[RESENHA #759] MENOS ESTADO, MAIS LIBERDADE - DONALD J. BOUDREAUX


Sinopse: Primeira obra que torna as principais de Hayek acessíveis a não economistas. Laureado com o Prêmio Nobel de Economia, F. A. Hayek revolucionou a compreensão dos mercados e, em seguida, desafiou profundamente a compreensão pública do governo. Ele é um dos poucos cientistas sociais dos últimos 200 anos que repensou completamente a relação entre indivíduos, mercado e estado. Este volume destaca suas principais propostas, explicando em linguagem não acadêmica sua visão e críticas sobre a natureza da sociedade e dos mercados. 

Resenha: Publicado originalmente em 2018 pela Faro Editorial, "Menos Estado, Mais Liberdade" foi escrito e organizado pelo autor Donald J. Boudreaux norte-americano que nos apresenta um livro introdutório sobre as ideias do grande pensador, filósofo e economista austríaco Friedrich August von Hayek. Aqui essas ideias são apresentadas de forma simples, objetiva e retratam aspectos da economia, direitos e liberdade, bem como do estado de forma geral. Contudo, em determinados momentos essas ideias são apresentadas de forma bem simples, algo que deve ser relevado em se tratando de um livro com noções, ideias e conceitos mais introdutórios.

Ao longo da leitura conhecemos alguns conceitos e ideias hayekianas, passando pela necessidade de compreender o mundo em que vivemos, mundo este cada vez mais complexo, bem como aspectos puramente econômicos como a relação entre conhecimento e preços, o que pode ser visto como um mecanismo ou sistema para a comunicação de informações.


É interessante acompanhar as ideias no campo do direito (minha formação), uma delas é que o ser humano sem liberdade em suas escolhas ou modo de viver, possui menos alternativas em sua vida e até mesmo menos habilidades do que aqueles seres humanos que são livres para ir atrás de seus sonhos e principalmente pôr em prática os conhecimentos e habilidades que possuem. Essa ideia está ligada diretamente ao excesso de normas e regras que um estado pode criar, por conseguinte, o excesso de controle que o mesmo exerce sobre os direitos e garantias individuais.

"A geração de hoje cresceu num mundo em que, na escola e na imprensa, o espírito da livre iniciativa é apresentado como indigno e o lucro, como imoral, onde se considera uma exploração dar emprego a cem pessoas, ao passo que chefiar o mesmo número de funcionários públicos é uma ocupação honrosa.”

Apesar de esse ser um livro de fácil compreensão, Donald deixa claro que grande parte dos escritos e ideias de Hayek são mais voltadas para o público acadêmico e que a simplificação das ideias apresentadas no livro servem para que o público em geral possa entender de forma mais tranquila as ideias do livre mercado.


Em tempos de pandemia, muitos vão e podem defender a necessidade da maior presença e interferência do Estado em nossas vidas, e não acho isso errado levando em consideração o momento atípico em que vivemos. Contudo, se analisarmos por outro lado, o próprio Estado é burocrático e a corrupção está enraizada nos mais diversos níveis, seja ele federal, estadual ou municipal, pois o mesmo é responsável pela falência do Sistema Único de Saúde em que muitas vezes falta o básico como medicamentos. O mesmo estado é responsável pela construção de estádios ao invés de hospitais, o mesmo estado que superfatura na compra de respiradores em tempos de pandemia ou o mesmo estado que permite o carnaval enquanto no mundo o Coronavírus estava ganhando terrendo e infectando milhares de pessoas.

Ficha técnica:
Título: Menos estado, Mais Liberdade
Autor: Donald J. Boudreaux
Tradução: Leonardo Castilhone
Editora: Faro
Páginas: 128
Ano: 2018
ISBN: 9788595810129
Onde Comprar: Amazon

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1 Comentários

  1. Olá!
    Muito boa sua resenha sobre o livro, até porque tem pouca gente que dá espaço para ideias diferentes das praticadas nesses últimos 30 anos, mas mudar é um bom desafio para poder testar soluções para o que não dá mais certo.
    Nem tudo vai ser 100%, mas precisamos lutar para sermos pessoas melhores e ter um governo melhor sempre, acho que ainda vamos sofrer um pouco, mas, enfim... Vamos à luta!
    Abração,
    Drica.

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