Resenha/Opinião: Não vai ter nenhum suspense dessa vez. Soberbo! Espetacular!! Retumbante!!! Na Terra do Cervo Branco é uma leitura [acredito nisso agora], indispensável para qualquer pessoa que goste de se aventurar em outras culturas e conhecer suas nuances e, principalmente, suas diferenças perante o restante do mundo. Isso, claro, falando especificamente da cultura chinesa que é cheia de tradições, mesmo que algumas delas nos façam torcer o nariz. Mas o que não se pode negar é a riqueza desse povo e como eles se desdobram para se adaptarem sejam quais forem as circunstâncias.
E é exatamente neste clima que Chen Zhongshi nos conta a epopeia do povo chinês através dos personagens de duas famílias de um mesmo clã nos primeiros 50 anos do século vinte. Bai Jiaxuan, pensa que tem uma maldição. Na verdade não somente ele pensa, mas o vilarejo todo sabe, na verdade, que ele tem uma maldição; todas suas mulheres morrem logos depois que se casam com ele. Jiaxuan só quer perpetuar a sua família, mas não consegue, de suas sete esposas, seis morreram de formas diversas. E, após a morte de seu pai, Bai Jiaxuan, prometeu que arranjaria uma esposa e daria continuidade ao nome da família, foi preciso seis mortes até Jiaxuan, finalmente, quebrar a maldição e chegar até sua sétima e última esposa.
Sobre o autor: Chen Zhongshi nasceu em 1942, em uma zona rural próxima a Xi’an, capital da província de Shaanxi, no nordeste da China. Por ter sido a capital de várias dinastias de imperadores, a província tem um importante papel na história chinesa desde a antiguidade. Seu avô foi professor e seu pai era um das poucas pessoas alfabetizadas da região. Estreou na ficção em 1973, com um conto publicado em uma revista local, e seguiu produzindo literatura de forte inspiração regional.







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