquei bem curiosa para ler. Um abraço, Érika =^.^=

    ResponderExcluir
  22. Olá, Jeffa!
    Achei a ideia bem interessante. E realmente, quando as pessoas leem que é um livro sobre fé, a tendência é achar que é um livro que carrega alguma ideologia sobre determinada doutrina. Bom saber que não é assim.
    bjos
    Lucy - Por essas páginas

    ResponderExcluir
  23. Achei sua resenha incrível! Não conhecia a obra e concordo contigo que os autores nacionais precisam de atenção e se destacar. Há tantos livros incríveis que nós, leitores, precisamos apreciar isso. Gostei de conhecer a premissa e fiquei realmente curiosa para conhecer.

    Beijos,
    www.psamoleitura.com

    ResponderExcluir
  24. Olá, amei conhecer esse livro pelo seu post. Amo contos e os desse livro me parecem muito interessantes, o primeiro em especial me chamou muito atenção pelo fato de eu gostar bastante de tramas que envolvam viagens. Ótima resenha!

    ResponderExcluir
  25. Olá, tudo bom?
    Me encho de orgulho quando vejo livros nacionais contemporâneos com tamanha qualidade!! ♥ Nunca tinha ouvido falar desse livro de contos, mas adorei essa abordagem diferenciada sobre as mais diversas religiões através de contos tão instigantes! Fiquei bem curiosa em relação a alguns! Já anotei a dica e espero poder conferir em breve!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  26. Olá!

    Gosto muito quando a literatura nacional é reconhecida divulgada e você fez isso maravilhosamente bem. Não conheço a obra, mas estou considerando bastante a leitura depois de ler a sua opinião. Obrigada pela dica.

    Beijos

    ResponderExcluir
  27. Olá, tudo bem? Pela sua resenha posso esperar uma ótima história! Admito que não sou muito fã de contos, porém quando o enredo é bom demais, fica difícil não querer ler. Belas palavras, e com certeza dica anotada!
    Beijos,
    http://diariasleituras.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  28. Olá

    Se tu indicando, eu confio porque sei que você só recomenda um livro quando ele realmente é bom ou excepcional e pro apontar que o passeio pelas religiões é como se fosse uma apresentação de um guia turístico, acabo ficando bem tentada pela leitura.

    Vou solicitar o livro para a editora.

    Beijos e ótima resenha!

    ResponderExcluir
  29. Oii tudo bem?
    Não conhecia esse livro mais fiquei bem curiosa com a trama ele parece aqueles livros que faz você solta a mente por completo , faz vc viajar . Gostei hahaha vou querer ler num futuro próximo.
    Obrigado pela dica
    Bjss

    ResponderExcluir