Título: Matem o Presidente
Autor: Sam Bourne
Tradução: Clóvis Marques
Editora: Record

Páginas: 406
Ano: 2018

ISBN: 9788501112262
Onde Comprar: Amazon – Saraiva

Sinopse: Aquilo que ninguém acreditava aconteceu… Os Estados Unidos elegeram como presidente um homem instável, machista e demagogo, apoiado por seu implacável estrategista, Crawford McNamara. Quando uma guerra de insultos com o regime da Coreia do Norte foge do controle e leva o presidente a ordenar o lançamento de um ataque nuclear, o que coloca em risco o mundo inteiro, fica claro que alguém precisa agir antes que a humanidade seja reduzida a cinzas.


Assim, quando Maggie Costello, uma experiente funcionária de Washington e fiel aos seus princípios ― completamente opostos aos do atual presidente ―, descobre um plano dentro da própria Casa Branca para matar o presidente dos Estados Unidos, ela se depara com um grande dilema moral: ela deve salvá-lo, deixando o mundo à mercê de um tirano desequilibrado, ou trair seu comandante em chefe e arriscar lançar o país em uma guerra civil? 

Resenha: Maggie Costello trabalha na casa branca (sede oficial do poder executivo), residência oficial e principal local de trabalho do presidente dos Estados Unidos. Ela trabalhou no local para o antigo presidente como negociadora de paz. Maggie é uma mulher honesta e correta, e mesmo sendo contrária aos vieses ideológicos do atual presidente, ela decidiu permanecer no cargo para contribuir com a sua nação. O novo presidente é visto como um fanfarrão, é considerado xenófobo, preconceituoso e machista, e não tem qualquer tato para governar uma potência como os EUA, além disso ele constantemente troca insultos publicamente com a Coréia do Norte e também com pessoas no Twitter.

“Robert Kassian soube disso quando o celular começou a vibrar na mesinha da cabeceira. Ele acordou assustado, o coração batendo forte. Levou um segundo para entender de onde vinha o som – chegou a se perguntar se havia sonhado. Estendeu o braço, tateando para desativar o alarme. Precisava fazer isso logo, pois sua mulher tinha o sono leve, e, uma vez despertada, não dormia mais.” p. 7.

O presidente está fora de controle e decidiu lançar um ataque nuclear na Coréia do Norte, por essas e por outras, eis que surge dentro da Casa Branca um plano mirabolante para tirar do poder esse homem lunático, pois todos sabem dos riscos de manter esse homem no poder e agora a única forma é arquitetar a morte do presidente. Maggie é convocada ao gabinete de Crawford McNamara para investigar a morte do médico pessoal do presidente, mas ela acaba descobrindo que o presidente surtou com um tweet do líder da Coréia do Norte, e por isso ordenou o ataque ao país asiático.

“Maggie voltou para casa às sete da noite. Algo inconcebível, pelo menos no governo do presidente anterior. Naquela época, ela considerava um dia de trabalho de dezoito horas algo perfeitamente normal. Parecia ter acontecido tanto tempo atrás.” p. 36.



Maggie e sua família são ameaçadas por causa das investigações e são quase mortos, além disso ela acaba descobrindo um plano nefasto na Casa Branca para tirar a vida do presidente, e apesar de não gostar do seu chefe, ela acredita que sua morte só vai piorar o cenário político e provavelmente dividirá o país. Correndo contra o tempo e sem ter em quem confiar, Maggie decide investigar e descobrir quem está ameaçando a sua família e quem quer assassinar o presidente.


“Maggie não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Tentou controlar sua expressão facial para parecer tranquila. Sabia que pessoas na situação de Mary se sentiam mais à vontade se achassem que estavam apenas confirmando informações já conhecidas. Qualquer sinal de que de fato estivessem fazendo uma revelação espantosa poderia assustá-las […]” p. 149.

Opinião: Matem o Presidente é um thriller político instigante e envolvente, o autor utiliza de fatos ficcionais, mas também reais, como o clima instável que perdurou por muito tempo entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte. O presidente em certos momentos lembra figuras como Bush e Trump pelo comportamento em certos momentos agressivo e fanfarrão. Fica claro as referências tecidas ao atual presidente americano, como por exemplo o uso do twitter por ele. Sam Bourne optou pela narrativa em terceira pessoa, mas os capótulos são intercalados e isso nos permite ficar por dentro dos acontecimentos de cada personagem. O autor também retrata os conflitos morais que cada um precisa enfrentar e quais escolhas devem fazer.


Sam Bourne apresenta um excelente livro de suspense/thriller, pois Matem o Presidente tem todas características essenciais e básicas que esperamos em um livro do gênero, e são bem desenvolvidas. A leitura fluiu bem, o enredo apresentado envolve tranquilamente o leitor, o desfecho não tem muitas surpresas, mas conta com uma boa solução. Maggie Costello é uma personagem bem construída e demonstra total conhecimento sobre os mínimos detalhes de Washington. Matem o Presidente tem um pouco de ação, mistérios e conspirações políticas. Eu adorei esse primeiro contato com a escrita do autor e desejo conhecer os outros livros dele. Super Recomendo!

Sobre a Edição: A Editora Record está de parabéns pela edição publicada, pois é simples e elegante. A capaz parece ser envernizada e chama atenção, além disso o título está em alto relevo. A diagramação ficou simples e confortável. As folhas são amareladas, a fonte e o espaçamento estão agradavéis e proporcionam uma boa leitura.

Sobre o Autor: Sam Bourne, pseudônimo de Jonathan Saul Freedland (nascido em 25 fevereiro de 1967), é um jornalista britânico, que escreve uma coluna semanal para o The Guardian e uma parte mensal do Jewish Chronicle. Freedland já escreveu para o The Daily Mirror e até setembro de 2005, ele escreve cada quinta-feira para o London Evening Standard. Ele é o filho de Michael Freedland, o biógrafo e jornalista. Educado na University College School, um dos meninos da escola independente em Hampstead, Londres, e em Wadham College da Universidade de Oxford, começou sua “carreira de Fleet Street”, na curta domingo Correspondente. Ele também apresenta BBC Radio 4, da série história contemporânea, o longo prazo. Ele foi chamado de ‘Colunista do Ano “em 2002