Sinopse: A maior parte da história é hierárquica: descreve papas, presidentes e líderes revolucionários. Porém, e se a razão disso for apenas o fato de as hierarquias criarem os arquivos históricos? E se estivermos ignorando redes igualmente poderosas, mas menos visíveis ― deixando-as para os defensores de teorias conspiratórias, com seus sonhos de illuminati todo-poderosos? O século XXI tem sido chamado de a era das redes. No entanto, em A praça e a torre, Niall Ferguson argumenta que as redes sociais não são um fenômeno novo. Desde as gráficas e pregadores que fizeram a reforma aos maçons que lideraram a Revolução Norte-Americana, passando pelo Iluminismo, as grandes guerras e até a recessão econômica de 2008/2009, foram as redes que abalaram a ordem vigente. Ao longo da História, hierarquias alojadas em altas torres governavam, mas muitas vezes o poder real residia nas redes das praças das cidades. São as redes que tendem a inovar – e é através delas que as ideias revolucionárias se espalham. Longe de ser novidade, a nossa era é a Segunda Era das Redes, com o computador pessoal no lugar da prensa móvel. Portanto, aqueles que mantêm esperanças de uma utopia de “cidadãos da Internet” interconectados talvez se desapontem, pois as redes são suscetíveis a agregações, contágios, e até mesmo interrupções de atividades. E os conflitos dos séculos XVI e XVII já têm paralelos inquietantes hoje, na época do Facebook, do Estado Islâmico e do mundo de Trump.
Resenha: Publicado originalmente em 2018, “A Praça e A Torre” chegou no Brasil agora em 2019 por meio da editora Planeta de Livros que possui no selo Crítica diversos livros de Niall Ferguson, historiador escocês. Aqui o autor aborda as diferentes redes sociais distribuídas e ordens hierárquicas, desde o surgimento até os dias atuais e como elas estiveram envolvidas em grandes acontecimentos históricos, mas também em um contínuo processo de batalha pelo poder global, ou seja, basicamente é a luta do homem pelo poder.
Esse livro é um grande livro em diversos aspectos e é igualmente interessante em muitos aspectos, bem como é uma leitura fundamental para compreendermos melhor os desafios impostos pelas redes e formas de associações entre os indivíduos nos dias atuais, mas também para compreender e reconhecer que as redes sociais não é algo novo na história do ser humano, pois está presente ao longo da história do ser humano. Um tema levantado pelo autor que me interessou foi sobre os Illuminati que surgiu no século XVIII por meio de um pequeno grupo de intelectuais alemães da Baviera.
Outro tema que me despertou interesse foi a tecnologia, algo tão presente em nosso cotidiano e aqui o autor deixa claro que a tecnologia influenciou nos rumos do ser humano, impactando e transformando profundamente as nossas vidas, mas também foi por diversas vezes um grande influenciador e responsável pela destruição das hierarquias. Em suma, esse é um grande livro sobre história, além disso é o tipo de livro que deve ser lido e relido, para melhor compreender todos os argumentos apresentados pelo autor.
Por fim, quero parabenizar o selo Crítica pelo belo livro apresentado, pois essa é uma edição em capa dura, conta com diversas ilustrações e mapas, tudo isso serve para facilitar a compreensão do conteúdo apresentado, enriquece a leitura e demonstra toda a competência da editora. Super recomendo “A Praça e A Torre”!
Sobre o autor: Niall Ferguson nasceu em 18 de Abril de 1964 na cidade de Glasgow, Escócia. Ferguson é considerado um dos mais importantes historiadores do Reino Unido. Atualmente leciona na Harvard University, na Oxford University e na Stanford University. O autor também escreve regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Fergunson é casado, pai de três filhos e divide o seu tempo entre o Reino Unido e os Estados Unidos.
Ficha técnica:
Título: A Praça e A Torre
Autor: Niall Ferguson
Tradução: Angela Tesheiner e Gavin Adams
Editora: Crítica (Planeta de Livros)
Páginas: 608
Ano: 2019
ISBN: 978-8542215007
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