[RESENHA #932] FRANKENSTEIN - MARY SHELLEY


Sinopse: NEM A SOCIEDADE, NEM VICTOR E, TAMPOUCO, SUA CRIATURA ESTAVAM PREPARADOS PARA LIDAR COM AS CONSEQUÊNCIAS DE SUA ARRISCADA CRIAÇÃO. FRANKENSTEIN é um clássico do romantismo inglês do século XIX que retrata, entre outros aspectos, a vida do cientista Victor Frankenstein, ávido por descobrir os segredos da vida e da morte. Considerada a primeira obra de ficção científica da literatura, faz sucesso arrebatador desde o lançamento em 1818. A ideia nasceu durante o verão de 1816, quando Mary Shelley e seu marido hospedaram-se na mansão de Lord Byron, que os desafiou a criarem uma história de fantasma. Shelly então deu vida àquela que se tornaria um mito popular inigualável. A primeira edição foi publicada anonimamente – as editoras não acreditavam que uma menina tão jovem pudesse escrever daquela maneira. Posteriormente, o livro foi revisado e republicado em 1831, em edição que contava com introdução da autora e considerada a versão definitiva. E é essa a versão que a Editora Pandorga traz para seus leitores nesta edição luxuosa, com prefácio assinado por Shelley, com ilustrações e muitas curiosidades.

Resenha/Opinião: Ao ser socorrido pelo marinheiro Robert Walton, Victor Frankenstein decide contar sua história. Walton acredita ter em mãos uma oportunidade única, acredita que essa é a sua chance de escrever uma história diferente para a sua irmã, tendo em vista que detalha apenas a vida no mar. Contudo, o marinheiro não podia esperar que iria se deparar com uma história sinistra, a história sobre a criação de um monstro por meio de experimentos científicos realizados pelo homem que acabou de socorrer.

Victor é um jovem ambicioso, ele adora as ciências naturais. Muito jovem ingressou na faculdade e dedicou-se aos estudos, pois ele tinha um objetivo claro, criar um mecanismo para dar vida, mas um ser criado por suas mãos. Nos seus estudos em determinado momento o jovem Victor descobre como reanimar tecidos mortos, tal sucesso é inesperado e inicialmente ele fica apavorado com o resultado de tais experiências.


Após muitas experiências, Victor acaba por dar vida a um monstro, uma criatura grotesca, nada mais do que uma aberração aos seus olhos. Contudo, esse ser é dotado de consciência, a sua essência é humana, ou seja, ele apresenta diversos sentimentos como amor, ódio, desejo, medo e até mesmo esperança. Mesmo diante de tal criação, Victor fica profundamente transtornado e arrependido, ele abandona o seu local de trabalho e deixa a sua criação abandonada a própria sorte.

Com o passar do tempo a depressão toma conta de Victor, os pesadelos o atormentam e ele precisa enfrentar esses obstáculos. Anos se passam, mas a sombra do passado o persegue, até que um fatídico ele sofre uma grande perda e depara-se com a sua criação. Victor acredita que o ser grotesco tem alguma ligação com a perda que ocorreu, ele acredita que tal monstro é responsável pela tragédia que abateu a sua vida.

A verdade é que ao longo do tempo, o monstro foi capaz de enfrentar e vencer todos os obstáculos que surgiram em seu caminho, enfrentou o frio e a fome, enquanto amaldiçoava o seu criador, bem como questionava o motivo de ser abandonado. É nesse reencontro que a criatura conta toda a sua história para o seu criador.


Não há nenhuma dúvida que Frankenstein é um grande clássico do terror, mas para alguns é considerado um dos precursores da ficção científica, algo que também não discordo. Mary Shelley apresenta uma história fascinante, aliás, a narrativa é bem descritiva e o relato de Victor Frankenstein é linear, dessa forma acompanhamos bem de perto todos os acontecimentos e a jornada do cientista. Ao longo da leitura fica claro que a trama tem inúmeras características do romantismo, entre elas os elementos da natureza, algo que reflete no humor de Victor.

Mary Shelley através desse grande clássico nos apresenta diversos questionamentos, sejam eles sobre a ciência ou avanços tecnológicos, mas também sobre a busca do homem pela perfeição e até mesmo sobre a ética e moral, qual é a linha ou marco que separa a ética da moral e o quão rápido essa linha pode ser ultrapassada. Em suma, esse é um livro que retrata a natureza humana e o quão monstruoso o ser humano pode ser. Recomendo a leitura de Frankenstein por ser um livro maravilhoso, mas também por servir de entrada para o fascinante mundo da literatura clássica.


Sobre a autora: Mary Wollstonecraft Shelley foi uma escritora britânica, filha do filósofo William Godwin e da pedagoga e escritora Mary Wollstonecraft. Casou-se com o poeta Percy Bysshe Shelley em 1816, depois do suicídio de sua primeira esposa.

Ficha técnica:
Título:
Frankenstein ou o Prometeu Moderno
Autora: Mary Shelley
Editora: Pandorga
Páginas: 288
Ano: 2022
ISBN: 978-6555791426
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