[RESENHA #822] O LIVRO NEGRO DA NOVA ESQUERDA - AUGUSTIN LAJE E NICOLÁS MARQUEZ

 
Sinopse: Abortismo, indigenismo, ideologia de gênero, legalização das drogas, ecologismo, feminismo radical… Entenda o que está por trás dessas agendas! Best-seller em toda a América Latina, escrito pelos argentinos Nicolás Márquez e Agustín Laje, questiona os “dogmas” do progressismo revolucionário. Um estudo vastamente documentado, com 112 obras citadas, em 609 notas de rodapé. Após a queda da União Soviética, em dezembro de 1991, muitos setores do mundo livre descansaram em um triunfalismo que trazia a sensação de que a utopia coletivista havia sido derrotada para sempre. Apenas alguns poucos anos depois, porém, abraçando novas bandeiras e reinventando o seu discurso, uma espécie de neocomunismo passou a dominar a agenda política e, em grande medida, a mentalidade ocidental. Os velhos princípios socialistas de luta de classes, materialismo dialético, revolução proletária e violência guerrilheira foram substituídos por uma inusitada salada intelectual promotora do “indigenismo”, do “ecologismo”, dos “direitos humanos”, do “garantismo penal” da “ideologia de gênero”, do “abortismo”, do “homossexualismo ideológico” e do “feminismo radical”. Tudo isso como forma de rebelião contra o Ocidente e a “tradição heterocapitalista”. Toda essa mistura vanguardista se abriga sob pretextos da mais nobre aparência, tais como o igualitarismo, a inclusão, a diversidade e o direito das minorias. Esse discurso, contudo, não passa de maquiagem. O que a Nova Esquerda de fato fez foi cooptar uma miríade de grupos marginalizados ou insatisfeitos para costurar uma gigantesca aliança de ódio e ressentimento contra os pilares da nossa civilização. Através da ocupação de espaços na mídia e nas universidades, seguindo a estratégia de Antonio Gramsci, a esquerda buscou hegemonizar por completo o universo cultural das artes, da literatura, da música, do ensino e do jornalismo, transformando-o em veículo para difusão das suas ideologias revolucionárias. A Nova Esquerda não busca mais tomar de assalto as fábricas, mas as redações dos jornais e dos canais de televisão; não busca mais sequestrar grandes empresários, mas busca sequestrar o senso comum e a maneira de pensar. “Todo o restante virá como consequência”, vaticinam os seus apoiadores. O Livro Negro da Nova Esquerda (Editora Danúbio, 2018), escrito pelos politólogos argentinos Nicolás Márquez e Agustín Laje, é um best-seller em toda a América Latina, com mais de 50.000 cópias vendidas. É uma investigação séria, fundamentada em dezenas de livros e de fontes primárias da própria esquerda, que tem como objetivo entender e questionar os dogmas do novo pensamento progressista.

Resenha: Publicado pela editora Danúbio em 2018 e escrito por Augustin Laje e Nicolás Marquez, "O livro negro da nova esquerda" serve para entendermos um pouco mais sobre a nova esquerda, bem como a guerra cultural que está em voga, mas também a desconstrução dos valores fundamentais e que serviram como pilares para a construção e desenvolvimento da cultura ocidental.

Dividido em duas partes, cada uma escrita por um dos autores e eles abordam respectivamente feminismo e ideologia de gênero, temas importantes e extremamente estudados, bem como debatidos nos últimos anos, isso ocorre em parte pelas mudanças sociais, mas também nessa polarização política que tem acontecido no território nacional.

O livro negro da nova esquerda de certa forma apresenta temas que para muitos são polêmicos e até mesmo pode soar polêmico para alguns leitores. Contudo, esse não é um livro ofensivo, ao menos aos meus olhos, pois trata de temas e fatos que foram documentados em principalmente fundamentados ao longo do tempo.

Durante a leitura pude perceber que há um certo roteiro crítico acerca dos temas acima citados (feminismo e ideologia de gênero), mas os autores também abrem espaço para falar sobre o naturismo e  ecologismo, bem como outros temas que envolvem o turismo dito ideológico. Fica claro que os autores fizeram pesquisas profundas para falar sobre os diversos temas apresentados e suas críticas são bem fundamentadas.

Esse é um livro interessante e possui relevância pelos aspectos sociais abordados, sejam eles culturais ou econômicos. Na minha concepção sobre sociedade, economia e direito, essa é uma leitura essencial em tempos que vozes dissonantes são atacadas e abafadas, tendo em vista que estamos em um tempo que o progressismo está a todo vapor, bem como a cultura ocidental está sendo destruída e dilacerada anos após ano com ideologias, pensamentos e comportamentos que vão contra os valores familiares e principalmente a liberdade de expressão.


Aliás, fica claro que a esquerda não está morta, pelo contrário, está mais viva do que nunca, pois mesmo perdendo o poder em alguns países da América Latina, os partidos de esquerdam conspiram contra o seu próprio país, pois para eles a ideia do quanto pior é melhor, tendo em vista que podem acusar os outros do que praticam e também diante de um cenário ruim eles vendem a ideia de que são os salvadores da pátria.

Em suma, esse é um livro que recomendo para todos que desejam entender um pouco sobre a política em nosso continente, mas principalmente para entender um pouco mais sobre os aspectos intrínsecos da nova esquerda e a sua guerra ou cruzada cultural contra os valores que serviram como base e fundamento para a construção da cultura ocidental.

Ficha técnica:
Título: O livro negro da nova esquerda
Autores: Augustin Laje e Nicolás Marquez
Tradução: Jefferson Bombachim
Editora: Danúbio
Páginas: 272
Ano: 2018
ISBN: 9788567801186
Onde Comprar: Amazon

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