[RESENHA #811] CIDADE DOS ÚLTIMOS DIAS - BEN H. WINTERS

 

Sinopse: A contagem regressiva continua. Restam agora apenas 77 dias antes da inevitável colisão do asteroide com a Terra, e o detetive Hank Palace está sem emprego. Com a força policial Concord operando sob comando do Departamento de Justiça dos EUA, os dias de combate ao crime de Palace parecem ter chegado ao fim. Até que uma importante figura de seu passado implora para que o ex-policial a ajude a encontrar seu marido. Brett Cavatone desapareceu sem deixar rastros. Uma tarefa não muito difícil em um mundo sem telefones, internet, carros particulares e, principalmente, sem distinção entre aqueles que saíram em busca de seus últimos desejos e os que desapareceram de fato. Nesta sociedade em frangalhos, Palace junta as poucas pistas que estão ao seu alcance, em uma busca que o leva de uma universidade ocupada por um acampamento anarquista até uma paisagem costeira ameaçada por uma milícia anti-imigração, empenhada em afastar refugiados vindos da "zona de impacto". Mas como encontrar uma pessoa desaparecida quando a maior parte das pessoas não está onde se espera? Nesta segunda parte da aclamada trilogia iniciada em O último policial, Ben H. Winters combina o melhor da ficção científica com o clássico romance policial para apresentar mais um mistério às margens do apocalipse - e dessa vez Hank Palace precisa ir muito além do procedimento operacional padrão.

Resenha/Opinião: A cidade dos últimos dias é o segundo volume da trilogia "O último policial" e o planeta Terra está com os dias contados, ou melhor, restam apenas 77 dias existência até que o asteroide Maia 2011GV colida com o planeta. Diante da destruição iminente, a sociedade está ruindo e se desintegrando, ninguém mais vê sentido em manter uma rotina, ninguém mais quer levar uma vida normal, uma vida que foi organizada e ditada até então pelos padrões mínimos exigidos pela sociedade. Agora as pessoas optam por fazer aquilo que estão em suas "listas de desejos" ou apenas querem ficar em suas casas esperando o tempo passar até a chegada do fatídico dia da destruição final. Algumas pessoas, entretanto, desejam continuar as suas vidas como era antes ou até mesmo encontrar algum significado nesses dias que estão contados e é entre essas pessoas que temos Henry (Hank) Palace.

Hank é um ex-policial, só que isso não o impede de continuar a vida ao seu modo, pois ele continua investigando os casos que considera importante e é em sua casa que ele anota todas as informações que Martha dizia. Acontece que o policial aposentado Brett Cavatonne, marido de Martha, desapareceu e não há notícias dele. Enquanto isso, as ruas estão silenciosas, não há carros passando para lá ou para cá, há apenas alguns grupos de jovens que resolveram ser patrulheiros, mas eles são desorganizados e inexperientes para dar conta de investigações criminais.


Hank inicia as suas investigações sem qualquer auxílio moderno como telefone, internet ou até mesmo carro, pois o mundo está entrando em uma trevas sem fim. Contando com a ajuda de sua irmã mais nova, Nico, Hank emprega uma viagem ao coração dessa sociedade em colapso que é comanda pelo mercado negro que ditas as regras.

Em suas investigações Hank precisa lidar com teorias de conspiração e violência e é nessa jornada que ele consegue algumas informações com o pai de Martha, mas também com Jeremy Canliss, um jovem rapaz que abre a boca para falar sobre Brett, mas que por algum motivo misterioso não deseja o retorno do mesmo e isso faz com que Hank pense sobre a sinceridade de Martha.

Winters apresenta um mundo totalmente em ruína, uma sociedade entrando em colapso, pois aqui vemos que não há mais acesso aos telefones, a internet não funciona mais, não há carros rodando pelas ruas e há diversos surtos religiosos ou fanatismo religiosos acontecendo. O ser humano diante da morte iminente e irreversível se mostra capaz de qualquer ato, mesmo contra aqueles que demonstram amor incondicional. É interessante que durante a trama o autor nos deixa algumas pistas e isso nos ajuda a compreender melhor toda a situação, mas há também reviravoltas e isso acaba sendo algo inevitável, o que ao meu ver é bem legal. 


Esse segundo volume da trilogia é muito bom, pois o autor abre espaço para criticar a sociedade como conhecemos, há também momentos engraçados e irônicos que contrastam com o fim do mundo, fala sobre aspectos religiosos, tem mistérios e suspense no ar, bem como investigações. O mais legal é poder conhecer um pouco mais sobre o passado de Henry Hank Palace e o porque dele ajudar tantas pessoas. 

Em suma, esse é um livro de fácil compreensão, tendo em vista que a linguagem ou palavras utilizadas não são rebuscadas. O final foi muito bom e espero um desfecho surpreendente para a trilogia. A Cidade dos últimos dias foi uma leitura prazerosa e envolvente, você poderá ler esse livro tranquilamente e de forma rápida. Super recomendo para quem curte ficção científica, suspense e mistérios.


Sobre o autor: Ben H. Winters nasceu no estado americano de Maryland, e é autor de oito romances, entre horror, fantasia e infantojuvenis, e escreve para o jornal Chicago Tribune, o site Huffington Post e a revista eletrônica Slate. Por sua série O último policial, recebeu os prêmios Edgar, dedicado à literatura policial, e Philip K. Dick, um dos maiores prêmios da ficção científica. Atualmente, vive em Indianápolis, onde leciona na Butler University.

Ficha técnica:
Título: Cidade dos últimos dias
Autor: Ben W. Winters
Tradução: Ryta Vinagre
Editora: Rocco
Páginas: 320
Ano: 2016
ISBN: 978-8532529909
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